Ilusão Imbecil
Aprecio as estrelas... não apenas por sua beleza silente, mas por aquilo que simbolizam: a doce ilusão da permanência. Embora saiba que estão em perpétua agonia, consumindo-se em esplendores terminais, ainda assim parecem eternas aos olhos de quem, da Terra, as contempla. Lá do alto, brilham com uma serenidade que desmente o caos de sua essência. Enquanto os mundos se desfazem, os deuses se calam e os mortais esmorecem como brumas ao vento, as estrelas seguem cintilando, indiferentes à finitude que nos devora. E é nesse cenário celeste que me permito sonhar... sonhar que o tempo cessa, que os amores não fenecem, que os instantes ternos permanecem suspensos no véu da eternidade. Porque, ao fitá-las, sinto como se tudo aquilo que me é caro — um olhar, um gesto, uma memória — pudesse resistir ao tempo, envolto na luz serena de um firmamento que não se apaga.
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Não vire as costas para o teu irmão só por causa de sua aparência, pois muitos destes que se afastam, podem viver cheirosos e bem vestidos, mas de nada adianta isso pois a alma é podre e sombria. 22/05/2025
A inveja é a frustração de quem vê em você o que não consegue ser. O problema nunca foi você, mas o espelho que você representa – A sua luz incomoda quem escolheu viver na sombra da ilusão, pois enxergar seu brilho só reforça a própria escuridão.
A pior prisão que já vivi foi aquela onde eu mesmo coloquei minhas algemas: querer agradar, ser aceito, ser amado… Mesmo à custa de mim.
Quantas vezes me calei pra manter a paz dos outros, enquanto a minha própria alma gritava por socorro… E ninguém ouvia. Nem eu.
Não entregue o coração por inteiro. Dê a metade. Assim, na decepção, ainda terá suprimento para uma sobrevida.
A personalidade não nos torna imunes. Ela sempre se inclina: ou ao Espírito de Deus, ou à cultura do mundo. Neutralidade é ilusão."
Sem esperança
Da esperança que vem me visitar...
Espero que aqui ela faça morada...
Clareie minha estrada...
Não me deixe desistir... me faça querer continuar.
Esperança: esperar... olhar pra frente... acreditar que o sonho pode ser real... que venha a se realizar.
Pura ilusão? Fico a me perguntar...
Às vezes acho que sim... noutras acho que não...
Minha alma resiste... sem esperança a vida fica tão triste.
Continuar?
Ou... devo parar?
Eu escolhi-me arriscar
num caminho de obscuridades
onde o céu sufocava-me, onde o brilho das estrelas eram falso.
Eu caí, machuquei-me, e machuquei.
Eu expus tudo que sentia por você.
A falta que me fazia como água no Sáara.
Dos desejos intensos, quentes que me consumia em silêncio entre dunas em noites gélidas.
Você mirava-me, mas não esboçava nenhuma reação.
Eu me vi tendo que competir com o desértico seco do seu ego.
Você apenas permaneceu aí, mirando-me enquanto eu me consumia.
Tive esperanças de que minhas miragens fossem reais.
Mas você permaneceu aí, estático.
Vendo-me consumir e desaparecer como poeira no deserto.
Queria desvendar o mistério, mas o mistério o envolvia, quanto mais investigava, mais o mistério o sorvia.
Sem conseguir desvelar o mistério, e sem se dar conta, acabou tornando-se parte do mistério, que não existia.
Pois se você quer ir embora - essa é a hora! Vá ! Más vá agora! E leve tudo! Não vou esperar lá fora. Não vou olhar para trás. E nem dizer até mais - Vou ficar parado e mudo. Leve os teus retratos e perfumes,os teus malditos ataques de ciúmes,o que antes era belo e que agora é somente medo e ilusão. Leve também contigo o teu sorriso e tudo mais que for preciso. - Só devolva o meu coração!...
Não te iludas se alguém a tua face beijar... - Será apenas um beijo de judas para mais tarde poder lhe apedrejar.
Política é a arte macabra de dividir as pessoas fazendo-as brigarem entre si, pensarem que são livres e donas de seu destino. Só porque possuem a ilusão de votar
"As representações do mundo nada mais são que minhas próprias criações; sendo as crenças coletivas, evidências da manada, são a face do mundo transcendental, no qual as relações humanas, incluso nossa liberdade intrínseca, constituem apenas meros desejos perversos da nossa mente."
Mundo fictício
Nada de Pesadelos e Nada de Sonhos
Apenas eu e os amigos curtindo o infinito
Porque eles não existem e eu não percebo
