Imagine
"Se nós, como cristãos, buscamos fazer o certo e ainda assim falhamos, imagine o quão mais difícil é para quem persiste no erro tentando acertar."
Parábola II
"o cofre de isopor"
Proponho a seguinte parábola:
Imagine que nos conhecêssemos. Vivêssemos em uma vila de casas onde cada um tivesse sua ocupação. Na minha casa, havia um cofre.
Certa vez, tu me confias mil dinheiros para guardar — afinal, confiamos mutuamente, correto? Com os mil dinheiros guardados em meu cofre, eu te entrego a chave de uma gaveta com tranca: só eu e tu temos acesso.
Confiando nos teus mil dinheiros, eu peço emprestados cinco mil. Empresto mil a um ladrão, mil a um mentiroso, mil a um louco e dois mil a ti mesmo. Ora, com a esperança de receber os juros do que foi emprestado, eu te ofereço uma carteira de investimentos: "Dê-me quinhentos dinheiros e eu lhe pagarei um quinto de juros ao ano".
Vamos refletir? Estamos contando com os mil dinheiros que me deste para guardar, certo? E se tu os retira de mim? Pronto: expliquei em papel de pão a economia frágil dos grandes bancos.
Para o caso do Banco M, acrescente:
Certo dia, o centurião consultou o livro-caixa e percebeu, horrorizado, que o prejuízo de muitos era inevitável. Guarneceu minha casa e meu cofre com guardas e, em um bazar improvisado, vendeu todos os meus bens a fim de reaver parte do dinheiro perdido.
A Analogia do Tecelão e a Tapeçaria:
Imagine a história da humanidade como uma imensa tapeçaria. O passado forneceu os fios de ferro do patriarcado rígidos, pesados e impostos.
O presente é o momento em que as mãos femininas, antes forçadas apenas a fiar, agora decidiram redesenhar o padrão.
O futuro é o tecido que ainda não existe, mas cuja suavidade e resistência dependem da coragem de quem corta os nós do preconceito hoje.
Imagine uma distopia, claro, longe da realidade, onde pessoas são mortas pela cor da pele ou por que não geraram lucro o suficiente, discriminadas por existirem e criticadas por resistirem, uma distopia onde você é policiado por um homem de terno qual nem sabe seu nome, controlado em cada respiro e passo que dá e...
será que ela seria realmente tão longe da realidade assim?...
Imagine uma empresa que precisa urgentemente de um executivo para uma função estratégica. O homem escolhido tem boa vontade, mas não possui o conhecimento técnico nem a experiência prática para ocupar o cargo sozinho. Se dependesse apenas dele, fracassaria.
Porém, a empresa decide mantê-lo na função e lhe dá um tutor permanente: alguém que o acompanha em todas as decisões, orienta cada passo, corrige erros, antecipa riscos e executa, na prática, aquilo que o executivo não sabe fazer. Esse tutor é seu assistente pessoal, sempre presente, sempre ativo.
Por causa dessa assistência contínua, o executivo se torna bem-sucedido. A empresa prospera, os resultados aparecem e o cargo é mantido. No entanto, o mérito não está no executivo, mas no tutor que o sustenta, orienta e capacita diariamente.
O executivo não cria a estratégia, não produz o conhecimento e não garante o sucesso. Ele apenas confia, ouve e não resiste à orientação que recebe. Sua permanência no cargo depende dessa relação, não de sua capacidade intrínseca.
Assim acontece na salvação: o ser humano não possui, em si mesmo, condições de justiça, conhecimento ou força para alcançar a vida eterna. O sucesso não vem dele. Vem da graça que o assiste, da ação de Deus que conduz, corrige e sustenta. A resposta humana não gera mérito; apenas permite que a graça opere.
Faça um barco de papel.
Imagine colocando nele suas mágoas, sofrimentos, amarguras, angústias, tristezas, depressão…
Em um riacho, põe o barco para navegar e seja feliz.
Começar com Jesus sem desatar os nós do passado? Cuidado, amigo... isso machuca.
Imagine zarpar em uma nova jornada ao lado de Jesus, cheio de esperança, mas carregando correntes invisíveis do ontem.
Aqueles rancores não resolvidos, mágoas pendentes, promessas quebradas... Eles não somem sozinhos. Eles se enroscam nos relacionamentos atuais e sabotam os futuros.
A Bíblia nos alerta: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6:7). Se semeamos discórdia no passado, colhemos frutos amargos no presente.
Jesus mesmo nos ensina a curar primeiro: "Portanto, se estás para oferecer o teu dom diante do altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar o teu dom, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, vem oferecer o teu dom" (Mateus 5:23-24).
*Comece direito: confesse, perdoe, solte. Desate os nós com a graça de Cristo, que liberta de todo jugo (João 8:36).*
Imagine
Imagine um mundo
onde o amor não tenha fronteiras
e a paz seja o idioma da humanidade.
Um mundo onde ninguém precise lutar
para provar que pertence à Terra,
porque todos lembram
que já são parte dela.
Talvez pareça apenas um sonho…
mas toda nova realidade
um dia começou
no coração de alguém que ousou imaginar.
Por Simone Cruvinel
Imagine você, seu filho e o semelhante: fazer brotar o "amar ao próximo como a si mesmo" sem a Bíblia — isso é, de fato, muito sábio. Do contrário, seguindo as Escrituras, você apenas lê, mantém o conteúdo árido na mente e o racionaliza; pois o que você busca é o fazer brotar: reinteligir, captar a coisa por dentro, na prática, no nexo da vida, para impregnar na alma.
"O filtro medroso de um ser é o que o limita e delimita seu constante".
Imagine que Maria é uma pessoa mal casada com um homem bem peludo.
Bem mal casada. Bem peludo.
Maria odiará pelos em todas as circunstâncias.
Ela tentará falar de pelos em todas as conversas.
É assim que ela cospe, diariamente, o que a incomoda. Ela tenta tirar isso de si mesma a todo instante.
Ela fala pra tirar de si, ela fala para entender, ela fala para se sentir menos sozinha.
Maria se abastece de ódio toda noite com o maridão peludo, e Maria se esvazia durante o dia.
E ainda mais, como odiadora de pelos, ela será reconhecida por todas as pessoas ao redor dela.
Suas amigas Lulu, Elisa e Mônica também tem seus nojinhos por pelos.
Maria é a líder do ódio. A identidade de Maria se constrói e se consolida nisso.
"Maria, a odiadora de pelos !!!"
O maridão peludo pode até morrer, mas Maria não, Maria não abrirá mão.
Enfim, até mesmo se enfiarmos a 9ª Sinfonia de Beethoven numa conversa, Maria irá se segurar em seu medo e gritará que os pelos do peito de Ludwig são asquerosos.
Ludwig, o asqueroso !!!
Imagine o quanto o mundo seria transformado se todos decidissem honrar o chamado de Deus com o seu melhor.
Quando alguém reclama demais, até um presente perde o valor. Imagine Deus diante da ingratidão: não é que Ele não dê, mas é difícil agradar quem nunca reconhece o que recebe.
"Boas festas a todos. E aqui vai meu deleite da semana: imagine ser forçado a passar pela casa da Luxúria, pelo cassino da Ganância, pelo bar da Gula e pela casa da Vida e da Morte várias vezes. Quem não seria reprovado se a loucura transformasse a própria mente em uma prisão? Fica o conselho. 🎧🕕"
Imagine um grande grupo de pessoas, entre eles...
Homens e mulheres
Pobres e ricos
Negros, brancos, índios
Ateus e religiosos
Você faz parte desse grupo e o torna importante.
Não, você não é mais importante que ninguém. Somos todos iguais, ou melhor, todos temos direitos.
Imagine que esse grupo apresenta divergências, e é isso que o torna mais interessante.
Mas essas divergências nos fazem crescer, porque através delas, com nossa maturidade, passamos a refletir em que devemos melhorar e ao mesmo tempo admitir o que o outro também tem de bom.
Mas nesse grupo há paz, companheirismo, respeito.
Imagine...
Nossa, como é bom imaginar!
É utopia? Talvez! Mas é de sonhos que vivemos.
São os sonhos que favorecem para que busquemos sempre o melhor.
Texto de 2018
Se o amor não é mais servido, levante-se e vá embora. Se na sua frente não há respeito, imagine na ausência.
