Incomodar Alguém
"O mentiroso raramente se incomoda com a mentira alheia. Pelo contrário: concorda com qualquer versão que pareça justificar a própria. Afinal, quando a verdade é um obstáculo, toda mentira conveniente vira cumplicidade.
“Quem teme dizer a verdade escolhe viver na mentira.
Fala, mesmo que isso incomode.”
— Binilson Quissama
Virei altruísta no dia em que percebi que pessoas se incomodam com o que não me incomodo e passei a respeitar isso.
Eu sei que a minha fala incomoda. Mas talvez ela incomode justamente porque revela uma história que muitos preferem esquecer.
As mulheres que vão marcar sua vida são as que incomodam. As que chamam de loucas, ciumentas, confusas, estranhas.
Elas te ligam de madrugada pra cobrar alguma coisa, brigam com você, olham feio pras outras mulheres. Fazem cara feia, batem o pé, discutem sem pensar. E são ciumentas. Mas me diga: quem não gosta de se sentir desejado?
Uma mulher que não te procura, que finge que não vê nada, essa não tem personalidade.
As que incomodam podem ser chatas, mas estão do seu lado sempre. Não ligam pro seu dinheiro ou seus bens. Elas te cercam pra te proteger.
Têm defeitos, são orgulhosas, mas se você as trata bem, viram as pessoas mais doces que você vai conhecer.
Então valorize a mulher que briga e teima. Essa sim dá valor a você.
Hoje me perguntaram
quando eu ia cobrir.
Como se verdade incomodasse
quem nunca soube sentir.
Eu respondi sem desviar:
não vou cobrir,
vai ficar onde está,
porque não fui eu quem quis fugir.
Ali vive um olhar inteiro,
antes do ruído, da versão distorcida.
Não houve perda da minha parte,
houve escolha do outro lado da vida.
Não é luto, nem falta, nem dor exposta,
é memória que se mantém de pé.
Ela escolheu me perder.
Eu escolhi não me perder de mim.
Sobre sucesso, silêncio e o que realmente incomoda...
Existe um tipo de desconforto que quase ninguém admite, mas que aparece o tempo todo.
Ele não faz barulho alto.
Não vem em forma de confronto direto.
Mas está ali, nos olhares, nas perguntas, nos comentários atravessados.
Acontece quando alguém cresce.
Não quando alguém ostenta de forma vazia, mas quando melhora de vida de verdade. Quando muda de ambiente, de rotina, de mentalidade.
Curiosamente, isso nem sempre é recebido com admiração.
Às vezes vem uma dúvida disfarçada de curiosidade.
Outras vezes, um julgamento escondido em tom de brincadeira.
E, em alguns casos, um incômodo silencioso, difícil até de explicar.
Não é sobre o carro que alguém comprou.
Nem sobre a casa onde alguém está.
Nem sobre o lugar que alguém passou a frequentar.
É sobre o que aquilo representa.
Porque quando alguém próximo evolui, inevitavelmente surge uma comparação. E nem todo mundo está disposto a lidar com isso.
Alguns se inspiram.
Outros questionam.
E há aqueles que tentam encontrar algum defeito, algum atalho, alguma justificativa que torne aquele crescimento “menos legítimo”.
Como se fosse mais confortável acreditar que não foi mérito.
Isso não é exclusivo do Brasil, mas aqui ganha uma intensidade particular.
Talvez pela proximidade entre as pessoas.
Talvez pela desigualdade.
Talvez pela cultura de aparência que se mistura com a necessidade de validação.
O fato é que muitas vezes o sucesso não é visto como um caminho possível, mas como uma exceção desconfortável.
E quando isso acontece, surgem perguntas que não buscam respostas. Buscam confirmação.
“Será que trabalha com coisa certa?”
“Como conseguiu isso?”
“Desde quando ficou assim?”
Não são perguntas sobre o outro.
São dúvidas internas sendo projetadas.
Em outros lugares, como os Estados Unidos, a reação costuma ser diferente. O sucesso tende a ser associado à conquista. Existe uma narrativa forte de que crescer é resultado de esforço.
Já em contextos mais tradicionais, como em Portugal, o destaque pode ser recebido com mais cautela, às vezes até com certo desconforto silencioso.
Em países como a Suécia, por exemplo, existe uma cultura forte de igualdade social, onde o destaque excessivo pode gerar desconforto, não exatamente por inveja direta, mas por uma pressão coletiva por equilíbrio.
Ou seja, esse comportamento existe em diferentes lugares. O que muda é a forma como ele aparece.
Mas existe um outro caminho. E ele é menos visível.
É o caminho de quem não se preocupa em explicar o próprio crescimento.
De quem não sente necessidade de provar nada.
De quem entende que cada escolha traz consequências diferentes.
Crescer muda ambientes.
Muda hábitos.
Muda prioridades.
E isso nem sempre será compreendido por todos.
Alguns vão chamar de mudança de postura.
Outros vão chamar de distância.
E alguns, sem perceber, vão interpretar como arrogância aquilo que, na verdade, é apenas foco.
Existe também um equívoco comum.
A ideia de que evoluir deveria manter tudo igual.
Mesmas conversas.
Mesmos lugares.
Mesmos comportamentos.
Mas crescimento de verdade não funciona assim.
Ele seleciona.
Refina.
E, inevitavelmente, cria distância de tudo que já não faz sentido.
Enquanto isso, existem dois tipos de movimento acontecendo ao mesmo tempo.
Pessoas que constroem.
E pessoas que observam.
Pessoas que trabalham em silêncio.
E pessoas que comentam de fora.
Pessoas que evoluem pelo processo.
E pessoas que querem o resultado sem atravessar o caminho.
E talvez seja exatamente por isso que o silêncio começa a fazer tanto sentido.
Porque no silêncio não existe comparação constante.
Não existe necessidade de validação.
Não existe disputa disfarçada de convivência.
Existe espaço.
Espaço para viver sem precisar explicar.
Espaço para crescer sem precisar justificar.
Espaço para ser, sem precisar parecer.
No fim, não se trata de rejeitar pessoas, lugares ou culturas.
Trata-se de escolher melhor o ambiente emocional em que se vive.
Porque crescer não deveria incomodar.
Mas quando incomoda, revela mais sobre quem observa do que sobre quem evolui.
"Percebo que minha forma de trabalhar te incomoda. Sugiro que foque nos seus próprios resultados em vez de monitorar os meus."
"A sua raiva me mostra que estou fazendo algo que te incomoda. A minha persistência te mostra que não vou parar."
"Se o que eu faço incomoda, é porque estou em movimento. As árvores paradas não recebem pedradas, apenas as que dão frutos. Vou continuar dando os meus."
"O sucesso incomoda quem não tem coragem de tentar. O meu trabalho é focar naqueles que querem crescer comigo; o resto, deixo para o tempo resolver."
A criatividade incomoda profundamente os espíritos mesquinhos, e é por isso que quem ousa ter ideias mirabolantes vira o alvo predileto da maldade coletiva de pessoas que nunca construíram nada de relevante na vida.
Quem tem ideias mirabolantes incomoda porque expõe a preguiça mental de uma sociedade inteira que prefere a zona de conforto da maldade e da crítica barata a ter que pensar no futuro.
Uma única ideia mirabolante tem o poder de incomodar mais do que anos de discursos vazios proferidos por essa gente falsa que vive de aparências e tenta sabotar quem quer fazer a diferença.
Sonhei com o pai do meu marido, incomodado com a barraca de feira que meu marido fez para vender na frente da casa dele, ele dizia que falou com um marceneiro para ele cortar o teto da barraca, para deixar menor
JULHO DE 2023
O Manual do Ditador
Que lindo ver a informação incomodar quem quer mandar!
Ela clareia a mente da nação, o que é péssimo para quem quer dominar.
A verdade insiste em se espalhar, deixando o tirano em apuros, pois povo que aprende a pensar, não aceita viver no escuro.
Quem corre para amordaçar a mídia com discursos cheios de moral, no fundo esconde a própria inveja e um plano de controle total.
Essa gente que censura o canal e finge proteger a pureza, tem um armário de podridão sem igual escondido sob a mesa.
Quem quer o topo do poder não suporta o povo acordado, prefere a massa sem ler, com o pensamento domesticado.
Cortar o acesso à informação é o truque do golpista de plantão, para reinar sobre a ilusão e passar a perna no cidadão.
Há quem ame nossas feridas porque nelas se sente importante...
mas se incomode com a nossa cura,
porque já não sabe onde se encaixar.
