Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Ele me amava, mesmo cansado
âDesculpa por nĂŁo estar tĂŁo alegreâŠ
Mas eu juro que tento te fazer feliz.
Te amo, tĂĄ?â
Palavras dele.
Cheias de cansaço, mas também de cuidado.
Ele ainda me chamava de meu amor.
Mesmo quando tudo jĂĄ parecia difĂcil demais.
NĂŁo foi falta de sentimento.
Foi peso demais pra carregar sozinho.
E talvezâŠ
sĂł talvezâŠ
esse amor ainda exista.
SĂł que agora, mora em silĂȘncio.
âEle me amava. SĂł nĂŁo sabia mais como mostrar"
â Ele me chamava de rainha, mesmo sem saber reinar os prĂłprios sentimentos
âTe amo, minha vidaâŠ
Espero sempre ser teu porto seguro, tua razĂŁo e teu templo de paz.â
Ele me dizia isso entre silĂȘncios e confissĂ”es.
Confessava que nĂŁo era tĂŁo carinhoso,
que tinha dias em que nem ele se entendia.
Mas no meio das falhas, tinha uma certeza:
Ele me amava.
Me chamava de rainha.
Queria ser abrigo, queria ser presença.
Mesmo sem jeito. Mesmo com feridas.
E prometia o que, no fundo, ele acreditava:
âVocĂȘ nunca mais vai estar sozinha.â
Talvez ele nĂŁo tenha conseguido cumprir tudo.
Mas sei que ele tentou.
E Ă s vezes, tentar jĂĄ Ă© amar mais do que parece.
Ele me chamava de rainha. E mesmo confuso⊠me amava como sabia.
â Carta para o homem que me chamava de rainha
Eu sei.
Eu sei que vocĂȘ me amava, mesmo nos seus silĂȘncios.
Mesmo sem tanto carinho explĂcito, sem muitas palavras.
Eu sentia isso no jeito que vocĂȘ me olhava Ă s vezes,
no seu esforço confuso de me proteger do que nem vocĂȘ entendia.
Eu acreditava em cada vez que vocĂȘ dizia que queria ser meu porto seguro,
mesmo quando vocĂȘ era tempestade.
E sim, eu vi vocĂȘ tentando.
Tentando melhorar, tentando ficar, tentando ser o melhor pra mim.
Só que amor também cansa.
E eu cansei de ser forte o tempo todo.
Porque enquanto vocĂȘ se perdia dentro de siâŠ
eu me perdia tentando segurar nĂłs dois.
Eu sĂł queria que vocĂȘ me escolhesse com clareza.
Que me chamasse de rainha â e me tratasse como tal.
Eu queria ser seu templo de paz, mas acabei sendo abrigo da sua guerra.
E mesmo assim, eu te amei.
Inteira. Sem falta. Sem dĂșvida.
Ainda amo, de um jeito que nĂŁo sei apagar.
Mas hoje, preciso me amar também.
Se um dia vocĂȘ voltar inteiroâŠ
talvez eu ainda esteja aqui.
Mas agora, eu volto pra mim.
âEu queria ser teu templo de paz. Mas fui abrigo da tua guerra.â
â âSe vocĂȘ soubesse o quanto ainda mora em mimâŠâ
Tem dias em que eu queria te escrever.
SĂł pra dizer que ainda lembro do teu cheiro.
Do teu jeito de rir das minhas manias.
Do silĂȘncio que sĂł era confortĂĄvel porque vocĂȘ estava nele.
Mas nĂŁo escrevo.
Porque talvez vocĂȘ nĂŁo saiba o que fazer com isso.
EntĂŁo eu guardo.
Guardo tudo isso aqui, no peito, como quem guarda uma flor que jĂĄ secou â mas ainda Ă© linda.
Se vocĂȘ soubesse o quanto ainda mora em mimâŠ
Talvez sentisse vontade de voltar.
Ou talvez sĂł soubesse cuidar melhor da prĂłxima vez.
âGuardo vocĂȘ como quem guarda uma flor seca:
jĂĄ passou, mas ainda Ă© linda.â
â âNĂŁo sei se ainda te amo, ou se sĂł sinto falta de quem eu era com vocĂȘâ
Ăs vezes, eu nĂŁo sei se Ă© vocĂȘ que eu ainda amoâŠ
ou se Ă© a mulher que eu era do seu lado.
Eu me sentia linda com o teu olhar.
Firme com a tua mĂŁo na minha.
Viva com o teu desejo em mim.
Talvez eu tenha amado o reflexo que vi nos teus olhos.
E agora que vocĂȘ se foi,
eu tento descobrir quem eu sou sem vocĂȘ.
âSerĂĄ que era amor...
ou sĂł o reflexo de mim no seu olhar?â
â âEu esperava que vocĂȘ me escolhesseâ
Eu ficava em silĂȘncio esperando vocĂȘ se decidir.
Esperando que enxergasse tudo o que eu era.
Tudo o que eu oferecia.
Eu sĂł queria ser escolhida.
Com coragem. Com presença. Com verdade.
Mas vocĂȘ tinha medo.
E eu me afastei tentando nĂŁo implorar.
Doeu.
Mas hoje eu entendo:
se eu preciso esperar ser escolhida,
Ă© porque nunca fui prioridade.
Eu merecia alguém que soubesse que era eu e ponto.
â E quando vc se vai, o meu coração vai junto.
E quando a porta se fecha, eu fico pensando,
serå que haverå um novo beijo, um novo abraço um eu e vc dividindo o mesmo espaço?
Porque os meus medos dizem:
qual serå a forma que ele quebrarå seu coração?
Qual serĂĄ o motivo pra partir? Qual serĂĄ o dia de vocĂȘ ir?
Eu sei, vocĂȘ disse que nĂŁo me magoaria e que sem motivos jamais partiria,
que eu nĂŁo deveria pensar essas coisas.
Mas meus medos dizem:
Qual serå a sua decepção?
Quando ele rejeitarå seu coração?
Se prepare para o tempo ruim, se prepare para o fim.
VocĂȘ Ă© o dono do meu coração
Com vocĂȘ me sinto Ășnica.
A minha mente estå repleta de retratos seus e de mais ninguém.
Com vocĂȘ me sinto bem, me sinto completa.
Mas meus medos dizem:
Serå que o seu coração é somente meu?
SerĂĄ que o passado te roubarĂĄ de mim?
SerĂĄ que sou boa o suficiente assim?
Pra merecer um amor tĂŁo lindo e bom aqui?
Os meus medosdizemedizem.
Ter o que sou
Na bagunça do meu eu
Tropiquei na montanha de apreços acumulada pela minha estima.
CaĂdo
Do lado de la vi a verdade
Do alto da colina de roupas gastas porém lavadas avistei um ser novo tentando se ajustar
Me despi do preconceito e das crenças que foram enraizadas por pura inabilidade de não querer permanecer onde não cabe o que eu sonhar ou apenas sonhar
Meu olhar jĂĄ nĂŁo turvo
Maduro e seguro com muros
Que não só me limitam mas também protegem do mal pensar
Portas se abrem pra que vocĂȘ tambĂ©m me enxergue
Assim como estou
Tudo que sou
Ressoa no eco da vida
Estanco com sabores novos a ferida
Ela se intriga
Mas degusta novas experiĂȘncias
Organiza o que gosta
E nem sempre posta
O que me a fez amar
Contudo arrumado
Na mala que chamo de pensamento
NĂŁo estĂĄ mais ao relento
As mazelas que em Renascimento
Beleza e formosuras fizeram organizar
Amor
Esperança
Sincronizados pela fé
Que no momento resgataram
Para ter o que sou
E mais nada pesado nessa viagem
tranquila decidi comigo carregar.
Responsabilidade afetiva
Entende-se que nesse novo formato social a emoção que é gerado no outro deixou de ser interessante , as rede sociais estão tão presentes na vida dos jovens que pouco interessa o que anda longe da cùmera frontal.
CrĂticas sem fundamentação, a cultura do Ăłdio e a adoração de influencers sem real conteĂșdo regem uma geração desinteressada e caĂłtica pelo fato de ter pouca saĂșde mental e real vĂnculo com seu prĂłprio prĂłprios sentimentos. Super lotadas por pensamentos jĂĄ prontos e com baixos nĂveis de consciĂȘncia , esses jovens estĂŁo se tornando replicadores de ideias, perdendo assim seus poderes de interpretação social que deveriam ser baseados em princĂpios Ă©ticos e de certa forma generosos, porĂ©m acabam por serem adoradores do ego e de maus costumes enaltecendo atitudes fĂșteis e irrelevantes como danças de tiktok e desafios sem conteĂșdo intelectual e de baixo aprendizado a nĂvel cognitivo.
Todas essas distraçÔes fazem com que o foco seja perdido os dando poucos nĂveis de sociabilidade e de interação com os meios sociais que convivem, perdendo tempo com a objetificação do ser.
Para ser alguĂ©m Ă© preciso âserâ obtendo seguidores , likes e ser um âinfluencerâ porĂ©m os conteĂșdos estĂŁo cada vez mais rasos e em grande maioria sem embasamentos cientĂficos, replicam-se ideias e atos por atração sem ter responsabilidade emocional e social por aquilo que estĂĄ sendo replicado.
Essa objetificação estĂĄ ligada a mĂĄxima âamam objetos e usam pessoasâ evidenciando que vocĂȘ vale o que vocĂȘ tem ou pode fazer e nĂŁo por quem vocĂȘ Ă© (quando falamos de princĂpios , valores Ă©ticos e atĂ© mesmo morais).
âA preocupação com a administração da vida parece distanciar o ser humano da reflexĂŁo moral.â
Em uma vida onde precisamos estudar, trabalhar , pagar aluguel , criar os filhos , se exercitar e ter uma vida social pouco tempo sobra para que se olhe para dentro para reavaliar nossos valores morais e o peso de nossas emoçÔes.
Posso salvar muitas pessoas, menos quem me afoga. Porque, se eu salvar quem me afoga, não salvo mais ninguém.
â Queria que a vida fosse assim, palavras soltas, sem remorsos, fragmentos de um livro infinito. Lançados ao vento, sem ponto, sem virgula, livres para dançar no ar.
â Primavera - ruhtra
As vezes no mundo real
O pensamento em algo banal
Toma manchete do jornal
Meu amor Ă© destaque
Como nas festas de carnaval
Como eu amo meu amor
Estar junto dela me faz ter calor
Com muita cautela e valor
Ă meu jeito de falar do meu amor
Ela tem olhos da primavera
Como as flores mais belas
Como as nascentes nas serras
Que dessem para o mar
Como para ela vou explicar
Que meu amor nunca vai calar
fico aqui
No momento sem ela
Esperando a primavera
Que ela tem no olhar
E se um dia eu endoidar
E dela eu sĂł decidir falar
E me julgarem de louco
Não se aborreça por pouco
Ă na loucura que quero ficar
O seu corpo contemplar
Sem nem um medo em olhar
As curvas temĂveis de amar
â â VocĂȘ me destruiu e eu sobrevivi.
EntĂŁo vocĂȘ poderia me amar e se sentir seguro.
Preferiu a segurança da sua solitude e solidão.
Me despeço de vocĂȘ, amor da minha vida, minha paixĂŁo, minha vida.
Somos sĂł uma linda histĂłria de amor que eu lembro com tristeza e saudade.
Borderline
â Eu achava que sentia demais,
Abruptamente tudo era o mĂĄximo e na sequĂȘncia tudo era o mĂnimo,
SobrevivĂȘncia?
Sumia no tempo do meu espaço que era escasso,
Em mim,
O que para os outros era sobra,
Era minha prĂłpria falta,
Me enfrentei, muitas vezes e jĂĄ sem paciĂȘncia,
Tentando me encaixar num mundo de caixa,
Que o jeito era de agradar a outrem,
Onde o pensamento do outro me chegava com força tamanha,
A ponto de mexer as entranhas,
Hoje respiro,
NĂŁo lido mais com isso,
Sou abrigo ainda frio,
Recuperado e restaurado em mim mesma,
Em meio a tanto clamor de rancor e Ăłdio,
Sou inteira e o Universo se encarrega,
Nunca fiz parte do vago,
Estrago?
Nunca fiz mal de caso pensado,
E tudo isso se torna justificado,
Em contrapartida,
Pessoas levando o nome de "psico" envolvidas,
Bloqueando as saĂdas,
Ainda falando mal de mim no labirinto da vida,
Ainda assim, aguentei muito tempo,
Gritando no meio do silĂȘncio,
Cercada de pessoas como se eu fosse uma ilha,
E elas, o mar que afoga,
Apitando,
Feito chaleira?
NĂŁo feito panela de pressĂŁo pronta a explodir,
E explodiu,
Foi assim que a ciĂȘncia veio como redenção.
Veio com nome e com cura.
NĂŁo era carĂȘncia,
Era dor nĂŁo nomeada,
E agora, com nome, eu vejo.
Mas, eu Ă© que nĂŁo quero mais quem nĂŁo sabe estar,
NĂŁo me demoro no vago,
Quem nĂŁo sabe acolher a dor do outro sem julgamento sĂł lamento,
Sei que ninguém é perfeito,
Mas, agora me contento em ser meu alento.
LetĂcia Del Rio.
*Todos os direitos reservados*
â âTe Encontrar Foi Meu Milagreâ
(GILSON DE PAULA PIRES)
Eu andava tão perdido, coração sem direção
Como chuva no deserto, sem abrigo, sem razĂŁo
Mas aĂ vocĂȘ chegou, como o sol depois da dor
Me ensinando devagar o que Ă© o verdadeiro amor
E eu que nem acreditava mais
Que alguém podia me tocar assim
Te encontrar foi meu milagre, minha paz, meu farol
O silĂȘncio fez sentido quando ouvi tua voz
Agora o mundo gira mais bonito com vocĂȘ aqui
Te amo mais do que pensei que um dia fosse sentir
Nos teus olhos vejo abrigo, vejo casa, vejo céu
Teu sorriso me desarma, tua alma Ă© meu papel
Pra escrever mil poesias que eu nunca consegui
Mas que brotam quando encosto meu amor em ti
E cada passo seu ao lado meu
Ă promessa que eu quero cumprir
Te encontrar foi meu milagre, minha paz, meu farol
O silĂȘncio fez sentido quando ouvi tua voz
Agora o mundo gira mais bonito com vocĂȘ aqui
Te amo mais do que pensei que um dia fosse sentir
E se um dia o tempo for cruel
Vou lembrar do que a gente escreveu no papel
Amor real, sincero e sem final
Que nem o tempo pode apagar
Te encontrar foi meu milagre, minha luz, meu sinal
A razĂŁo de eu ter esperado afinal
E mesmo que o mundo insista em nos dividir
Te amo mais do que pensei que um dia fosse sentir
â
Na garupa do acaso
Subi na garupa do riso,
Com o vento no rosto e a sorte no abraço,
Pequeninas nĂłs duas,
Mas cabemos no mundo inteiro,
Fomos de stand-up ao improviso,
Um brinde entre goles,
E planos disfarçados de acaso,
Quase um sussurro na direção do destino,
Me levou pra casa,
Como quem abre delicadamente a porta do peito,
Entre vinhos e pinhÔes,
Eu vi a paz no calor dos olhos dela,
A noite era feita de toques leves e peles coladas,
Dos suspiros que se entendem no escuro,
Do amanhecer com seu gato abrindo a janela,
Teve café com mãos de barista e alma de abrigo,
Teve pĂŁozinho gostoso com tofu cremoso,
Teve tempero,
NĂłs aromas que nĂŁo sĂł os alimentos exalam,
Cheiro de inĂcio no pescoço,
Gosto de quero mais no céu da boca,
Com uma vontade louca,
De compartilhar de ter esse encanto a encantar.
O tempo cura, mas também castiga.
O tempo nĂŁo perdoa, nĂŁo hesita,
nĂŁo volta atrĂĄs.
O tempo vive além do próprio tempo.
SĂł nĂŁo perca o tempo.
Porque sempre Ă© tempo de amar.
â
