Incomodar Alguém
“Sua forma de servir incomoda porque tem gente que precisa de lugar de honra pra se destacar, mas você é destacado por Deus independente do lugar que ocupar.”
Quanto custa ser o que se é? Pergunta besta, mas incômoda. Quem já se olhou no espelho com a suspeita de que o reflexo sabe algo que você insiste em negar sabe: a resposta dói antes de chegar.
A culpa se aloja em cada gesto ousado, em cada palavra engolida, nos silêncios que preferimos. Ela é pegajosa, insistente, um lodo que adere à pele e ao pensamento. A liberdade, por outro lado, chega quase sussurrando e exige preço: ser inteiro, visível, irreversível.
Ser quem se é significa viver com a língua raspando as feridas da própria alma. Admitir que cada escolha, mesmo mínima, é uma cratera na qual a culpa pode se esconder — e que ainda assim, é ali que respiramos.
A culpa se veste de memória; a liberdade, de coragem. Oscilamos entre elas. Algumas vezes, a culpa nos segura pelo tornozelo; outras, a liberdade nos carrega pelo peito, nos atirando contra o céu.
Ser quem somos não é leve. Não é fácil. Não é barato. Mas o preço, cada suspiro, cada nó na garganta — vale mais que fingimento, mais que qualquer paz comprada com silêncio ou complacência.
No fim, o duelo nunca termina.
Mas existe algo de radicalmente bonito em atravessar essa colisão entre culpa e liberdade: sentir cada choque, cada fissura, cada centelha — e ainda assim continuar inteiro, pulsando, crua e irreversivelmente vivo.
Na barra do meu vestido
Quando te sentes , inseguro... incomodado com os problemas rotineiros do cotidiano. Na rotina da vida de um homem guerreiro, forte, determinado pelos seus desejos e sonhos... Então procuras a barra do meu vestido... E então encontras em meu colo a paz, a calma, a segurança... Me sinto lisonjeada ao vê-lo aos meus pés... Não por submissão mas por ter aquela deliciosa e terna sensação de ser um refrigério, a luz em meio a escuridão. Em saber que na barra do meu vestido encontras a paz e a esperança... O descanso que lhe trás força e motivação para continuar e não desistir dos seus propósitos e objetivos. Fico muito feliz em saber que na barra do meu vestido encontras o amor pra lutar e vencer.💕
“Quando você não está no colo de sua mãe ou pai, lembre-se: seu riso ou choro pode incomodar muita gente.” AryUchôa
O que incomoda teus adversários, não são tuas vitórias, é a incapacidade deles impedirem, tu, de chegares onde desejas.
Fiquei incomodado por perceber o tanto que ainda tenho pra desapegar antes de conseguir olhar pra alguém sem fazer conta de comparação.
Sobre originalidade
Demétrio Sena - Magé
Se existe algo que me incomoda é não ser original. Ter uma ideia, desenvolvê-la cheio de mim, expor o produto e depois descobrir que alguém já tivera essa ideia. Mesmo não sendo plágio, e sim uma ideia semelhante, é incômodo para um sujeito besta como eu, ter uma ideia semelhante à de alguém.
Recentemente achei que tive uma ideia genial, na composição e edição de um trabalho fotográfico. Compus um cenário, fotografei, editei caprichosamente com ferramentas de aplicativo fotográfico e fiquei todo bobo. Não demorei a descobrir que alguém já tivera essa ideia. Com cenário e fotografia diferentes, mas a mesma ideia. Isso me frustrou bastante; retirei a publicação, que não me causaria problema, pois não era um plágio, mas não ser original na própria ideia mexe profundamente com os meus brios.
Não consigo entender quem se orgulha de repetir uma fórmula de projeto. Eu me torturo com isso. Mas existe pior: não consigo aceitar que alguém se orgulhe de um plágio (mudar o processo de uma obra já existente e chamar de sua). E existe pior ainda: simplesmente expor a obra de alguém sem citar a autoria. E bem mais grave, expor e assinar o próprio nome. Achar-se com a prerrogativa de se tornar o dono/a dona dessa obra.
Existem as coincidências (compor, pintar, fotografar, escrever algo semelhante), mas precisamos ter o hábito de desconfiar de nós mesmos, quando algo nos incomoda no que fizemos. Há grande chance de uma coincidência ou "plágio coincidencial". Retirarmos uma postagem será fácil, depois de pesquisarmos (ao desconfiamos de nós)... mas como fica, se fizermos um livro, uma exposição de artes em local público, com um ou mais plágios, por termos ligado o "que se dane" ao percebermos algo estranho em uma de nossas obras?
Sim; existem as coincidências ou os "plágios coincidenciais". Mas tem que haver a consciência do certo, errado, adequado, inadequado, antiético, ético ou criminoso. Quem vive de "cometer coincidências", e por isso as normaliza, não se policia, torna-se plagiador ou copiador costumaz. É um pulo.
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Respeite autorias. É lei
