Incomodar Alguém
O berro.
O ferro.
As bombas que incomodam o repouso.
Escuto. Eu ouço.
A perda da paz,
faminta, voraz...
Será que foi reflexo
do meu grito sem nexo?
Não te incomodes com quem repete roupas nos eventos, mas revela um caráter admirável em suas atitudes. Preocupante é aquele que nunca repete as vestes, mas expõe, em cada momento, a pobreza do próprio caráter.
Existe uma verdade incômoda, mas libertadora, que todos nós precisamos encarar: você nunca vai agradar a todo mundo. A sociedade adora rotular cada passo, cada escolha e cada fase da nossa vida.
Se você decide desacelerar e focar em si mesmo, dizem que está estagnado.
Se você trabalha duro e abdica de momentos de lazer, dizem que virou refém da rotina.
Se você tira um tempo para descansar e recuperar as energias, é chamado de preguiçoso.
Essa mesma lógica distorcida se aplica à nossa imagem e comportamento. Se você está magro, criticam. Se ganha peso, apontam o dedo. E se você decide focar na sua evolução física e mental, transformando sua disciplina em resultados visíveis, o julgamento muda de foco, passam a dizer que foi fácil, que há algum segredo escondido ou que você está apenas sendo exibido.
A verdade é que o silêncio incomoda os tagarelas, a presença incomoda os ausentes e o esforço de quem vence esmaga a desculpa de quem prefere ficar parado.
Não me incomoda ser criticado, desde que seja para construir. Mas crítica feita pra destruir não merece meu silêncio.
Se minhas postagens incomodam, basta ignorar — exatamente como você ignora a corrupção do governo atual.
Não me incomoda ficar sozinho... gosto de mim!... o suficiente para me compreender e me aceitar na pequenez desta evolução
que não consigo empreender ritmo acelerado
para a tão necessária reforma íntima
que careço para chegar na eternidade!
O passado é meu pesadelo, a obsessão que me rouba o sono. O cerne é que o incômodo não reside no que foi minha experiência, mas na amarga certeza de que isso me corrói por dentro. Afinal, mesmo que o tempo nos concedesse a volta, nesse labirinto irrecuperável, eu jamais teria o poder de alterar o que se consumou.
Minha sensibilidade é minha armadura, ela me permite sentir o invisível, perceber o incômodo, compreender o silêncio, isso é poder.
