Homem Destroi Mundo
Como ser(mos)
Somos o reflexo do que ouvimos,
As falas dos nossos pais.
Somos o mundo que nos rodeia,
Aquilo que marca e não apaga mais.
Somos um amontoado de histórias,
O que transborda e o que recai.
Somos livres para ser o que somos,
Basta sermos!
17/09/2024
LER UM BOM LIVRO
É gostoso e faz bem
A gente entra na história
Viaja no mundo da fantasia
E faz parte da poesia...
Ler faz bem ao espírito
Tem letras nas folhas caídas
Tem frases nas estrelas do céu
Poeminha com sabor de mel...
Tem palavras vagando na rua
Tem poesia brincando na lua
Tem histórias nas ondas do mar
Perdidas a navegar...
Leitura tem sabores
Uva com abacaxi
Morango com framboesa
Tem até laranja misturada com kiwi...
Quem não gosta de ler
O canto do passarinho
Quando desperta gritando
E o dia anunciando...
E o vento quando assobia
Faz aquela sinfonia
Parece a poesia
Vibrando de alegria...
Irá Rodrigues
Meu Mundo
Se meu mundo fosse você
Talvez minha solidão aumentaria,
Talvez não.
Se meu mundo fosse você,
Eu dormiria tarde,
Talvez não.
Se meu mundo fosse você,
Eu ficaria triste,
Talvez não.
Se só você fosse meu mundo,
Eu ficaria imundo,
Ou talvez não.
Se você fosse meu mundo,
Eu esqueceria quem sou
Só pra adivinhar quem és,
Só pra ter o mínimo de noção.
Pra te amar, mesmo na solidão,
Deixaria minha identidade
E viveria com felicidade,
Tendo você como meu mundo.
Não sei mais escrever o que há em mim, o que há nela
O que há de errado no mundo, o que há de belo na Grécia
Quando Deus criou o mundo
De certo estava inspirado,
Botou planta, bicho e gente
Montanha, rio e cerrado.
Fez tatu criar buraco
Deu sabencia ao macaco,
Que se entende com os rivais.
Sem doutor nem medicina
Sozinho come resina,
Pra dores estomacais.
Em um mundo de santos duvidosos
Tenho medo da força da verdade,
No discurso bandidos são bondosos
Não conseguem deixar a vaidade.
Em defesa do povo e do estado
O bem comum é todo expropriado,
Esquecendo o dever de dar suporte;
Não aceitam acordo nem pitaco
Quem defende bandeira do mais fraco
Não resiste ao suborno do mais forte.
Bom dia!
Simbora já é quinta-feira...
Sabe o mundo tenta ensinar que poder é dominar. E Jesus Cristo, no entanto, revela que a verdadeira grandeza está em amar.
Feliz e abençoado dia!
De uma janela, é possível ver um pedacinho do mundo e conhecer o que provavelmente será o que estamos limitados a conhecer.
Da janela, você pode ver a natureza ou prédios, pessoas ou apenas animais pastando.
De lá, você pode ver o dia,
mas também pode contemplar o pôr do sol.
Debruçando-se para fora da janela, você conversa com amigos, conhecidos que passam e te cumprimentam.
É da janela que é possível ter uma visão externa do que está acontecendo e do que acontece quando você olha pela janela e vê o mundo lá fora...
"Todos somos contadores de histórias — as que contamos ao mundo e as que sussurramos para nós mesmos"
"Pais que trocam autoridade por amizade criam filhos frágeis em um mundo implacável. Educar não é agradar, é forjar. Não se constrói caráter com mimos, mas com limites, princípios e exemplo. Mar calmo nunca formou bom marinheiro — e filho que nunca enfrenta resistência se afoga no primeiro naufrágio da vida. Amar é preparar, não proteger do mundo, mas ensinar a enfrentá-lo com coragem, respeito e mérito. O amor verdadeiro não teme desagradar, pois sabe que o fruto da disciplina de hoje é o sucesso de amanhã."
Dor do amor
Uma poesia singela e tímida,
Grita dentro de mim para espalhar ao mundo.
Aquele que ama demais os outros,
No fundo só quer sentir esse breve sentimento.
É uma busca incessante,
Não é mentira quando dizem que o amor nos cega.
Em tempo, hoje vejo o quanto queria ser amada,
Eu amava demais, era gentil excessivamente.
Porque nunca ninguém me disse?
Hoje, me farto do meu amor,
Mas deixo uma pontinha para o mundo,
Para não esquecer do poder de transformação que ele tem.
Desejo que ao pensar no amor, eu nunca mais esqueça de mim.
18/02/2025
A Cruz e o Silêncio
Na tarde que se deita sobre o mundo,
o silêncio pesa mais que a pedra do sepulcro.
Há um homem suspenso entre o céu e a terra,
e o seu corpo é a ponte entre o abismo e o eterno.
Sexta-feira, dia sem cor,
em que o sangue se torna verbo
e o madeiro, altar de um sacrifício antigo
como o tempo que nos escapa dos dedos.
Não é a dor que nos salva —
é o amor que aceita a dor
sem exigir resposta,
sem exigir justiça.
Cristo não grita contra os pregos,
não amaldiçoa os que o erguem ao vento:
olha-os como quem compreende
que só o amor cego pode ver o mundo claro.
E morre, não como quem perde,
mas como quem entrega.
Entrega-se ao Pai,
entrega-se ao silêncio,
entrega-se a nós.
A cruz, então, já não é castigo,
mas espelho:
e nele vemos o que somos
quando deixamos de fingir.
Na Sexta-feira Santa,
não se celebra a morte,
mas a entrega.
Não se chora o fim,
mas o princípio escondido na última palavra:
“Está consumado.”
E o mundo, suspenso com Ele,
aguarda o terceiro dia
em que a pedra será rolada
e o silêncio se fará luz.
Entre a desordem do mundo e a lucidez do delírio, habita-me uma inquietude serena — feita de silêncios abissais e epifanias tardias. Sou vestígio de estrela em queda, mas insisto em reacender o cosmo dentro do peito.
“A Hora do Espelho”
Sabe,
às vezes eu acho que me acho demais.
Penso que o mundo gira ao meu redor,
sou um pouco narcisista, confesso.
Me sinto especial,
não acima para humilhar,
mas como se houvesse algo em mim que ninguém mais tem.
Mas a vida,
ah, a vida se encarrega de mostrar
que não é bem assim.
Fui atrás de um alguém,
com a certeza tola de que ele me queria,
de que me olhava com desejo,
com verdade.
Mas vi o que eu queria ver,
não o que era.
A verdade é dura:
nem tudo é o que parece.
Fiquei decepcionado,
não com ele,
mas comigo.
Eu inventei uma história,
criei um personagem,
e me apeguei à ficção.
Agora eu sei quem ele é.
E sei também que é hora de parar.
Talvez essa decepção me cale no futuro.
Talvez eu perca pessoas
com medo de me enganar de novo.
Ou talvez,
seja só mais um aprendizado.
A solidão me assusta.
Ela me persegue,
me ronda todas as noites.
Finjo gostar dela,
mas é mentira.
Digo que a escolhi,
mas ela é quem me escolheu.
Nunca amei alguém que me amasse de volta.
Nunca senti um amor verdadeiro,
um toque cheio de sentido.
Tenho trinta anos
minto minha idade,
porque tenho medo dela.
Medo do tempo,
medo de ficar velho e sozinho.
Às vezes, penso besteira.
Penso em me casar com alguém só por medo.
Alguém que também está só.
Dois desesperos podem formar um laço?
Ou seriam duas metades em falso?
Ah, tudo é tão confuso.
Queria dormir.
Queria parar de pensar.
Mas antes…
Preciso dizer: estou lendo Clarice.
“A Hora da Estrela.”
Ela me entende.
Ela me lê por dentro.
Depois conto o que aprendi.
Por agora… vou tentar dormir de novamente.
Em cada amanhecer é um novo começo;
Cada raio é uma nova batalha. Tornando assim dia a dia o mundo novo!
Não é possível que meio mundo esteja surtando ao mesmo tempo por uma simples questão psicológica.
Deve ter alguma coisa na água que andam distribuindo por aí.
