Ilusão Imbecil
Corri em vão na mesma ilusão que me impede de dormir
Sempre me entorpecendo pra eu me esquecer de mim
Nas pílulas e pílulas, e pílulas sem fim eu me escondi
- Íngreme
Será que o Sol é só mais uma ilusão
Pra disfarçar esse inverno sombrio
Será que Deus é só mais uma invenção
Pra eu me sentir um pouco menos sozinho
- Infinito
Às vezes, o sentimento de amor que pensamos ter por Deus é apenas uma ilusão criada pela nossa mente, pois ainda não compreendemos verdadeiramente o que significa amar.
O livre-arbítrio é uma ilusão que nos aprisiona na nossa própria ignorância e nos expõe ao sofrimento. A graça de Deus é uma verdade que nos liberta da nossa própria limitação e nos conduz à felicidade.
Nós nos orgulhamos do nosso suposto livre arbítrio, pois ele nos dá a sensação de autonomia e de superioridade. Deus se humilha pelo seu verdadeiro livre-arbítrio, pois ele revela o seu amor e a sua graça.
Se não for tocar o coração, de nada vale suas súplicas. Disseram que o amor era ilusão, lá eu me encontrava enquanto buscava uma direção. Não sei se certo estava, só conseguia pensar na sensação. Paz interior que me permitia admirar a flor da paixão.
Se a minha felicidade for causadoras de tristeza para multidões, prefiro ficar na ilusão da minha felicidade.
Ilusão
meu coração
transborda de preocupação
Hoje e amanhã
Não sei o que será de mim
Só mais um dia
Com vontade de dormir𖤐
É uma completa ilusão do ser humano acreditar que tem qualquer controle sobre a própria vida, sendo que nada está sob o domínio humano.
Ainda que você aprenda toda a verdade,
deixe uma brecha pra ilusão,
viver só de realidade,
leva a depressão!
PSICOLOGIA DA FUGA - UM ESPELHO QUE SE RECUSA A REFLETIR.
A Ilusão da Fuga e o Lugar - Onde Mora a Felicidade.
“Ninguém foge verdadeiramente: apenas escolhe caminhos de ilusão, acreditando escapar de si, quando na verdade se perde em culpas e acusa os outros — até que a dor o faça retornar ao ponto de origem, onde sempre esteve a chave da própria felicidade.”
A PSICOLOGIA DA FUGA:
UM ESPELHO QUE SE RECUSA A REFLETIR.
Fugir é uma fantasia recorrente. Alguns fazem isso viajando, outros mergulhando em distrações, relacionamentos tóxicos ou mesmo em conquistas sucessivas. Mas a fuga mais sutil — e mais comum — é aquela de si mesmo.
Essa fuga se dá toda vez que evitamos encarar as verdades que habitam nossas emoções. Em vez de compreendermos nossas dores, culpamos os outros. Em vez de lidarmos com nossas falhas, nos escondemos atrás de máscaras de autossuficiência. Criamos narrativas que nos aliviem temporariamente da responsabilidade de amadurecer.
No entanto, o que ignoramos não desaparece — apenas se acumula. E um dia, retorna, como angústia, como vazio, como sensação de estar "perdido" mesmo rodeado de pessoas.
O ciclo da ilusão: perdidos na própria negação.
Ao evitar olhar para dentro, entramos num labirinto emocional. A cada tentativa de escapar, mais distante ficamos de nós mesmos. Muitas vezes, é apenas quando algo quebra — um relacionamento, um projeto, um plano — que somos obrigados a parar e escutar o que por tanto tempo tentamos silenciar.
A culpa, nesses momentos, costuma ser lançada sobre os ombros de alguém. É o outro que “não entendeu”, que “nos feriu”, que “nos fez sair”. Mas no fundo, estamos apenas projetando para fora a dor de um conflito interno mal resolvido.
A felicidade silenciosa: ela já estava lá.
A verdade mais consoladora — e por vezes mais esquecida — é que a felicidade raramente está em chegar a algum lugar. Ela mora, em silêncio, na sinceridade com que vivemos quem somos.
Ela está nas pequenas pazes que fazemos conosco, na leveza que sentimos quando não estamos fugindo, mas habitando o instante presente com autenticidade.
É possível que já estejamos vivendo momentos felizes — mas tão ocupados em procurar algo maior, idealizado, que não os reconheçamos.
Voltar para si mesmo não é retrocesso. É reencontro. É quando deixamos de correr em círculos para caminhar com direção. É quando compreendemos que a dor não veio para nos punir, mas para nos reconduzir ao centro de onde nunca deveríamos ter partido.
Não é que estejamos longe da felicidade. É que, ao fugir de nós, esquecemos como ela se parece.
Gostaria que em todo o tempo, quando o próprio tempo sepultasse um pouco de ilusão de cada coisa, que fosse olhado para o velho amigo e pudesse com afeto renovar a amizade.
Nossa plena liberdade é uma ilusão. Estamos tão alienados a tudo que nos cerca, ficando com a sensação de que fomos nós que construímos o muro para nos proteger…
