Incomoda
Não sou uma pessoa normal, pois tudo que não é arte, digo grande arte me incomoda. Me irrita de fato ter que ouvir discussões sobre futebol, religião e política.
Às vezes precisamos repensar e dar aquele tempo. É necessário reciclar tudo aquilo que nos incomoda. Reciclando, vamos deixando apenas o que vale a pena.
Se dói, exclua. Se incomoda, evite. Se chateia, ignore. Se faz mal, afaste-se. Não mudamos os outros, mas podemos escolher como viver.
Rebeldia
Se a minha voz incomoda,
o meu silêncio é ainda pior,
nem mil tropas me calarão
porque a poesia é muito maior.
Entenda que ditadores não
preferem alguém acima
dos objetivos porque da liberdade
eles são os maiores inimigos.
Em silêncio ou não vou sempre
incomodar porque sei a hora
de começar e a hora de parar.
A rebeldia que me guia é balão
que me leva por todo o lugar
e até o abismo não temo desafiar.
Não sou uma pessoa boa. Tenho defeitos. Tenho manias. Tenho tiques.
Não sou perfeito. Te incomoda. Foda-se!
Para os preconceituosos...
Não é o cabelo, religião, opção sexual, raça ou cor que incomoda e sim,
a amargura existente neles mesmo.
Pobres infelizes, perturbados e doentes de espírito.
Que incapazes de viver a própria vida,
preferem tentar denegrir, diminuir, atacar, ofender e desmerecer a alheia.
O que mais incomoda o encardido, não é a sua saúde, não são os seus bens ou o seu sucesso, mas sim, a união da sua família. Aborreça-o!?
Talvez a gentileza que tanto incomoda — quando vem dos homens — seja o pé na bunda da nojenta grosseria “masculina” que se vê por aí.
A arte incomoda. Principalmente quando vem de pessoas cheias de personalidade, errantes e imperfeitas. Ter a arte na sua alma, quer dizer ter a fome que provoca a paciência, ter arma que desarma e pesa sobre guerras internas e externas.
Ter arte é calar sem sequer ouvir a si próprio. É gemer calado, é exprimir o inesperado.
A Arte incomoda a mim e a tantos.
Só quem se incomoda com o cheiro das galinhas se muda do galinheiro.
Só quem se incomoda com o cheiro do porco se muda do chiqueiro.
