Homem Palavra

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... assevera
a filosofia do espírito que
cada homem personifica um Ser
condenado ao cultivo e sofisticação
de sua inalienável liberdade — porquanto, lançado ao mundo, ele se torna o único responsável por aquilo que fez, faz
e ainda fará em favor do seu
impermutável destino!

... se todo animal
nos inspira a mais sincera ternura,
como se explica o 'animal-homem',
sempre às turras com seu
semelhante?

... o grande mal
do homem é o esquecimento.
E, por esquecer, nunca aprende.
Por não aprender, não evolui — e,
pior: abdica do mais caro dos
seus pertences, a sua
consciência!

... quanto mais sábio
é um homem, mais singulares
e marcantes qualidades ele notará
em seu semelhante — em outras palavras:
somente os desprovidos de um mínimo
vestígio de bom senso consideram
que todos são iguais!

... extrair
do homem comuma ilusão,
bem como seus embaraçosos fiascos, é
desconhecer ou mesmo desacreditar aquele que, sem dúvida, é o mais eficaz dos fundamentos que esculpem a
suafelicidade: a própria
experiência!

... o direito
de um homem deve ser
o direito de todos os homens...
O mesmo vale para os seus deveres
consigo e com o próximo — caso contrário,
qualquer direito se torna um privilégio,
e qualquer dever sem critério
uma infundada
imposição!

O que mais espanta num homem
não é a sua franca erudição, a sua extraordinária capacidade de aprimorar-se cada vez mais — mas,
a sua insistência emcomportar-se como um ser inferior e, sobretudo, indiferente àquilo
que sabe!

Considerando a multiplicidade de seres que ocupam os quatro cantos desta Terra,foi o homem dotado das maioresasas oferecidas pelo Criador a umdos Seus filhos:
as asas da razão!

Nenhum homem pode realizar uma obra grandiosa e duradoura para Deus se não for um homem de oração, e nenhum homem pode ser um homem de oração se não dedicar muito tempo à oração.

O homem que nasceu do alto mantém o coração ancorado diante das maiores injustiças da vida. Ele não permanece firme por suas próprias forças, mas porque sua confiança repousa na Rocha inabalável: o Senhor que cura o medo e governa a existência.

Cinco espantalhos calvinistas contra o arminianismo:
1. O homem salva-se por si mesmo. Resposta: A salvação procede inteiramente da graça de Deus, sendo o ser humano incapaz de qualquer bem salvífico sem a ação preveniente do Espírito Santo.
2. O livre-arbítrio está acima de Deus. Resposta: A liberdade humana é um dom concedido soberanamente pelo Criador, não rivalizando com Sua autoridade, mas manifestando-a.
3. O arminianismo nega a eleição. Resposta: Cremos na eleição bíblica e ortodoxa, a qual é condicional à fé manifesta pelo homem e pré-conhecida por Deus desde a eternidade.
4. Deus não é soberano no sistema arminiano. Resposta: Deus exerce Sua soberania ao conferir responsabilidade real às Suas criaturas, não se confundindo o governo divino com o fatalismo determinista.
5. O arminianismo é uma doutrina antropocêntrica. Resposta: Trata-se de um sistema teocêntrico, profundamente fundamentado no amor, na justiça e na graça soberana de Deus.

A IA promete um mundo sem atritos, sem falhas e sem cansaço. Substituem o suor do homem pela luz fria da tela, como se a alma humana fosse um custo desnecessário no balanço final.

Um lutador deve ser o Homem mais respeitado do Mundo, pois ele realmente morrerá, se for preciso, pelo que acredita.

Postura de homem, coração de leão: protejo os meus e sigo firme na missão.

Havia música na cozinha,
panelas ao lume,
e um homem que ria alto
como se a vida não lhe pesasse.

Tinha fortuna nas mãos,
mas talvez tempestades na alma.
Porque o dinheiro enche uma casa,
mas não silencia o que nos falta.

Houve mãos que magoaram,
e feridas que não posso ignorar.
Mas também houve um riso
que ainda consigo recordar.

Hoje, sentava-me ao seu lado,
sem julgar, sem tentar adivinhar.
Perguntava-lhe apenas:

O que sentes quando estás a cozinhar?

Porque há fortunas que se contam,
e há pazes que não se podem comprar.

MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL


Capítulo I: A Esperança do Homem


Olá, senhores. Sejam bem-vindos ao Baile de Máscaras.


Saibam... eu também possuo opiniões: irrelevantes para aqueles que as desprezam, relevantes para os que as examinam; como, aliás, sucede com todas as opiniões humanas.


Ninguém, nem mesmo o mais ilustre dos heróis, pode impedir que o ódio ou a mágoa habitem o íntimo humano, pois são, em última instância, as respostas mais autênticas que o mundo oferece. Vivemos sob a lógica da devassidão: um palco miserável onde nenhum desejo encontra plena satisfação, onde toda tentativa de agradar culmina em mais desgosto do que harmonia.


Fui convidado para uma festa de aniversário e, logo em seguida, para um baile de máscaras inadiável: este último, vindo de alguém com quem mantenho um vínculo profundo. Na tentativa de ser justo, e temendo ferir ambos, aceitei os dois convites, ingenuamente crendo que a vontade de agradar pudesse suplantar a impossibilidade lógica de estar em dois lugares ao mesmo tempo.


Inevitavelmente, falhei. E falhei como todos, em algum momento, falham.
A consequência?


Alguém se magoa. Outro se frustra.
Mesmo imbuído das melhores intenções, tornei-me alvo de ressentimento por parte de quem aguardava a minha presença e não a teve. Eis a essência do convívio humano:


rancor e exigência, jamais compreensão.


Assim caminha o homem: uma criatura incapaz de perdoar a ausência, mas igualmente incapaz de se fazer plenamente presente.


O ser humano é, por natureza, indiferente.
Mesmo quando julga praticar o bem, invariavelmente fere alguém. Toda boa ação encerra, em si, uma traição involuntária. Não há graça, felicidade ou paz; apenas a ilusão intermitente de que um dia possam existir.


Afinal, até o mais ínfimo gesto de bondade pode ferir.


Fere aquele que não foi agraciado da mesma forma.


Para que houvesse igualdade real, todos precisaríamos ser igualmente reconhecidos, igualmente saciados: não era essa a promessa do comunismo? Ainda assim, fracassou.


E por que fracassou?


Porque o homem anseia distinguir-se do outro.


Afinal... não pode o servo equiparar-se ao seu senhor.
O mundo não é justo. Nunca foi. Jamais será.


Para cada vencedor, há um vencido. Para cada glória, uma vergonha correspondente.


Eis a engrenagem invisível que move a espécie: a miséria de uns sustenta a alegria de outros. Na penúria de alguns, outros prosperam. É nesse ponto que emerge a verdadeira revolta — não a política, mas a ontológica.


O homem, frustrado por não receber aquilo que julga devido, recolhe-se em si mesmo. Isola-se no ressentimento e escolhe desaparecer.


Tornar-se areia. Poeira. Esquecimento.
Melhor ser ninguém do que um fracassado lembrado.


Afinal, quanto mais se busca agradar à maioria, mais se violenta a minoria que permanece à margem dos favores.
Eis a máxima: só haveria paz se todos sofressem na mesma medida ou desfrutassem, indistintamente, das mesmas regalias; sem distinção de classe, gênero, raça ou função. Ainda assim, tal hipótese revela-se uma utopia repugnante até mesmo em sua concepção.


A igualdade absoluta só pode erguer-se sobre os escombros da individualidade.
E a própria natureza — essa mãe implacável que nos impôs a existência — encontra-se em guerra consigo mesma.


Tudo colapsa. Tudo degenera. A vida, em si, é uma contradição:


ansiamos pela verdade, mas somos incapazes de suportá-la. Por isso, preferimos a confortável mentira da harmonia.


Todos somos falsos. Não há amor que escape à máscara; não há amizade que sobreviva incólume ao afastamento.
A verdade é insuportável.


É mais fácil consolar alguém com mentiras, sustentá-lo com ilusões, do que curá-lo com o real e conduzi-lo à lucidez. Eu mesmo minto. Todos mentimos.
A mentira é o código genético da convivência.


Não sei se ainda resta em mim alguma lucidez substancial; mas, do pouco que persiste, extraio esta súmula: o mundo é um teatro ilusório, decadente, sustentado por sonhos risíveis e promessas vazias. Aqui, ninguém vive segundo a própria convicção.


A liberdade de pensamento cobra um preço: a rejeição.


Ser verdadeiro é ser excluído.


As pessoas são amigas apenas enquanto lhes convém. Afaste-se — e tornar-se-á um vestígio, um eco que só ressurge quando a memória alheia é instigada.


Ninguém é lembrado por afeto, mas por utilidade. Persistimos na lembrança apenas enquanto ainda temos algo a oferecer, enquanto servimos aos interesses de outrem.


Este mundo é um baile de máscaras.
E quem triunfa... é quem melhor sabe mentir.


Arthur Schopenhauer estava certo: o homem só é autêntico na solidão. Todo o resto é encenação, ruído e teatro.

⁠a ILUSÃO é um VÍRUS que CORROMPE a MENTE do HOMEM…

⁠O homem só pode ser derrotado por ele mesmo, quando ele começa a sentir pena de si mesmo, quando tenta justificar seus defeitos e quando terceiriza suas responsabilidades.

“A inteligência artificial nasceu de uma curiosa contradição: não pensa como o homem, mas depende do que o homem pensou.”

“O último medo do homem não é deixar de existir; é perceber que o ‘eu’ que ele passou a vida inteira tentando proteger era justamente a prisão que o impedia de existir.”