Ilusões
Ilusões partidas
de: José Ricardo de Matos Pereira
Cessar ilusões,
Reter significados,
Depurar sentimentos...!
Sou eu,
Rascunho de meu querer,
Alfarrabo da virtude emblemada no verbo que cintila,
Que impactua no desejo que deseja a tua pele,
o teu lindo sonho...,
Restringir rancores,
Perpetuar emoções,
Colecionar felicidade...
Sou eu,
Vestígios do querer que urge,
Retrato do sentir que aflora...,
Orvalho que banha o norte de meu desejo e,
que ao sul,
transborda de emoção o sentir,
O querer,
O frasear do amor...
“Construímos ilusões, construímos sonhos, construímos tantas coisas e correr atrás da realização delas é o que não interessa”.
As vezes nos irritamos com as pessoas, por que agente alimenta as nossas próprias ilusões, e esquece que cada um tem sua maneira de ser e de tomar suas próprias decisões!
É inevitável não nos decepcionarmos neste mundo tão cheio de ilusões, tão cheio de escolhas, tão abarrotado de indecisões e sentimentos complexos. A gente cai, a gente chora, a gente levanta , a gente se continua. E vamos aprendendo a nos respeitar e a impor limites sobre nossas ações e também sobre o nosso coração. A gente vai se equilibrando nas situações que vamos vivendo, aprendendo a sobressair de uma maneira delicada e sem cicatrizes visíveis. Só sei dizer que a vida dispensa maquiagem, que a realidade é dura, e que o que nos emociona, também nos aborrece . Eu sou do tipo que não me culpo pelo que não deu e nem admito que me machuquem pelo que não fiz . Aprendi que muitas das minhas dores são frutos das minhas escolhas , mas isto não quer dizer que eu desisto daquilo que quero, que o medo me domina , ou que a covardia me impeça , só digo que quando meu coração inquieta , me retiro feito águia ferida, enfrento os ventos até encontrar um lugar que me acolha, e ali, eu me escondo , até que o meu próprio eu me encontre , e me faça retornar de um jeito bem diferente do que fui. Eu sou assim.
O mundo de ilusões - sonhar, é muito bom ! Não há dúvidas ! - Desde que, não o usemos como "bengala".
Fatidicamente, o encontro com o travesseiro em uma cama fria... - uma lágrima fugidia, escapará no canto do olho e gritará no silêncio da madrugada:
Acorda!
O mundo da fantasia existe para visitar...
não, para fixar moradia.
Sem olhos para enxergar ilusões !
Sem boca para aliviar a culpa !
Sem ofato para não sentir o cheiro da morte !
Sem luz em meio ao pó!
É isto que resto de nós.
" se vc parar pra pensar
o tempo e o passado sao ilusões, o tempo por
vc querer apressar ou parar e nao conseguir
e o passado por vc querer esquecer
ou querer de volta oque foi bom e nao poder ter de volta "
Recorrer ao passado é como mergulhar em um mar de ilusões, poderemos rever tudo que passamos na vida, mas jamais poderemos voltar a tê-las como antes, então devemos lembrar sempre que o momento é o agora, o passado sempre nos causará nostalgia.
César Ribeiro
“Bom, dessa vez não foi diferente, você veio e me encheu de ilusões e foi embora, deixando tudo bagunçado novamente.”
A vida é passageira...de um lado ficam as nossas ilusões...de outro lado, os nossos sonhos...as nossas alegrias...as nossas tristezas...as nossas lutas...os nossos trunfos e os nossos insucessos...isso é a vida...jamais desistamos de lutar...seremos nós mesmos...e jamais esqueçamos:o reino de Deus em primeiro lugar, e tudo mais virá por acréscimo.
Ei, psiu,
É proibido,
se levantar sem ilusões,
vestir-se sem esperanças,
Sorrir,
sem ter para quem,
amar sem ninguém!
..
Coração Mercenário é o de uma mulher, tende o que aparenta.
Se alimenta de ilusões e mesmo depois das disilusões continuam a se iludir, seja riquezas, seja falsos carinhos ou desapegos.
Esquecendo aqueles que não tem nada disso a aparentar, mas que sutentam um amor incodicional e sem limites, desacretitando tudo aquilo que vem do coração de um homem sincero.
Durante muito tempo eu vivi de fantasias, de utopias e ilusões, mas somente ao assimilar em minha vida, o óbvio, é que comecei a viver de fato.
Saindo de ilusões...
Por diversas vezes na vida nos iludimos com situações que nós mesmos criamos. É simples assim, nós queremos tanto algo, que fechamos os olhos e achamos que estamos enxergando. Assim fantasiamos, criamos e "vemos" tudo da forma que queremos naquele momento. Aí vem o tempo, aquele lá que nunca para, mas quando estamos vivendo numa ilusão não o vemos passar. Não sei se é certo ou não, só sei que quando ele passa, ele vai derrubando todas as mascáras e um dia, naquele lá que estava determinado, finalmente passamos a enxergar a realidade! Finalmente sim, pois parece não existir mais vida após essa descoberta. Essa verdade dói, ela chega e destrói toda aquela construção, aquela história que inventamos e assim tudo aquilo que antes era a verdade, para nós, se torna uma grande mentira. É como estivessemos na descida de uma montanha russa, na parte em que sentiríamos mais emoção e, de repente, acordamos e descobrimos que tudo não se passava de um sonho. Pois é, o importante é que a vida segue, o tempo passa e depois dessa verdade toda inventada, o que fica são as lembranças e o mais importante, o aprendizado. Vamos acordar para verdades, que são a todo tempo passadas na nossa cara e por medo de enxerga-la como realmente são, as reinventamos e colocamos a nossa maneira, para o nosso bel-prazer.
Vamos acordar para verdades que são, a todo tempo, passadas na nossa cara e por medo de enxerga-la como realmente são, as reinventamos e colocamos a nossa maneira, para o nosso bel-prazer. Afinal, quem quer, faz; quem tem vontade, vai atrás; quem ama, cuida; E por mais que as pessoas tentem ludibriar as verdadeiras intenções, através atitudes, o tempo como mestre da vida, sempre estará ali, nos abrindo os olhos. Só caberá a nós querer enxergar....
A Vida é Feita De Verdades e Ilusões Basta Ter Fé e Tentar Outra Vez Pra Que a Ilusão Que Mantinha Na Sua Cabeça Se Torne Realidade.
“O concreto muro das ilusões”
Um muro alto,
É tudo o que vejo,
Eu corro, eu grito, eu salto,
Mas só ouço um relampejo.
Que me desperta da tentativa,
Dessa minha vida relativa,
De sufocado desejo,
E sufocante partida.
Desse tempo nauseante,
Querendo resgatar o antes,
Não podendo ir adiante,
Nem vendo qualquer saída.
Muro de três tempos,
Muro de sentimentos.
O esforço que esgota,
É o mesmo que me suporta.
O silêncio gritante,
Que me abate e me motiva,
É um sábio pedante,
Um adulto infante,
E uma dor gradativa.
Para onde quer que eu ande,
O muro se expande,
Junto com essa dor tão grande,
Que não deixa alternativa.
Muro sem fim,
O vazio em mim.
Ninguém ocupa este espaço,
Tão ávido e casto.
Me vejo solitária,
Nessa desgraça tão hilária,
De sofrimento não presumido,
E de amor pressentido.
Amor forte o suficiente,
Para me afastar de muita gente,
Mas que se torna inseguro,
Quando se trata de pular esse muro.
Muro de concreto,
Onde ninguém chega perto.
É todo meu o esforço,
E para quem me despreza eu torço.
Promessas jamais feitas,
Mas tão certas e aceitas,
Deixam minha alma emudecida,
Por que foram esquecidas.
O céu não clareia,
Meus olhos estão cheios de areia.
Por eles descem as lágrimas,
Com meu rancor e minhas lástimas.
Do mais profundo martírio,
Sou despertada por um cheiro de lírio,
Que vem do outro lado,
Daquele muro amaldiçoado.
Minha mente atordoada,
Ouve uma voz entrecortada,
Chamando pelo nome,
Que parece ser de um homem,
Em uma busca emocionada.
Querendo ir ao seu encontro,
Desesperada eu respondo,
Com incessantes batidas,
Que não sei se estão sendo ouvidas.
Meu semblante denuncia o medo,
De ser mais uma vez abandonada,
Não posso desistir nem tão cedo,
De finalmente ser resgatada.
Sem futuro no presente,
Mas com uma vida pela frente,
Tento seguir o caminho,
Onde não tenha que pular sozinha.
Só me resta este corpo,
Que de vida tem um sopro,
Mas preciso derrubar o concreto,
Para que eu possa vê-lo de perto.
Um olhar que não me é estranho,
A beleza ímpar daqueles olhos castanhos.
Uma lembrança intempestiva,
Me faz reconhecer aquela mão estendida.
O impacto do passado,
Tão presente e superado,
Me trouxe o amanhã.
Ao som de “Nem um dia”,
Na voz de Djavan.
Música de infinitos acordes,
Que faz com que desse pesadelo eu acorde,
É meu único apoio,
Para que eu possa novamente olhar no teu olho.
Muro da mesma rota,
Muro que te traz de volta.
Estou caminhando em círculos,
Hora no inferno, hora no paraíso.
De uma profunda reflexão,
Sou sorrateiramente despertada,
Não vejo mais sua mão,
Nem ouço sua voz emocionada.
Muro do arrependimento,
Da incapacidade,
Do nó por dentro.
Muro do orgulho ferido,
Da necessidade,
Do puro perigo.
Não importa quem duvida,
Para pular esse muro darei minha vida.
Um impulso,
Uma sequência,
Esse muro,
A resistência.
Pés e mãos corroídos,
Pelo tempo em que foram esquecidos.
O choque entre o que eu quero,
O que pode ser e o que espero,
A consequência em nada muda,
O querer sair dessa dor profunda.
Liberdade e o teu beijo,
Tudo isso em um só desejo,
Meu coração palpitando,
Enquanto vejo o concreto desabando.
Um forte pensamento,
E um chão cheio de cimento,
Dos escombros sou salva,
E reconheço aquela pele alva.
Tamanho sorriso,
Olhos castanhos dos quais preciso,
Teu beijo sela a vitória,
Nessa felicidade tão provisória,
De caráter indeciso.
Muro destruído,
Objetivo conseguido,
Meu corpo se entrega,
Estou fraca, estou cega,
Meu tempo já foi perdido.
Sinto meus pés do chão se desprendendo,
Sinto minha alma livre, estou morrendo.
Tenho que ir embora,
E não posso ouvir quem por mim chora.
Estou morta para a vida,
E viva para a metamorfose,
Não sou mais um barco a deriva,
Cansei dessa overdose.
Dessa droga que me alucina,
Que me inocenta e que me incrimina,
Que criou aquele muro de dependência,
De desconsolo e de “sub-vivência”.
Onde fui reduzida a lixo,
Absorvida pela minha condição,
E por crer num discurso prolixo,
Assinei minha própria condenação.
Reflexo do inconsciente,
Que insufla o ego e degrada a mente,
O livre arbítrio obrigado,
O som com os ouvidos tapados.
Muro que era de aparência,
Muro que crescia com a sua ausência,
Excesso da droga infinita,
Que rege o mundo e o limita.
Droga que criou esse muro,
Droga que o derrubou,
Só não conhece essa droga,
Quem nunca se apaixonou.
