Homenagem para meu Irmao de Sangue
Você nunca entendera as palavras e o brilho no olhar,não entendeu nunca entenderia o que meu corpo junto ao seu lhe dizia, segredos ditos sem palavras quando minha alma a sua entrelaçava você não entenderia pois claramente nunca esteve em sintonia..
De tempos em tempos pego meu amor e o carrego pelas mãos nesse momento quebram se as cadeias das tristezas e desfazem-se os nevoeiros de solidão...
Eu andei léguas ansioso eu superei novamente meu medo eu consegui mover meus pés...
Nossa como estou orgulhoso de mim, eu coloquei de novo para fora eu consegui sabe, eu amei intensamente eu quis dar-te todo o prazer na cama beijei como deve-se beijar, abracei como deve-se abraçar, o Amor a ti bela flor perdi o pudor, perco tudo seja lá quantas vezes preciso for...
Mas me sinto impossibilitado pelo descaso isso me leva ao fracasso?...
Mãos que tocara meu corpo com profundo desejo e com apreço,boca suculenta de desejo não sei se foi assim do fim ao começo ou do começo ao fim me libertando do medo que havia em mim...
Corpos que se entrelaçavam na intimidade de um amor selvagem a meia luz um brilho radiante, silêncio quebrado com um leve sussurro que parece que foi dado do topo do mundo...
O meu caminho segue o caminho dos seus olhos e sempre o impacto é grande quando é direcionado a mim...
Ouço passos leves macios que caminham em minha direção,me sinto em extrema ansiedade e dispara meu coração tem tantas coisas que quero fazer que fica difícil escolher...
Ouço os passos cada vez mais perto fico com meus olhos atentos já sei o que fazer, ouço esses passos e minha alma entra em êxtase,pois a muito tempo não houvia por essa casa vazia esse andar macio a ponta dos pés nada se compara em como é bom ouvir passos de mulher...
PÁTRIA PÁRIA
14/04/2021
.
Debruçados nos peitoris
Das escancaradas janelas
Gritavam: ‘O meu País
Não será uma Venezuela’
E aquela gente enfurecida
Colocou um genocida
Como líder da Pátria
E agora todos calados
Veem o Brasil transformado
Num indesejado pária.
.
Por temerem que o Brasil
Virasse uma nova Cuba
Elegeram o imbecil
Que encantava turbas
Mas bastou ele assumir
Para o povo descobrir
Que abusou da sorte
Porque com o cetro na mão
Quase transformou a Nação
Numa Coreia do Norte.
.
Essa gente brasileira
Que gritou na minha orelha:
‘A nossa bandeira
Jamais será vermelha’
Hoje em dia se constrange
Ao ver que foi sangue
Que as quatro cores cobriu
E agora pagamos o preço
De ver o mundo ter medo
De virar um Brasil.
Aceitei meu erro, corrigi minhas ações,
Lutei contra mim mesmo.
Essa foi a pior de todas as lições:
Não consegui me tornar perfeito,
Mas tentei alcançar, então.
É difícil trilhar o caminho da vida sem se ferir em espinhos,
Percebi que a perfeição é o alvo,
A direção que se deve alcançar.
Tenacidade é a palavra-chave,
Para não desistir de caminhar.
Poema de minha autoria: Lucas S. de Siqueira (LSS).*
Um passarinho negro
Pousou no meu peito esquerdo,
E construiu um ninho.
E canta todos os dias: poesia de amor com carinho.
A leitura é meu cigarro
Faço minha cabeça com os livros!
Bolo a leitura,
acendo as ideias,
trago as rimas,
prendo o conhecimento.
Solto a folha em branco.
Viajo na leitura.
Seria um pretexto usar droga.
Cara, seja um leitor,
seja um peixe fora d’água.
Eu avistei uma arma
e escolhi o livro.
Vi a droga
e viajei na leitura.
Daí, virei poeta!
E estou traficando meus versos.
(Poesia do livro: Um Semeador De Poesia.)
MEU CORPO ÉS UM POEMA
Eu não acho
Feio um corpo com estria.
O corpo é um verso.
E qual é o poema que não tem linha?
Infelizmente tem o analfabeto funcional
Que não sabe interpretar uma poesia.
POEMA MEU
Ela é mora
No lado esquerdo do meu peito.
Dona da minha cabeça;
Por ela tenho muito respeito.
Eu paro e assisto sua beleza
Como se eu estivesse num cinema.
O povo diz que não sabe
Com que palavra ela conquistou este poeta negro.
Mas eu sei:
Sendo apenas meu poema.
Meu poema
Espalhei palavras no vento:
As quais só sabe declamá-las meu coração.
As letras L, O, R, E, N, A
da pra escrever um poema.
E completá-las com as letras A, M, O, R.
Pois, ela é minha benção, dada pelo meu grande Salvador.
Ela não é loira
e nem morena...
Ela é a Lorena,
minha professora.
Deixei um beijo meu
Na esquina do teu rosto.
Só pra avisar: estou voltando para buscá-lo. Se não me devolver, roubarei!
SB
Quem tem boca, vaia Roma.
Conheci a cidade de: Santa Bárbara
Que coube no meu poema.
Mas eu não queria, camarada!
Cidade do requeijão.
Cautela, nem só de pão
Vive o homem.
Ouvi barrigas rugindo de fome.
Enquanto a burguesia fazia ceia.
Não, não existe amor em SB.
Eu como poeta,
Passeando por ela,
Encontrei: Poeta e Poetisa sem inspiração pra
recitar poesia.
Crianças amontoadas numa sala,
Porque sua escola tinha sido fechada.
E o professor com seu diploma na mão.
Esperando a próxima eleição.
O político Judas passando na casa do povo: abraçando e beijando,
E comprando seu voto com cesta básica, ou com um trocado.
O ferreiro, o vendedor ambulante; só ganha o de comprar o
seu pão.
O sambista com a coluna entrevada, pois não pode mais sambar.
O cantador de viola,
Agora passou a cantar arrocha.
Não encontrei um museu.
E a biblioteca que tinha, com os livros empoeirados.
Já vi que o artista nela não é valorizado,
E nem a cultura popular!
A censura aqui é disfarçada.
Fui no hospital, e vir a saúde na fila de espera.
Vi também; homens lavando carro, na beira da pista, por não terem emprego.
Na praça Donato José de Lima,
Encontrei vários artistas, vários;
Sem poderem exercer sua arte.
E esperando o São João para vê
um artista de outra cidade.
Coitada da Santa Bárbara,
Terá que fazer mais milagres.
-Agora, aonde se encontra o dinheiro público?
-Está guardado para o mês de outubro.
-Quando eu acordei, tudo isso não se passara de um sonho.
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