Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Atraente Ă© o que nos agrada, e vocĂȘ nĂŁo precisa agradar todo mundo, entĂŁo nĂŁo tente ser atraente para o mundo, seja para vocĂȘ.
â Sei que nĂŁo sou a melhor pessoa do mundo, mas por vocĂȘ, eu tentaria ser a melhor que vocĂȘ jĂĄ teve.
â Beleza Ă© a sua imagem e sua personalidade em uma sĂł, por isso para mim nĂŁo existe imagem feia, existe imagem que eu nĂŁo gosto
â Enquanto existir um sentimento bom dentro do peito, nunca estaremos sozinhos. Pois bons coraçÔes, semeiam bons frutos e colhem alegria.
â Pena que vocĂȘ se distanciou e se ausentou do meu coração;
Com tristeza me marcou com inverdades que me cercou;
Mas meu pequeno grande amor por vocĂȘ a ĂĄgua nĂŁo levou;
Na verdade as ĂĄguas me mostrou o quanto carinho vocĂȘ me despertou.
Amar acima de tudo Ă©:
Entender como vocĂȘ deveria ser amado(a) para que quando comece a amar, amar com base no que vocĂȘ espera com que te amem! :)
â Pela ponte da estrada
ela ficava olhando o menino
que vagamente caminhava.
LĂĄ de cima ela sonhava
com o dia que tocaria
a pele macia
do Menino do rio.
Eram crianças e imaturas
NĂŁo havia nem as maldades
que se criam na adulta imaginação
Tudo era puro e de verdade
no inócuo do coração
Quando menina ela o amava
De longe olhava o Menino no rio
Um dia, na ponte, ela o encontrou
olhando em seus olhos, tudo contou
Num beijo durou como sendo infinito,
Agora em seus braços, o Menino do rio
Era, enfim, seu grande Amor.
(FERGOM, Edleuza. O Menino do Rio. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 104).
â Quando a vida fora transformada
PĂŽs-se bem no meu colo teu âcheirimâ
um perfume com aroma de café
de ternura que colore o meu jardim
Um jardim quase antes um cerrado
De mansinho o vento trouxe a semente
Quando havia nem ao menos esperado
O seu choro de menina, ri contente
Em um ninho tĂŁo vazio tu chegaste
Preciosa joia rara como ouro
Berço com nuvens e céu estrelado
Aconcheguei com abraços meu tesouro.
(SANA, Daia. Meu Tesouro. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 116).
â O alvorecer Ă© para ti felicidade
CompreensĂŁo com olhar de humildade
MĂŁos firmes que nĂŁo prazem euforias
Olhar profundo de quem nĂŁo se anuvias
Coração como um mundo fascinante
O léxico inebriante e preconcebido
Gentileza com o tom sempre constante
E o Amor que contagia indefinido
O ofĂcio que se faz imprescindĂvel
O fazer que nĂŁo precisa ser insensĂvel
De amar, de amar, de amar...
Tu és amåvel, mas alimentas sutil pudor
Quando sempre, de primazia, entĂŁo agir
Não permitas que o cansaço do teu labor
se transforme em rancor dentro de ti
Pois amor Ă© o que se vĂȘ em teu olhar
De tĂŁo voraz solta batidas caloroso
Mas Ă© singelo e nobre silencioso
O silĂȘncio ancoradouro de mais amar
(PIRES, F. A. Primor. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 18).
â Menino, conta pra mim a tua histĂłria!
Sei! EstĂĄ guardada em tua memĂłria
Teu tormento transformado em superação
Conta, menino, conta pra mim tua canção!
Tudo envolve amor e euforia
QuestÔes em prosa e poesia
TĂŁo quanto tua Maria envolventes
De frescores suaves, beneficentes
Virtudes de inestimada alegria...
Menino, como Ă© belo o teu viver!
Propagas prazeres ante Ă solitude
Da calma o coração passa a tremer
de tantos que te querem vicissitude
Faças, Menino! Faças emudecer!
A voz que também não soube ouvir
De pequeno que nĂŁo para de sorrir
As gargalhadas que nĂŁo te podes perecer
NĂŁo ocultes o prazer jamais, Menino!
Dos saberes, dos amores, do bem viver
Que ser pequeno e ser forte leonino
E ter garras pra entĂŁo se defender
Mostres o teu sonho, grande Menino!
Que tu sonhas junto a outros partilhar
E o mundo vem, Menino, transformar.
(PIRES, A. F. Menino. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 17).
â Quando a gente estava junto
Tudo perfeito ficou
Depois que nos separamos
Tudo no mundo mudou
Estrelas nĂŁo brilham mais
A lua se escondeu
A chuva parou nas nuvens
O sol nĂŁo apareceu
A flor perdeu o perfume
O jardim todo murchou
Passarinho entristeceu
Nunca mais galo cantou
O doce ficou amargo
O salgado azedou
O azul embranqueceu
E o verde amarelou
Nas cobras nasceram pernas
LeĂŁo feroz amansou
Minhoca bate em galinha
E elefante falou
A terra perdeu a força
E o maior Rio secou
Os peixes vivem chorando
E o cachorro voou
Pro mundo ser como antes
Preciso do seu amor
Pare, pense e analise
O tamanho do seu valor.
(SOPHIA, Ireni. Sem vocĂȘ tudo mudou. In: GONDIM, KĂ©lisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra Ă© Arte, 2020. p. 67).
â Eu te amo em silĂȘncio
NĂŁo sei como isto aconteceu
Mas sinto que também me ama
Com o seu olhar no meu
Sempre que nos encontramos
NĂłs ficamos nos olhando
Sem dizer nada um pro outro
Só os coraçÔes falando
Parece que tem um ĂmĂŁ
Que puxa o nosso olhar
Eu fico te admirando
Sem conseguir disfarçar
VocĂȘ Ă© um homem alegre
Gentil e lindo também
Em vocĂȘ eu vejo tudo
O que desejo em alguém
O dia que nĂŁo te vejo
Fico sem felicidade
Olho suas fotos no face
Pra matar minha saudade
Eu te amo loucamente
NĂŁo sei mais o que fazer
NĂŁo quero me revelar
Mais sofro em te querer
(SOPHIA, Ireni. Te amo em silĂȘncio. In: GONDIM, KĂ©lisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra Ă© Arte, 2020. p. 71).
â Permitas, meu amigo,
que eu toque as suas mĂŁos.
Agradeço imensamente
por sua gentil atenção.
EstĂĄs sempre comigo
bem antes da concepção.
Com vocĂȘ aprendi que a vida
Ă© feita de muita escolha
e que as causas irracionais
podem ter efeito-bolha.
Em meio Ă diversidade
que a vida proporcionou,
Aprecio as maravilhas
que a natureza criou.
Estando perto ou distante
Ă© comum observar
que seu toque irradiante
faz o coração pulsar.
âTudo ao seu tempoâ ou
âDevagar tambĂ©m chega lĂĄâ
âO tempo chegouâ
âĂ tempo de semearâ
A colheita Ă© abundante,
e Ă© certo que virĂĄ,
Aquilo que se semeia,
um dia se colherĂĄ.
A pressa é aliada de muitas comemoraçÔes,
O egoĂsmo nĂŁo permite dar explicaçÔes.
Mas com o tempo compreendi onde estĂĄ o Criador.
Que a longevidade do homem Ă© fruto do seu amor.
Escutem, se acalmem e esperem!
Tudo no seu tempo e lugar.
Apreciem o Belo e sejam gratos
porque toda beleza Ă© viver e amar.
(COSTA, Benedita Lopes da. Tempo. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 46).
â Venha, segure minha mĂŁo
Eu vou te carregar
Na rajada de vento
Vem cai em meus braços
Eu vou te carregar
Em meus sonhos mĂĄgicos
Eu sou o rio de sons
Eu fluo pela noite escura
Eu sou o cheiro do amor
Na mĂșsica cantarolando
Cante minha mĂșsica
Na noite de luar
â NĂĄufragos
A ti, sedutora sereia do além
bastara lançar o compulsório olhar
para que tornasse-me vassalo fiel;
aos olhos ofereceras Ănsitos narcĂłticos
verdes alucinĂłgenos, em ĂĄtimos diĂĄrios...
A mim, marujo indefeso e desvairado,
sobejara a imposição da masmorra do amor
proclamada em perpétuos éditos sentimentais;
a nĂłs, comparsas, a devassa conivĂȘncia a dois
singramos sem rumo, aos irrecusĂĄveis Ășltimos fatais!
