Homem Destroi Mundo
Prece da Clareza
Quando meus olhos se perderem
nas distrações do mundo,
em brilhos que não iluminam,
em pesos que não sustentam,
faz, Senhor, com que o meu coração
assuma o leme da minha visão.
Que ele me ensine a ver com ternura,
a enxergar além do aparente,
a valorizar o que não se compra
e sentir o que realmente importa.
Quando eu olhar demais para fora,
me lembra de olhar para dentro.
Que o que vale a pena brilhe mais forte,
e que o resto… apenas passe.
Amém.
“Anoiteceu e o mundo se silenciou. Agora somos só eu e você frente a frente em uma imensidão de infinitas cores.
E nessa imensidão toda criada só por nós, eu fico a te olhar. Meus olhos te fita ao mesmo tempo que o meu corpo te deseja... E de repente me pego a te tocar, minhas mãos anseia por ti e por não aguentar estar frente a frente com você nessa imensidão toda, ela dá um passo à frente e começa a deslizar por um caminho que ela sabe que não tem volta.
E enquanto ela se desliza sobre o seu corpo quente e nú, só consigo ouvir o som da sua respiração entrelaçado com as batidas do meu coração e nesse momento já não sei mais se é amor ou se é apenas mais um delírio em meio a uma imensidão de infinitas cores.”
GANÂNCIA E APRENDIZADO.
"Perguntou o ganancioso ao senhor do mundo. Senhor, tu que tudo criastes, deixa-me tomar quanto eu puder deste mundo. E o senhor respondeu. Pois não, meu filho. Vai até onde teus pés e teu desejo te levarem. Moral da história. O doente ganancioso morreu exausto de tanto andar."
Autor. Um amigo.
Comentário moral. A narrativa, simples e antiga como as parábolas que atravessam os séculos, ensina que a ganância não impõe limites a si mesma. O desejo, quando não educado pela medida e pela consciência, transforma-se em força exaustiva que consome o corpo, obscurece o espírito e converte a liberdade em cativeiro interior. O mundo não nega nada ao homem. É o próprio homem que se perde ao confundir possibilidade com necessidade e caminho com posse.
Assim, aprende-se que a verdadeira sabedoria não está em ir até onde os pés alcançam, mas em saber quando deter-se, pois somente quem domina o próprio desejo consegue caminhar sem morrer de cansaço por dentro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Inúmeras pessoas reclamando por aí do mundo e eu aqui reclamando do jogo que é tão bom e está travando...
"Em nossos desafios a procura do porquê, nos deparamos no portal para um mundo interior, e encontramos a experiência transcendente coadjuvante do silêncio."
"Nada neste mundo pode nos trazer a Paz e a Felicidade. A não ser o Amor que alimenta a nossa Alma."
"O grande equilíbrio na caminhada em prol de nosso próprio mundo, é encontrar-se bem no interior de si mesmo."
HINO
Faremos um verso
Pra rimar com o mundo,
Um mundo pra rimar
Com o resto do universo,
Amar-te- ei tanto
Que estaremos sempre juntos
E mesmo quando eu for defunto
Haverá esse encanto,
Faremos uma estrofe mais forte
Momentos cheios
Do que serão lembranças,
Crianças que correrão no quintal
E brincarão na varanda ,
Cantarão canções de roda e de ciranda
Que nos farão lembrar
Nossas adolescências,
Amar-nos-emos tanto
Que os horizontes serão nossos quintais
E todos os generais nos obedecerão,
Declararemos paz a todas as nações
E amor a todos os casais...
POETA É TODO MUNDO E NINGUÉM
Esta ausência conduz a inspiração;
este veículo faz ampliar todos os tormentos,
mas nos conduz com essa tarifa de angústia à amplitude de uma inspiração,
que faz reluzir matizes de tons divinos.
Poeta é todo mundo e ninguém;
esta multidão, que caminha,
que se esbarra sem imaginar as mais ínfimas emoções em cada alma,
que fere ou só arranha,
ou a dor mais profunda de alguém, que se joga do vigésimo andar;
ou alguém indiferente, que se isola como uma partícula de um átomo indivisivel.
Poeta é todo mundo e ninguém
é purgar como um espectro por seus pecados
na translucidez pesada dos subterfúgios ou na transparencia das coisas invisiveis;
quebrar nas ondas de um mar revolto
ou só velejar na calmaria de um lago azul.
Os namorados se beijam num parque
e o mundo deles está restrito a duas bocas
dois pares de olhos, dois narizes e suas respirações ofegantes,
mas a grama, a brisa e as estrelas são indispensaveis;
tudo que canta, grita, cala, ou só lampeja,
tudo o que se sente, se ressente ou se dessente,
tudo que ascende ou cai infinitamente...ou nada!
