Imagine
"Boas festas a todos. E aqui vai meu deleite da semana: imagine ser forçado a passar pela casa da Luxúria, pelo cassino da Ganância, pelo bar da Gula e pela casa da Vida e da Morte várias vezes. Quem não seria reprovado se a loucura transformasse a própria mente em uma prisão? Fica o conselho. 🎧🕕"
Se o amor não é mais servido, levante-se e vá embora. Se na sua frente não há respeito, imagine na ausência.
"Imagine que você é a chuva: os vendedores ambulantes podem não gostar de você, mas para o agricultor, você é motivo de alegria, pois rega o campo e deixa a vegetação mais verde. Isso nos lembra que nem todos vão gostar de você, independentemente do bem que você faz."
Sobre o que diríamos se o silêncio finalmente falasse
Imagine o instante em que o ar se despede de você. Não o ar que entra e sai distraído, mas aquele último fôlego, o que carrega o peso de todos os outros. Quando o corpo entende que já contou sua história e a linha tênue entre o que fomos e o que seremos começa a se romper, o que escapa dos lábios? Não vale o discurso ensaiado, a teologia decorada, a pose de cético blindado pela vida inteira. No último suspiro, a alma fica nua. E ela reza. Mesmo quem nunca rezou, reza, ainda que seja com o gemido mudo de um coração parando. A pergunta não é se, mas o quê.
Qual seria a sua última oração?
Você pediria salvação a um Deus que passou a existência rejeitando? Daria as costas para a coerência de uma vida construída sobre a ausência d'Ele, só para sussurrar, no breu do fim, um "me acolhe" que contradiz cada debate vencido, cada altar derrubado, cada "não preciso" repetido como mantra? Há um tipo raro de coragem que só o desespero concede, ou seria apenas medo cru, disfarçado de fé tardia? Seria justo com você mesmo, com suas certezas cultivadas em terrenos de orgulho, implorar por um colo divino que a vida inteira jurou não existir? Mas quem, na iminência do apagar das luzes, consegue se importar com a justiça poética do próprio orgulho?
E se a prece não fosse por você? Se, na fronteira derradeira, o ego, esse animal ferido que urrava por atenção, finalmente se calasse, e o amor falasse mais alto que o instinto de preservação? Você pediria que Deus cuidasse de quem fica? Abriria mão de qualquer súplica por si mesmo para que o luto da sua partida não os destruísse? "Protege meus filhos. Aquece o colo da minha mãe. Coloca alguém bom no caminho do meu amor. Não deixa que a minha ausência seja um buraco negro na vida deles." Que poder estranho é esse, que transforma o último fio de voz em escudo alheio? A morte, dizem, é o ato mais solitário. Mas a última oração talvez seja o gesto mais coletivo que um ser humano pode ensaiar, o eco de quem finalmente entendeu que o amor é a única posse que não se perde quando se perde tudo.
A pergunta dói porque ela nos despe. Não há como respondê-la da plateia, assistindo à peça do lado de fora. É preciso sentir o ar rareando, o palco vazio, a luz diminuindo. É quando descobrimos se amamos alguém a ponto de fazer da despedida uma entrega. Se a nossa vaidade teológica ou ateísta é maior que a saudade antecipada de um rosto. Se a ideia que fazíamos de Deus era apenas uma roupa que podíamos despir na hora da verdade, revelando uma súplica crua, sem nome, sem forma, mas pulsante como o próprio sangue que está indo embora.
No seu último suspiro, não haverá plateia. Não haverá testemunhas para aplaudir a coerência ou vaiar a contradição. Haverá apenas o silêncio que antecede o mergulho. E, dentro dele, uma pergunta que você mesmo fará, não com palavras, mas com o sumo da sua existência inteira se derramando em um único pedido.
Então, eu lhe devolvo a faca com a lâmina voltada para o peito da alma: qual seria a sua última oração? Não a resposta bonita para postar. Mas o murmúrio que brotaria da rachadura mais íntima do seu ser, quando até o tempo pedisse licença para sair. Pense. Porque a resposta não cabe no agora, mas define tudo o que você está adiando sentir.
Se até um sapato de numeração diferente da sua é capaz de te machucar, imagine esse relacionamento. Não adianta tentar caber em algo que não foi feito para ti. Cedo ou tarde, ou te machuca demais, ou te deixa na mão.
O Pão de Cada Dia e a Arte de Servir
Imagine uma cidade e 2 padarias…
A Padaria A, tradicional e rainha do pedaço por anos. O conforto do hábito, a ausência de risco, mantinham a maioria dos clientes fiéis, mesmo que o pão já não fosse mais tão surpreendente.
A padaria “A” acreditava que sua tradição era seu escudo.
Certo dia, surge a Padaria B. Nova, disposta a ser mais do que apenas um lugar para comprar pão.
Um a um, por curiosidade ou insatisfação sutil, os moradores começam a visitar a B. O boca a boca se espalha. Sem roubo de receita ou rasteira, apenas pela força inegável da livre concorrência em ação, a padaria B passa a ganhar a confiança dos clientes e, logo, sua preferência.
A verdade é que os clientes buscam algo que vai além de um CNPJ com tradição.
Eles buscam conexão. Querem ser ouvidos, atendidos com cordialidade e personalização. Querem se sentir únicos. E isso é:
* É ser chamado pelo nome.
* É ter o aniversário lembrado.
* É o cuidado em um contrato bem feito.
* É o brinde simples, mas cheio de significado.
Muitas vezes, não é o preço que define o vencedor, mas sim a forma como o negócio é conduzido: o ouvir, o carinho, a atenção, a sensibilidade. É sobre construir parcerias com pessoas, e não apenas focar em lucros. É vender bem, mas entregar além.
Quando um concorrente surge, ele não é apenas uma ameaça; é um espelho e uma oportunidade de aprendizado.
De analisar: Onde estão as qualidades deles? E, mais crucialmente: Onde estão as nossas falhas e nossos pontos fortes?
No mundo corporativo (e na vida pessoal), a capacidade de aprender com o concorrente, apesar da sua própria história e experiência, é o que garante a evolução ou decreta o seu fim.
Essa escola , é mais olhar ou vigiar a vida do outro, mas de olhar para a sua própria através da lente da concorrência, e decidir entregar mais do que “mais do mesmo.”
E você, Como você está negociando o seu “pão”?
Deixe-me explicar o porquê não podemos dar conta do nosso inconsciente sozinho. Primeiro, imagine o seu inconsciente como a Lua e a sua consciência como à Terra, e imagine que o movimento físico de rotação seja igualmente similar ao movimento inconsciente-consciente das suas ações, nesse sentido, da Terra só podemos ver o lado aparente da Lua, bem como, sozinhos e ainda que nos esforçamos, só podemos ver o lado da superfície do nosso inconsciente, apenas a ponta do iceberg.Para alcançar o nosso inconsciente mais profundamente, precisamos de um meio que como homem através do foguete foi até a Lua para vê-la completamente, a análise leva você para o lado oculto que sua consciência por si só não consegue alcançar.
Faça um barco de papel.
Imagine colocando nele suas mágoas, sofrimentos, amarguras, angústias, tristezas, depressão…
Em um riacho, põe o barco para navegar e seja feliz.
Imagine você, seu filho e o semelhante: fazer brotar o "amar ao próximo como a si mesmo" sem a Bíblia — isso é, de fato, muito sábio. Do contrário, seguindo as Escrituras, você apenas lê, mantém o conteúdo árido na mente e o racionaliza; pois o que você busca é o fazer brotar: reinteligir, captar a coisa por dentro, na prática, no nexo da vida, para impregnar na alma.
"Estenda a mão para quem está tentando subir. Se o tombo dói em quem tá no chão, imagine para quem já se arriscou no alto."
Imagine uma pequena pedra sendo lançada sobre as águas tranquilas de um lago.
Ela toca apenas um ponto…
Mas daquele ponto nascem ondas que continuam se expandindo.
Palavras têm poder: imagine o que elas fazem na vida de quem precisa e busca pela sua transformação.
Chegou e encontrou problemas? Olhe ao seu redor, imagine com inteligência, pense antes de reclamar e consulte pessoas experientes e sábias e peça-lhes soluções!
Imagine um grande grupo de pessoas, entre eles...
Homens e mulheres
Pobres e ricos
Negros, brancos, índios
Ateus e religiosos
Você faz parte desse grupo e o torna importante.
Não, você não é mais importante que ninguém. Somos todos iguais, ou melhor, todos temos direitos.
Imagine que esse grupo apresenta divergências, e é isso que o torna mais interessante.
Mas essas divergências nos fazem crescer, porque através delas, com nossa maturidade, passamos a refletir em que devemos melhorar e ao mesmo tempo admitir o que o outro também tem de bom.
Mas nesse grupo há paz, companheirismo, respeito.
Imagine...
Nossa, como é bom imaginar!
É utopia? Talvez! Mas é de sonhos que vivemos.
São os sonhos que favorecem para que busquemos sempre o melhor.
Texto de 2018
