Igualdade Social
O que se passa nas ruas e nas mentes inquietas de hoje é, talvez, reflexo de um mundo que se esqueceu da verdadeira essência do homem. Andamos a confundir o que é lei com o que é luta, e pior ainda, transformamos um acontecimento num espetáculo, onde se agarram às divisões mais fáceis. Mas a lei, não vê cores, nem se interessa por identidades. A lei é, ou devia ser, o pacto entre os homens para viverem em paz, sem temor, sendo julgados não pelo que parecem, mas pelo que fazem.
Se um homem transgride, não importa a cor da sua pele ou de onde vem. O que importa é o que escolheu fazer, e se isso feriu o acordo coletivo, deve ser julgado por esse ato. O problema é que a nossa sociedade, em vez de se centrar no cumprimento da justiça, prefere o caminho mais rápido, o da vitimização fácil, usando a emoção como arma. O que é grave, porque desvia-nos da verdadeira questão: a preservação da ordem, da segurança, da convivência.
E ao mesmo tempo, não podemos confundir indignação com legitimidade para a violência. Não há injustiça que justifique o caos. Quando se responde ao que se considera errado com mais transgressão, a causa perde a sua força, transforma-se numa afronta ao próprio conceito de justiça. A legitimidade não se constrói no tumulto, mas na persistência pela verdade, através dos caminhos corretos, por mais difíceis que sejam. Quem opta pelo caminho da destruição ou do ataque à ordem, perde o direito de reclamar a justiça. A partir do momento em que se cruza essa linha, a causa dissolve-se em erro.
Devemos entender que a justiça, para ser justa, exige paciência, serenidade e, acima de tudo, respeito pelas leis que nos unem. Quem infringe a lei, seja pela frustração de uma injustiça ou por puro desdém, deve ser punido conforme essa mesma lei. Não há lugar para violência, para desordem, se queremos construir uma sociedade melhor. Não se trata de dividir entre “nós” e “eles”, mas de compreender que o desrespeito pela lei, seja de onde vier, só perpetua o ciclo de destruição. E nós, como seres pensantes, deveríamos estar a quebrar esse ciclo, não a alimentá-lo.
Se nos afastarmos deste princípio, perderemos o sentido de comunidade e de justiça real.
Muitos objetivos não são alcançados
porque as pessoas concentram-se na luta pelo fim
e esquecem-se dos meios.
Para que tenhamos uma sociedade mais igualitária
é necessário que, primeiro, tenhamos meios para promover a igualdade.
A equidade é o caminho para a igualdade.
Tudo é um processo.
EIS-ME AQUI
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Eis o negro;
eis o branco;
o vermelho.
Amarelo...
Toda cor.
Eis o crente;
o católico;
o umbandista;
o judeu;
o espírita;
muçulmano;
budista;
o ateu;
o ser humano.
Eis o hétero;
o homo;
o trans;
o travesti;
a drag;
o que for...
Eis o próximo;
mas...
e o amor?
Cadê o amor?
Capacidades e aptidões são DESENVOLVIDAS e é impossível tê-las alinhadas e daí conseguir iguais resultados numa sociedade.
As sociedades humanas sempre evoluíram, sempre mudaram e constantemente estão em processo de evolução, assim como se faz necessitar o homem social. Porém, sempre foi e ainda é rotina o empenho de grupos na permanência e crescimento da desigualdade entre os homens sociais. Desigualdade essa sempre combatida por outros grupos que vêem e vivem no meio da maioria destes sociais. Feliz pela perseverança e esperança do grupo que luta pela igualdade dos homens sociais que todos socialmente somos, até mesmo aqueles que lutam contra essa igualdade.
