Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Feche as janelas da sua alma
reflita sobre a delĂcia de nĂłs
Traga lembrança que lhe acalma,
porque estaremos de novo a sĂłs.
Deixe-me abrir suas portas Ăntimas de segredos
que nunca foram revelados
Quero seus encantos que me encantam
e sempre serĂŁo entre nĂłs desvelados.
Misteriosamente tudo ficou estranho: as pessoas, as casas, as ruas, o mercadinho da esquina... Minha sombra.
"como estĂĄ? Onde estĂĄ?" perguntas sem respostas. Contento-me com o silĂȘncio ensurdecedor; com a curiosidade obtusa e latente que tende a me atormentar todas as noites ao repousar-me - ou, pelo menos, ao tentar assim fazer.
Contento-me, entĂŁo, com as suposiçÔes hipotĂ©ticas, fantĂĄsticas e lĂșdicas do meu pensamento que, exausto, peleja aquietar-se. Aquietar-me.
Mais um dia; menos um dia.
Meus medos, o tempo destruiu.
O acaso cuidou de mim.
Minhas experiĂȘncias me deram força.
Aprendi com tudo que fiz.
Sorrir sempre foi meu dom.
Sozinho Ă© impossĂvel se manter.
Do amor fiz mĂșsica e poesia.
Minha vida Ă© um barril de riquezas.
Lembrava daquela livraria que gostava, do tempo que tentava se buscar no mundo e sempre voltava, nĂŁo se encontrava. Vai, tenta achar coisa melhor por ai, jĂĄ tentou antes e sempre esteve aqui. Se nĂŁo voltar leve tudo que Ă© seu, nĂŁo deixe resquĂcios de vocĂȘ em mim, vai amar, descobrir a ilusĂŁo, o desafeto, sentir a dor, mas aqui ainda tem seu aconchego.
Lembra quando vocĂȘ vivia naqueles lĂĄbios? Agora ele prefere o cigarro. Arranjou um jeito novo de morrer.
Se orgulhe, vocĂȘ deixou marcas em mim que toque nenhum consegue sobrepor. Ah, e se orgulhe bastante, porque tudo que escrevo Ă© sobre vocĂȘ, mesmo eu tentando me enganar dizendo que nĂŁo Ă©.
O gosto do cigarro, quando antes na minha boca sĂł o seu sabor...
O ĂĄlcool que transpira em minha pele, quando antes sĂł o seu perfume...
Os rabiscos de luzes e lembranças, quando antes só o seu rosto...
O som alto, e o barulho de vozes se cruzando, quando antes sĂł o seu tom angelical...
O vazio, quando antes cada canto de mim, era sĂł vocĂȘ...
O amor por mim, quando antes cada sentimento meu, era seu.
Quando beijo suas costas
Adoro quando se arrepia
Os arrepios sĂŁo respostas
Que gosta dessa magia
Minha barba arranhando
Desejando a sua ranhura
Pedaço de mim se agita
Querendo lhe encher de ternura
Quando uma pessoa te diz que precisa de ajuda, nem sempre é de oração haja visto que isso ela mesma sabe fazer, ou estå com fome, presa, enferma ou nua.
Oração hipócrita não enche barriga, esta é a conta que serå cobrada, o amor.
Só deixa saudades quem leva lembranças.
Queria sentir seu cheiro, ver teu sorriso, me confortar em teus braços.
Queria descobrir novamente a cor dos seus olhos, te fazer cafuné no fim da noite enquanto dorme.
Não me lembro mais da sua voz, não sei mais o ritmo do seu coração, muito menos como é o calor do seu peito. Me arrisco a dizer que esqueci de teu nome. Agora eu apenas sinto saudade.
Saudade tua.
O imenso vazio preenchido com vontade. Ă sede que nĂŁo passa, Ă© fome que nĂŁo acaba... Ă apenas um labirinto sem saĂda, onde estou sozinha e perdida, mas ao mesmo tempo, rodeada de acontecimentos passados, e, em todos eles estou com vocĂȘ.
Infelizmente saudade nĂŁo Ă© motivo suficiente para te trazer de volta.
Eu ainda espero que no fim de tarde vocĂȘ volte, e faça essas reminiscĂȘncias voarem para longe, trazendo novamente o sentido de amar.
que belo estrago tu fizeste hein?
jamais poderia imaginar isso
que ao mesmo tempo em que te amava
estava a sepultar algo dentro de mim
aquilo que de mais puro havia aqui
a leveza, a paz, e principalmente a esperança
tua crueldade marcou pra sempre minha vida
depois do furacĂŁo que recebeu teu nome
tentei em vĂŁo outras aventuras
rastejando por cima de camas
sentindo o gosto de outras bocas
o calor de outros abraços
e a ternura de olhares puros
tentei, tentei e tentei
fracassei
nunca fui homem de uma sĂł noite
sempre tive sede de histĂłrias duradouras
tentei iniciar algumas
mas algo estĂĄ me bloqueando
algo morreu dentro de mim
e vocĂȘ Ă© a principal suspeita do crime
como explicar que nada mais existe aqui dentro?
como vou explicar Ă mim mesmo que nĂŁo sou mais capaz de amar?
estou me tornando um covarde
estou me tornando igual a vocĂȘ
justamente aquilo que eu mais condenava
permitindo que alguém se aproxime de mim
mesmo sabendo o triste fim de cada mini-histĂłria
mesmo sabendo que nĂŁo haverĂĄ correspondĂȘncia alguma
acho que aprendi como surgem as pessoas frias
de hoje em diante irei respeitar os coraçÔes de pedra
pessoas frias nĂŁo tĂȘm passados fĂĄceis
ninguém se torna frio por querer
ninguém destrói sua sensibilidade de uma hora pra outra
Ă© uma junção de pequenos terrĂveis e cruĂ©is acontecimentos
nĂŁo sei como serĂĄ daqui pra frente
talvez eu me torne um velho rabugento
no corpo de um cara de 24 anos
ou um alcoĂłlatra que nĂŁo suporta a possibilidade de estar sĂłbrio
um inĂștil covarde que buscarĂĄ nas mulheres apenas prazer
nunca acreditei em ressurreição
mas, se existisse, queria que renascesse em mim o que mataste
queria reencontrar a minha verdadeira essĂȘncia
que estĂĄ sepultada em alguma vala comum
em algum cemitério de sentimentos
mas finalmente aprendi
aprendi como se petrificam os coraçÔes
por falar nisso, por favor
poderia devolver o meu?
"A cada instante, o recomeço. Em cada amanhecer, o renascer. A cada piscada, novas cores, mais luz. Uma nova respirada, a esperança renovada. Um novo quadro a cada pincelada, novos horizontes em cada escalada. Ao sabor da brisa, no vai e vem das ondas do mar, assim nossas caleidoscópicas vidas, nossos multifacetados amores."
(© Juares de Marcos Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98).
Frio na barriga, um sorriso incontrolåvel, e uma reciprocidade completa, é o que faz diferença no mundo.
$eu $uce$$o
Sem a intenção jactanciosa de falar de si mesmo e, de quem chegou Ă idade de 73 anos, consciente de que jĂĄ ultrapassou mais da metade do caminho de qualquer longevo ser humano, menos voltado a qualquer vaidade pessoal, espero. Portanto, atĂ© me dou ao direito de escrever na primeira pessoa, isto Ă© apenas uma pequena parte de um diĂĄrio dos meus dias na estrada das vendas pela vida afora. Nasci no interior do estado de SĂŁo Paulo, na TatuĂ da minha feliz infĂąncia, filho de um modesto marceneiro, que com o passar do tempo tornou-se um prĂłspero negociante. Moveleiro prĂłspero, graças Ă sua habilidade no trato simpĂĄtico e carismĂĄtico com as pessoas de seus dias, lĂĄ pelas dĂ©cadas de 50 - 60, e como o tempo passa cheio de contradiçÔes e dissimulaçÔes, quando muitos ensandecidos profetizavam que nĂŁo chegarĂamos ao ano 2000 e, o mundo se acabaria, ao mĂnimo existiria telematicamente o âBug do MilĂȘnioâ e o mundo torna-se-Ăa o caos etc.
Meu pai tinha por tĂtulo, dado pelo pĂĄroco da cidade, o qual ao dizer suas missas pela rĂĄdio difusora local, anunciava os patrocĂnios do meu velho e querido pai como: Tonico: âO Rei dos MĂłveisâ.
Apesar de marceneiro, meu velho pai carpintejou muito também, deixando-me um belo exemplo de pessoa despojada e generosa.
Tenho de agradecer profundamente ao meu progenitor e meu mestre na arte de vender.
Realmente meu velho pai foi mestre na årea de vendas, fato que pude comprovar posteriormente quando da minha juventude, pois, seus ensinamentos e gestos de relaçÔes humanas deixaram em minha personalidade marcas profundas de conhecimentos pråticos, quando pensava em aprender me surpreendia com aulas que o velho jå me houvera transmitido.
Tive de usar o tripé do sucesso:
1 â Atingir Minha Meta
2 â Como Atingir Minha Meta
3 â Quando Atingir Minha Meta
Casei-me muito jovem ainda, apenas com meus 18 anos e, necessitei da anuĂȘncia de meus pais, na Ă©poca professava uma religiĂŁo bastante incisiva no tocante Ă honestidade cristĂŁ etc.
E, cheguei pensar atĂ© que seria dispensado do serviço militar, pelo fato de ter contraĂdo matrimĂŽnio, fato corriqueiro dos recĂ©m-casados daqueles dias, como fora o meu caso, com a diferença de nĂŁo ser dispensado do serviço militar. O esperado fato nĂŁo fora confirmado, e lĂĄ fui eu fazer o Tiro de Guerra, como se chamava o exĂ©rcito lĂĄ do interior. Cumpri a lei que me fora imposta e, no final de toda aquela misancĂȘnica beligerante galardoaram-me: âReservista de Segunda Classeâ.
Lembro-me como se fosse agora, no primeiro dia a gente se apresentava a paisano, atĂ© que se tirassem as nossas medidas, para as respectivas confecçÔes de nossas fardas, e como era madrugada fria e nĂŁo tinha roupa de frio coloquei o meu terno de casamento, posto que havia contraĂdo matrimĂŽnio recentemente, e apresentei-me juntamente com 120 jovens, verdadeiros capetas, a fuzarca era generalizada e para piorar a situação, chovia levemente madrugada afora. O pĂĄtio estava lamacento, e o sargento era um CDF de primeira linha, sujeito condicionado Ă robĂŽ para se fazer cumprir a lei marcial.
Lembro-me de que, por lå passava meu pai, o qual dirigia-se a pé, à sua marcenaria, tinha ele seus cabelos brancos, era uma cabeça literalmente branca, a qual despertou o entusiasmo de um recruta que pÎs-se a imitar um påssaro chamado Araponga, ou Ferreiro, emitindo o som de um malho a bater sobre uma bigorna. Ave de penas brancas como a neve.
O sargento, irritadiço då-nos uma contundente ordem:
- Tropa, sentido! â Rastejar, vĂŁo ver!
EntĂŁo... O meu novĂssimo terno de casamento, ficou enlameado de barro, e alĂ©m de rastejar na lama, mandava rolar Ă direita Ă esquerda, era uma chafurdança sĂł.
Meu pai, era um gozador, e até parou pra ver aquilo tudo, relembrando de seus dias de Tiro de Guerra também, para depois tirar aquele sarro da minha cara, quando chegasse em casa, pois, moråvamos todos no mesmo terreno.
Assim, terminei o serviço militar.
O calo apertou e me vi em palpos de aranha, bem, tivemos de mudar para SĂŁo Paulo com a esperança de vencer na vida. Dois jovens e uma filha, estavam Ă mercĂȘ das intempĂ©ries naturais da vida moderna, com um pequeno detalhe, âsem nenhum gato para puxar pelo raboâ, ĂȘta vidinha complicada⊠Fiz de tudo um pouco na vida, atĂ© tomar uma decisĂŁo que mudou radicalmente nossa maneira de viver. PorĂ©m, para que isto viesse acontecer tive de peremptoriamente usar os conceitos da trilogia do sucesso. Propositalmente repito os trĂȘs pontos importantes do sucesso, para que desde este momento vĂĄ sendo gravado na sua memĂłria, caro leitor postulante ao sucesso⊠Para atingir a minha meta, primeiro tive de descobrir o que queria fazer na minha pobre vida, quando fazer e como fazer, e nĂŁo demorou muito, me fiz espelhar no exemplo de meu mentor e pai, ser vendedor, atĂ© porque, ninguĂ©m escapa desse estigma, nascemos todos, vendedores, e ponto. NĂŁo hĂĄ o que se discutir sobre esse paradigma, quando nascituro a primeira coisa a se fazer Ă©, berrar para se obter alguma coisa em troca do silĂȘncio. Vender Ă© ser negociador, negociante, regateador, enfim buscar um meio lucrativo nessa atividade, como em qualquer outra, que irĂĄ redundar na prĂłpria venda. Hoje, mais do que nunca, deve-se ser muito mais vendedor-hodierno do que caixeiro-viajante de antanho, tem-se de dedicar com muito amor Ă essa nobre profissĂŁo, para se alcançar o fim colimado do sucesso. Vendi de tudo, era um supermercado ambulante. No campo da metalurgia, eletro-eletrĂŽnica, vendi ferramentas normais, de cortes, diamantadas, parafusos, rolamentos, correias, graxas e Ăłleos, peças automotivas, baterias elĂ©tricas, vĂĄlvulas hidrĂĄulicas, tubulação, conexĂ”es etc.
MEDITAĂĂO â O FUNDAMENTO MAIOR
Sempre gostei de meditar, ou seja, me introspectar, fazer uma auto-anĂĄlise, perguntando-me sobre os porquĂȘs de toda minha existĂȘncia e de como fazer para sobreviver juntamente com a minha maior responsabilidade, minha famĂlia. E, nas minhas mais profundas meditaçÔes pude me aperceber de que, nenhuma tĂ©cnica moderna de vida mercantilizada poderia sobrepor aqueles ensinamentos que aprendi nas minhas projeçÔes astrais. O carisma ĂĄurico somente se consegue com energias refinadas, que somente o mundo astral pode nos conceder. Frequentei faculdades ocultas no plano extrafĂsico, e trouxe de lĂĄ o sucesso de minhas vendas, ensinados pelos meus mestres dos planos etĂ©ricos. Na atualidade as igrejas de maneira genĂ©rica colocam seus adeptos em transe mercantil e, aqueles que crĂȘem conseguem sucesso na vida.
FĂ
Ei-la, Ă© uma pequena palavra mĂĄgica, que tudo pode mudar em nossa vida:
Do livro: O diĂĄrio de um vendedor
jbcampos
Poemas inacabados
CapĂtulos nĂŁo finalizados
HistĂłrias interrompidas
Finais sem adeus
Promessas descumpridas
O desvanecer de quem as prometeu
Romance sem final feliz
A velha frase que diz:
"Talvez tinha que ser assim"
Os ideais desfeitos
A sombra do por vir
Que vem cheia de medo
O vĂĄcuo entre o irreal
E o concreto
Me ofereça um gole de lucidez
Por obséquio
Para que eu entenda os PorquĂȘs
Do que era feito e se desfez
Olhe-me nos olhos mais uma vez
E me diga o que se fez
Do amor que era eterno
Mas que findou nesse terrĂvel inverno
Olhe-me nos olhos mais uma vez
Diga que Ă© o fim
Me beije nos lĂĄbios
Me faça sorrir.
Hoje, estive a pensar,
NĂŁo que isso valha alguma coisa nos dias atuais.
Como tudo mudou assim?
De repente, tĂŁo abruptamente.
Olhar atento se faz necessĂĄrio.
Tento encontrar algo bom.
NĂŁo consigo ser surpreendido,
Por um fato extraordinĂĄrio.
Por um gesto qualquer.
Como tudo tornou-se previsĂvel?
Eu procuro, procuro e nĂŁo vejo.
Procuro tentando encontrar,
Uma surpresa, um gesto.
Um fato talvez que me faça,
Quem sabe acreditar.
Eu pensei e nĂŁo encontrei a resposta,
Pra questĂŁo que enxerguei no inĂcio,
Estou me tornando exigente,
Ou o ser humano Ă© sĂł isso?
