Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
SOMOS FUMAĂA
EstĂĄvamos discutindo. Eu acho. Ela me olhava com uma expressĂŁo magoada e eu nĂŁo expressei nada, nĂŁo queria que ela soubesse como eu me sentia. Era melhor assim. Eu acho. A parte mais confusa Ă© que eu nĂŁo me lembro muito bem sobre o que estĂĄvamos discutindo. Alguma atitude minha ou dela que fora errada? NĂŁo... Creio que foi sobre o que acontecia entre nĂłs dois. Ah, desisto. NĂŁo lembro. SĂł sei que estĂĄvamos discutindo. Sim, tenho certeza disso.
"SOMOS FUMAĂA!" ela disse.
Eu nĂŁo entendi. NĂŁo fazia muito sentido dizer isso. Ela se virou e foi embora, eu nunca mais a vi. No dia seguinte eu pensei que ela voltaria, como sempre voltou quando brigĂĄvamos, mas algo havia mudado nela.
Ela não aturava mais minhas besteiras e passou a criticar meus erros sem medo. Ficou destemida, de repente. Mudou. Porque serå? Eu fiz algo errado? Perdi minha melhor amiga, minha companheira, por causa de alguma ação mal pensada?
Levei dois anos para entender. Somos fumaça. NĂŁo somos fogo. Somos passageiros, bipolares sem perceber, depressivos e simpĂĄticos. Sempre fomos instĂĄveis. Nunca soubemos o que tĂnhamos e assim ela desistiu e eu tambĂ©m. Errei. Eu a amava. Juro que amava. Me preocupei tanto em ser enigmĂĄtico que nĂŁo percebi o quĂŁo difĂcil era para ela lidar comigo. Acho que ela se tocou que fazia papel de trouxa, mesmo eu nĂŁo achando isso. Mesmo eu a amando de coração sem demonstrar direito.
Nunca tive jeito com relacionamentos. Eu tentei com ela. Tentei uma, duas, trĂȘs vezes... sempre acabava. Sempre eu a magoava. No entanto, ela voltava. Sempre. Sempre. NĂŁo dessa vez.
Cinco anos passaram e eu me vi a beira do precipĂcio. Somos fumaça. A voz dela ecoava em minha mente toda vez que eu acordava e toda vez que eu ia dormir. Eu pensava nela todas as manhĂŁs e chorava por ela todas as noites. Meus pais começaram a se preocupar, sai de casa, arrumei emprego. Cresci. Amadureci. NĂŁo superei.
Eu queria mais um instante com ela.
Queria dizer que a amava e que ia demonstrar direito.
Perdi essa oportunidade.
Oh felicidade... porque tĂŁo temporĂĄria?
Eu sorri essa manhĂŁ quando tirei do correio uma carta com o nome e a letra dela.
Sorri.
Sorri como nunca.
Ela vai voltar. Pensei que ela voltaria depois de dez anos, mas a carta me quebrou por dentro. Ela nĂŁo voltaria.
Eu li a carta devagar, incrédulo.
Querido Adam,
Se essa carta chegou atĂ© vocĂȘ Ă© porque realmente o cĂąncer me levou. Eu nunca tive a coragem de te dizer tudo o que eu queria naquele dia. Vou ser breve...
Eu te amo. Sempre amei e sempre vou amar. NĂŁo estou sendo romĂąntica ou exagerada, como vocĂȘ insistia em me chamar, estou sendo realista. NĂŁo posso te esquecer e nĂŁo quero. Eu queria mais um instante contigo.
SĂł um instantinho.
Uma eternidade pequena...
Prometo que iria ser suficiente. Um momento seria Ăłtimo.
Ainda somos fumaça, meu amor, mas onde tem fumaça, sempre hå fogo.
Amo vocĂȘ. Viva.
Doeu. Saber que ela estava morta, doeu.
Eu morri dois dias depois.
Acidente de carro.
Cinco minutos depois de minha morte eu encontrei Luana.
Ela estava linda. Perfeita. Usando um vestido branco e com os cachos loiros marcando seu rosto angelical. Enfim unidos.
Ela estava ali.
âSomos fumaçaâ, ela disse.
Eu sorri.
Me aproximei.
Tomei ela em meus braços e suspirei.
âNĂłs fomos fumaça, hoje somos sĂł nos dois mesmo, sem analogias ou metĂĄforas... SĂł nos dois.â
Beijamo-nos.
Eu não sou nem um bom partido, nem pretendo te feri, prefiro que sofra por ter partido meu coração sabendo que eu só e fiz o bem..
O ator de 54 anos, Domingos Montagner, deixa mulher e trĂȘs filhos. Morreu numa tarde de quinta-feira, apĂłs passar a manhĂŁ gravando cenas finais de uma das mais belas e densas novelas da Rede Globo, Velho Chico. Um mergulho em uma tarde de quinta-feira. Em uma folga, ao lado da companheira de trabalho, Camila Pitanga. RĂĄpido como o estampido de um estouro. Segundos de distração nas correntezas de um rio carregado de misticismo e significado. Um rio onde, dias atrĂĄs, cenas da novela se desenrolavam no afogamento e resgaste do seu personagem.
Em um estampido. Daqueles que causam choque e que não sabemos se é tiro ou se é bomba. Talvez, em um tempo menor do que o barulho que nos causa a mente. A vida se esvai. Escapa das nossas mãos em uma dança melancólica de perplexidade, como declarava os repórteres globais ao anunciar a morte do colega de emissora. Perplexidade. A morte e seus significados. E essa mania de mexer com o coração da gente. Com o estomago da gente. Eu, que tanto tenho me irritado ultimamente. Que tenho estourado por tão pouco. Que tenho dito tantas coisas desnecessårias a gente que não vale a pena, e deixando de dizer tantas coisas que vale a pena as pessoas necessårias. Eu, que tenho pedido pro dia ter um pouco mais de tempo pra que eu possa dar conta de tanta coisa. Que tenho mantido com o café uma relação séria e essencial para manter os meus olhos abertos..
A morte e seus efeitos. O sentimento de tristeza Ă© obvio. Um ator, protagonista de uma novela em reta final. Mas, o choque Ă© por saber o quanto somos e estamos Ă mercĂȘ de morrer. AmanhĂŁ, daqui a uma semana. Ou agora. Brincamos de viver, achando que nunca vamos morrer. E quando acontece um fato desses, engolimos seco. A morte mostrando quem manda. E quem se habilita a desafia-la agora?
Ă como se meu cĂ©rebro fosse um estĂșdio fotogrĂĄfico e vocĂȘ as fotos reveladas espalhadas em meu estĂșdio, vocĂȘ Ă© a Ășnica imagem que tenho na mente, o angulo mais perfeito, a paisagem mais bela e o Ășnico com um zoom que enxerga minha alma.
COMO POSSO EXPLICAR?
Os nossos encontros
sempre foram inexplicĂĄveis.
InexplicĂĄveis por quĂȘ
como explicar cada beijo
prolongado, sentido, degustado?
Como posso explicar
cada carinho, cada afago
cada maneira de se entregar.
Como explicar cada abraço
quando nos envolvemos
deliciosamente pés sobre pés
na cadĂȘncia de cada passo?
Como explicar cada desejo
se o prĂłprio desejo
nunca se sente farto, satisfeito?
Como posso explicar tanto amor
se o que sente minh'alma
transborda além do insaciåvel
noutro corpo, noutra alma
pelo mesmo motivo do meu amor?
NĂO HĂ NADA NESSE MUNDO
NĂŁo hĂĄ nada nesse mundo
que me faça feliz
quanto tĂȘ-la em meus braços!
O que alguém poderia
desejar-me de melhor
pra viver por toda vida?
Sem qualquer despropĂłsito
de uma mera e insignificante
pergunta de interrogação
vos digo com clareza, disposição:
Ao avistå-la meu coração
de tĂŁo alegre e feliz pula do peito
e todo meu ser se transforma
em carinho, amor, devoção!
O QUE FALAR DO DESTINO?
O que falar do destino?
Alguns o amaldiçoam
outros tripudiam, ridicularizam.
JĂĄ no meu caso...
Digo que foi através do acaso
que conheci aquela que seria
minha musa inspiradora.
Aquela que revelou-se ser
a melhor das criaturas
e com toda paz e brandura
completa minha vida
com impavidez e candura!
UMA VIDA A DOIS
Amar nĂŁo Ă© ato banal
amar Ă© doar-se, entregar-se
de maneira incondicional.
Amar Ă© a cada dia querer
ver florescer no Ăąmago do outro ser
todo calor latente da alquimia
e apesar de muito tempo depois
continuar sempre juntinhos
com a mesma disposição agarradinhos
sempre com o mesmo carinho
carinho que move, renova e contagia
viver a dois com intensidade e alegria!
OUTROS SONHOS, OUTRAS VIDAS
Eu nĂŁo precisaria viver
outros sonhos, outras vidas
se porventura, por um Ășnico
momento que fosse
eu a tivesse em meus braços
Mesmo que meus passos
estivessem trĂŽpegos combalidos
seu rosto, seu olhar, seu sorriso
sua boca, um toque, um beijo
aliviariam todo meu cansaço
E novamente eu tornaria
a realizar todos os desejos
dos que amam e sĂŁo compreendidos
e assim determinado e conciso
eu descansaria na paz do seu amor!
MINHA POESIA
(dedico Ă queles que como eu amam amar)
Minha poesia
Ă© essencialmente romĂąntica
livre, conciliadora, intensa
e nada, absolutamente nada
posso fazer pra quem dela
despreza, renega ou mesmo
nĂŁo gosta ou nĂŁo compartilha
Porque entendo perfeitamente
que na estrofe de verso de sextilha
nem todo mundo ama, amar
hĂĄ os que preferem tristeza, dor
Ăłdio, revanchismo, ceticismo
na sua escrita, no seu poetar!
LINHA RETA, TĂNUE
Os problemas corriqueiros da vida te angustiam? Ă porque vocĂȘ ainda nĂŁo percebeu que nas estradas da existĂȘncia, as subidas e descidas terminam numa linha reta, tĂȘnue serena!
SONO REPARADOR
Sabe aquela raiva que vocĂȘ acumulou no peito durante o dia inteiro?
Chegou a hora de descartĂĄ-la, renegĂĄ-la.
Nunca deite com mågoas no coração, elas perturbam seu sono, trazendo-lhe intranquilidade, insÎnia, e desassossego n'alma.
Prefira sempre manter a serenidade e a calma atravĂ©s de pensamentos positivos d'uma oração. Peça desculpas, peça perdĂŁo. Certamente, lhe trarĂĄ paz de espĂrito, harmonia e uma noite de sono reparador, tranquilo sem qualquer alteração.
A MULHER QUE ALIMENTA MEUS SONHOS
A mulher que alimenta
meus sonhos, minhas utopias
nĂŁo Ă© simplesmente uma mulher...
ela Ă© a mulher!
A mulher que me cobre de beijos
que conhece meus segredos
minhas dĂșvidas, dilemas
e todos os meus (nossos) desejos.
Ă ela que tĂŁo quietamente
me deixa eufĂłrico, delirante
quando aguça meus sentidos
e que nunca me deixa de sobreaviso
nas noites quentes, ofegantes.
Ă ela que me quer, sempre quis
pra me ver satisfeito, feliz
em nada mede esforços:
chora, canta e sorrir ternamente.
Ă por isso que a amo tanto
mulher de carĂĄter, envergadura, talento
seu jeito manso, terno, amĂĄvel
me dĂĄ paz, sossego, felicidade
nela, tudo Ă© real e insofismĂĄvel!
OS DIAS MAIS LINDOS
Os dias mais lindos
sĂŁo floridos, perfeitos
Ă queles que ficamos
juntinhos durante horas
sem percebemos
que o tempo nos ignora.
Os dias mais lindos
perduram sem desfeitos
quando nos entregamos
ao som da trilha sonora
que embala nossos sonhos
perpetuando o antes, o agora!
E SE O MUNDO...
E se o mundo...
coubesse em meu coração
esse mundo seria seu
mulher mais linda, perfeita
como forma de puro amor
que transcende desejos e quereres
na medida certa, perfeita!
TĂĄ difĂcil respirar, toda vez que encho o pulmĂŁo, parece que uma bolha se forma, agarrando meu coração, pressionando-o contra as costelas, me deixando sem ar. Isso acontece, pois meus pensamentos nĂŁo me pertencem mais. Meus pensamentos sĂŁo todos seus, sobre vocĂȘ, sobre seu jeito de falar, sobre a maneira como sua risada soa sem graça quando responde minha mensagem em voz alta no momento em que a lĂȘ. Eu acho engraçado que isso esteja acontecendo, mas eu queria mesmo Ă© que vocĂȘ notasse. Mas nĂŁo encontro outras maneiras de te mostrar, por que nem sei o que te deixa sem ar...
Em uma noite vazia e repleta de sensaçÔes eu esbarrei em vocĂȘ.
Foi estranho⊠vocĂȘ me perguntou onde estava o meu cabelo azul, eu sorri, cortei.
Havia levado com ele o meu sonho de amar, havia o perdido, me perdido em um mar.
Seu whats? Um oi, falamos de bacon e estranhamente eu sorri.
NĂŁo sei o que foi, nĂŁo sei o que eu senti,
Ma foi ali, naquele momento que vocĂȘ sem saber me fez sorrir.
Um dia depois, sol ou Lua, foi essa sua pergunta, (risos) a lua Ă© lĂłgico e sem saber jĂĄ estĂĄvamos sentindo...
Dois dias depois lå eståvamos nós, uma årvore com um coração e nossas iniciais.
No trem, entrelaçamos as mãos, um choque, uma sensação, algo que nunca havia sentido até então.
O pequeno PrĂncipe, foi esse o filme.
Um abraço, vocĂȘ em meu ombro, deitado.
A cena do aviĂŁo, vocĂȘ nĂŁo podia perder, mas olhou para o mim.
Foi ai, que o aviĂŁo partiu, mas sua boca jĂĄ estava na minha, um beijo, o nosso primeiro beijo!
Seu olhar, meu céu estrelado, seu abraço o meu lar, naquele momento eu jå sabia, era ao seu lado que eu deveria estar.
E quem diria, depois desse dia o tempo voou, um ano e hoje somos nĂłs!
03:08 am
Quando o sol jĂĄ nĂŁo se faz presente, penso na minha monĂłtona e agitada vida.
Pensando nele, nos afazeres da semana que vem e o porquĂȘ dos meus gostos tĂŁo particulares e exĂłticos.
NĂŁo sei em que entrelinha me perdi nesse contexto conturbado do que chamam de " amor".
Não sei se devo reagir, refletir ou apenas aceitar as mudanças que ele me trås. Vago.
Sempre foi carnaval, aquele coração. Jå o meu, defino como quarta-feira de cinzas: calmo, leve e com muitas histórias a contar.
Carnaval nunca foi interessante aos meus olhos â tais que muitas coisas jĂĄ viram â uma vez que acaba com a minha tranquilidade.
Mistura, queima, transborda, retira e repÔe. Gradativamente, sem exageros e pausas. Até gosto.
No profundo do meu inconsciente, o amor Ă© mais que bem vindo, apenas nĂŁo consigo decifrar. Tento.
