Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
E quanto mais vc fica em silêncio, na sua... mais sinto ela batendo forte na minha porta, tão forte que minha cabeça dói, como a força de uma rajada de vento contra uma árvore fraca, como uma tempestade numa terra árida e sem vida, como o canto fora de tom do pardal e eu fico num canto vendo a hora ela entrar e tomar conta de tudo...
E a saudade bateu em minha porta.. beijou meus lábios deixando teu gosto .. tocou meu rosto feito vento que passa, como um até breve ... deixou teu perfume pela casa ... e logo foi-se embora....
Falhas de outono.
Três vezes bateram em minha porta.
Em todas elas, me neguei!
Na quarta me senti tão bela!
Cuja o tempo essência de Cinderela!
Mulher serei! ou já sou ?não sei!
As falhas de outono
Não me traz conforto
E por favor sua presença não !
Me inconformo o cômodo
De me ver refazer de novo
Para outros não ver a mulher!
.
Então lutei!
Para que veja a mulher que sou - ou -suor .
para parecer Para outros
o que eu eu já era Sempre serei !
A ! Letra A que revigora meu olhar ao pensar em uma letra que me tira o desconforto de ser e estar.
Me deixar levar pelo que pensam apenas pra corrigir e Ressaltar !
Que os olhares não são os mesmos lá fora !
Mas bato no peito e falo
~ EU SOU UM CORPO FORA!
Fora desse circulo!!
Mas no dia a dia exijo ser e estar no mesmo ciclo!
Para a vistas de outros
Reforçar
Que sou um outro corpo
Mas não deixo de me identificar !
Deste casulo já não sai borboleta esta! Sim!
Mariposa!
nem la nem ca!
E o mesmo imperfeito
Que carrega segredos
Mas ao mesmo tempo
Assemelha com outros
Nestas falhas de outono .
.
.
Foi tão embaraçoso
Más necessário !
Pra resistência do verão que sou agora
Cuja sou sol
brilha
Ate nos dias mas frios de outono .
Você é minha princesa...
Não por eu ser um príncipe e sim por ser o vilão que meteu o pé na porta do castelo e roubou a princesa!
D'd4
CJay
O DIA ERA 12 DE OUTUBRO DE 1974
minha irmã sentada na porta esperava meu pai chegar
Ela não entendia muito, mas sabia que naquela época, mulheres saiam distribuindo senhas, para que crianças carentes pegassem brinquedos na repartição,
Mas as mulheres nunca lhe davam uma senha, então ela foi reclamar com o nosso pai.
Papai, eu sou criança ou não sou?
-claro filhinha..
E então por que você não me da brinquedos no dia das crianças.
-Porque, não sobra dinheiro, para o papai comprar.
-Mas, eu vejo o senhor sair para trabalhar todos os dias!
É que o dinheiro que eu ganho... Não é suficiente.
-Como assim?
-É que quando o papai recebe, ele compra tudo em comida, em caderno, e até querosene para dona lamparina, brincou, para que ela de a luz e você não fique no escuro.
-Mas papai eu queria brinquedo.
-Minha filha eu não posso comprar!
-Porque, papai?
-Minha irmã pensou, fez silencio, é depois disse
Nós somos pobres?
-Sim minha filha,
e Minha irmãzinha continuava perguntando.
-Então, porque aquela mulher que distribui presentes,
Não me da à senha, para eu ganhar uma boneca?
-O pai, foi ficando furioso, meio que triste, mas furioso. Puxou o fôlego, respirou fundo, e disse
-Assim não e possível, você faz muitas perguntas, porque não vai ajudar sua mãe á lavar roupa?
Minha irmã fechou o semblante e falou
-Mas papai, eu só tenho sete anos. Eu quero brincar, eu sou criança.
-Então, use a imaginação invente algum brinquedo.
Minha irmã insistiu. -Não papai, eu quero uma boneca bem bonita.
-Papai quem é pobre, não é criança?
-Oh! Minha filha não e assim, vem aqui com o papai, que eu lhe explico. Pegou ela no colo e falou
-Acontece que você não deixa de ser criança por isso, pobre ou rica, preta ou vermelha, não tem distinção, só que por herança, moramos na rua principal da cidade
.-Mas pai, esta tal distinção que o senhor falou e a tal rua principal?
-Não minha filha, e que as pessoas pensam que quem mora aqui, é cheio da bufunfa.
-O que e bufunfa? Ele sorriu e disse
-É dinheiro minha filha, e é por isso que as mulheres vão direto para os bairros mais pobres.
Meu pai levantou-se e foi trabalhar. Minha irmã ficou furiosa. Foi na fornalha pegou carvão, foi no quintal pegou urucum, pegou ainda um papelão, pediu o vizinho para escrever algo para ela, e depois, foi direto para a maçonaria, pois era lá a repartição de presentes.
Chegando lá ficou pasmada.
Havia uma fila enorme e toda a criança tinha um papelzinho na mão.
Então ela chegou do outro lado da grade e ficou esperando, sozinha.
Mas, como naquele tempo, a cidade era bem pequena, e só havia um médico que conhecia todo mundo e que neste dia distribuía os presentes, reconhecendo minha irmã, e entendendo o que se
Passava, saiu do meio da multidão, e levou uma boneca para ela.
Quando, meu pai viu a boneca, foi saber de onde veio.
Foi então que soube,
Que todo ano, o Doutor André Ala lhe dava um brinquedo fora da fila.
Mas naquele ano, ela tinha pintado as pernas de preto, com carvão, e os braços de vermelho
com urucum.
Por isso ela estava vermelha e preta
e tinham um papelão escrito:
´´Sou de toda cor e moro em qualquer lugar, mas ainda sou criança sem destinção``
Emanuela Morais
AINDA
Espero que o amor seja poesia ainda
que a inspiração venha a minha porta
numa leveza que o fascínio transporta
e se for intenção que seja bem vinda!
Então, versos dum mimo que conforta
aqueles afagos numa sensação infinda
deixando n’alma aquela ternura linda
e na prosa o que a emoção comporta
Ah! assim, pois, ter um exalto ensejo
o agrado e satisfação do pleno desejo
Num versar em que a sorte proclame
Ó poética, me dê, o tal encantamento
com a rima tão repleta de sentimento
olhar e, que ainda tenha quem me ame...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23/01/2022, 20’17” – Araguari, MG
Eu nunca quis ir, você arrumou minha mala, me colocou no carro e fechou a porta. Agora estou a quilômetros de você e você liga querendo que eu volte. Não, sua atitude me mostrou que agora posso ser livre.
COVARDE
Se, assim, bater de novo à minha porta
Ah saudade! deixai quieta a minha dor
Não mais me traga sensação que corta
Que açoita a emoção com aflitivo ardor
Do pouco o tudo na recordação importa
E nada comporta um gesto tão opressor
Pois bem, cada lágrima pesar transporta
Então, dar-me-ás suspiro pra lhe transpor
Mas, aí! no peito bate forte está aflição
Sussurra em voz alta, em árduo alarde
Avidando um aperto no sisudo coração
Tremo... Sôfrego... E doloroso... sufocado,
... me deixo bater a saudade como covarde
E me ponho a sofrer como um apaixonado!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 dezembro, 2022, 11’42” – Araguari, MG
O meu silêncio absoluto e meu respeito vai ser a resposta para os que batem a minha porta para gritar difamar e se manifestar ( são terroristas) o meu silêncio vai ser superior a tudo!
O demônio bateu em minha porta e eu abri. Logo ele me perguntou: Jesus está aí? Eu respondi: Acho que foi dar uma volta, eu ando tão ocupado ultimamente que nem notei. O demônio aproveitou a oportunidade e perguntou se eu poderia lhe oferecer água pois estava cansado e com cede e eu o deixei entrar para se sentar e descansar. Enquanto eu fui pegar um copo com água ele roubou tudo que havia em minha casa e me deixou sem nada. Entrei em desespero pois era tudo que eu tinha e não havia como conseguir tudo novamente. Até que a campainha tocou mais uma vez, juro que eu nem queria abrir pois estava sem forças depois de tudo que havia acontecido. Quando abro a porta e olho entre as brechas era Jesus. Eu perguntei: por onde você andava? Ele respondeu: Eu estava regando as flores do seu jardim e você me deixou do lado de fora enquanto deixou o demônio entrar. Ouvi e vi tudo que ele te fez então decidi ir até ao comércio e comprei tudo que ele te levou, tudo que há da mais nova geração está aqui; Aproveitei também e fiz um novo projeto para sua casa, logo ela estará mais moderna, porém não tem pedreiro disponível, irei te ensinar e tu mesmo irá reforma-la; Sabe aquela companhia que tu sempre pediu, conheci uma pessoa incrível que combina com você, às 15hrs ela vem tomar um café pra vocês se conhecerem melhor, e deixa eu te contar, ela é doida pra construir uma família também. Agora sente-se à mesa, pois tem pão quentinho e um vinho suave para a gente falar sobre negócios. E Vê se não me deixa do lado de fora outra vez pois eu já estava com saudades!
A gente tem tudo a ver
Você é a chave secreta,
Do quebra-cabeça
Da minha ilusão,
É uma porta entreaberta
Que se abre e se fecha,
Mas traz esperanças
De acabar com a solidão.
Então me abraça forte
E me faz sonhar,
Sussurra em meu ouvido
E me deixa te amar,
Seja meu cais,
Eu quero, em ti, aportar,
E nunca mais zarpar,
Para outras águas.
A gente tem tudo a ver
você sou eu e eu sou tal qual você.
Abro a porta do armário como abro um diário, a minha vida ali dependurada.
para Minha Esposa ...
o tempo corre
se sinto fome; ela também sente
se vou passar na porta; ela também quer passar ao mesmo tempo...
se desejo um sorvete; ela também
se bateu o sono em mim; ela já tá roncando
Bom ...
isto é porque eu li um livro chamado
"Existe Sim Casal Perfeito"
- quando se divide a Vida com alguém que amamos na qual vivemos experiências intensas;
é comum com o passar dos anos
passamos a pensar nas mesmas coisas e gostos tudo ao mesmo tempo ....
com a possibilidade de ficarmos até com as feições parecidas.
Te amo
Porta Fechada, Alma Livre
Eu fecho a porta da minha casa,
Com cuidado, respeito e com paz.
Meu lar é sagrado, é abrigo,
E nele, só entra quem traz mais.
Mais verdade, mais calma, mais riso,
Mais abraço que aquece ao chegar.
Não há lugar para o falso amigo,
Que vem só para me desgastar.
Roubar sossego, tirar confiança,
Espalhar mentiras no chão.
Minha porta se fecha tranquila,
Protegendo o meu coração.
Seja simples, seja luz, seja inteiro,
Como a terra que acolhe o semeador.
Quem traz falsidade, não ganha espaço,
Que o vento leve pra longe a dor.
Minha casa é feita de alma,
De fé, afeto e bondade.
E nela só mora a verdade,
Pois é nela que encontro liberdade.
FRAQUEZA (soneto)
Se de novo à minha porta bater a ilusão
sorrateira, repetitiva, para o meu amor
hei de dizer-lhe toda a minha decepção
e o meu furor, como um gládio vingador
Já não instiga o fascínio da imaginação
cândida, pois outrora, sagaz foi a dor
dilacerante, fatiando a minha emoção
agora letarga, tal uma desfalecida flor
Mas, ai! há sussurro leve pela janela
d’alma, suspirando que nunca é tarde
pávido, enfrento-a, isto tudo é balela!
Oscilo... Vacilo... E sôfrego... perdido,
afrouxo ao coração como um covarde.
Pois amor pro amar nunca é esquecido.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 abril, 2025, 17’34” – Araguari, MG
Quero te puxar pela entrada da minha casa, passando pela porta e te trazendo para perto, recolando nossos corpos distanciados e selando seus malditos lábios. Malditos lábios!
A saudade bateu em minha porta, eu abri e ela perguntou de você...eu respondi..veio tarde, ele não mora mais aqui ...quer entrar e tomar um café? Faz muito tempo que não recebo visitas.. vai ficar tudo bem..eu prometo.. isso vai passar... voltarei a sorrir, eu juro!!!
6:30am - anda pensando aqui na porta muita coisa ainda se passa na minha mente, como tudo o que eu fiz; o que eu fiz de bem, de mal, o que eu fiz mal feito, o que eu fiz por fazer e o que eu deixei de fazer
