Hoje a Felicidade Bate em minha Porta
Ei, meu amor... Finalmente eu sei o que é amor, me deixe na porta de casa todo dia, me de um abraço apertado, me beije todo dia, me ligue, se misture comigo, me toque, quero sentir sua pele, quero sentir teu cabelo, escorregando entre meus dedos... eu te amo, ainda me pergunto porque eu ainda não te disse isso, não vou te deixar meu amor, nunca. para: Jorda <3
O DIA EM QUE fui quebrado...
Eu estava ali atrás da porta,
Tremulando para frente e para trás.
Rodopiando sobre o meu próprio peso prestes a cair.
Ela que havia esbarrado em mim
se limitou a me olhar.
Não tocou.
Não moveu um dedo para me colocar de volta ao centro.
Me deixou na beirada e observou a minha fragilidade.
Indiferente.
Satisfeita por ter tanto poder sobre alguém
a ponto de desequilibrá-lo.
Observou minha queda e juntou os pedaços.
Para jogar fora...
- Yana Carvalho
Já não me preocupo mais com o sono perdido, porque ele sempre me encontra na porta do trabalho no dia seguinte.
SE ACASO UM DIA O PASSADO BATER EM SUA PORTA LHE PERGUNTANDO O QUE TENS FEITOS DE BOM NA VIDA DIGA LHE; ESTOU VIVENDO CADA DIA COMO SE FOSSE O ULTIMO SEM ARREPENDIMENTOS ,TRISTEZAS OU MAGOAS PERDOANDO AQUELES QUE UM DIA ME FIZERAM MAL E AMANDO CADA DIA MAIS AS PESSOAS QUE ESTÃO AO MEU REDOR VALORIZANDO CADA SEGUNDO PARA QUE NO FUTURO O PASSADO NÃO VOLTE A BATER EM MINHA PORTA...
Descansa leve
A porta está fechada
Não haverá
Monstros na madrugada.
Repousa sem medo
A morte não virá e,
Se ela vier, não temas
Morrer é da vida,
A alma em subida
Cantará melodias de ninar.
Nada é mais certo,
Se for a hora,
Em poucos segundos
Dorme-se para não mais acordar.
Sem deixar vestígios
Bata a porta , entre
Faça bagunça
Não precisa tocar a campainha
Apenas deixe tudo arrumado quando sair .
Poesia de
Islene Souza
Enviado por Islene Souza em 21/03/2018
Código do texto: T6286038
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Mais um dia começa, é hora de abrir a porta de casa. Mas antes, respira fundo, arma o sorriso e vamos nós vivermos a vida hipócrita, onde temos que esconder a dor e mostrar que somos perfeitos.
Mais um dia começa, é hora de abrir a porta de casa.
Mas antes, respira fundo, arma o sorriso e vamos nós vivermos a vida hipócrita, onde temos que esconder a dor e mostrar que somos perfeitos.
Vamos mais um dia viver o teatro da vida, dando bom dia ao chato da esquina, que nos olha passando.
Sorrir para o vizinho bisbilhoteiro.
Ser gentil com o menino sapeca que não para de pregar peças.
Sentar a mesa de forma educada, comer comida saudável, embora intragável.
Falar correto, formal, sem gíria e sem palavrões.
Beber pouco e de forma social, mesmo tendo vontade de se embriagar.
Ir a igreja mesmo tendo aversão a liturgia de tudo o que acontece ali.
Ser cidadão que trabalha para pagar impostos orgulhosamente.
Construir boa reputação e segurar ela até mesmo depois que ela já cair.
Colocar uma máscara; vestir capa de herói e fingir que é perfeição.
Quando na verdade, existem apenas dois tipos de pessoas, em relação a perfeição: As que não conseguem ser perfeitas e as que fingem muito bem.
Então, vamos lá voltar para casa e colocar a cabeça no travesseiro, e saber que mais um dia se foi e tudo foi feito conforme a regra da sociedade hipócrita, que sabe que tudo é imperfeito, inclusive o papel de perfeição, que nos obrigaram a fazer todos os dias. Viva a hipocrisia do ser perfeito!
No dia 5 de julho,
Faltavam 5 dias.
Ela saiu pela porta da escola
O menino a chamou
Ela sorriu, e não via,
Mas na esquina uma flor caiu.
No dia 6 de julho,
Faltavam 4 dias.
Ela saiu pela porta da escola
A amiga a chamou
Ela olhou, e não via,
Mas na esquina, uma senhora passou.
No dia 7 de julho,
Faltam 3 dias.
Ela saiu pela porta da escola
O professor a chamou
Ela parou, e não via,
Mas havia um cachorrinho na esquina.
No dia 8 de julho,
Faltavam 2 dias.
Ela saiu pela porta da escola
O mesmo menino a chamou
Ela chorou, e não via,
Mas havia um casal na esquina.
No dia 9 de julho,
Não faltavam dias.
Ela saiu pela porta da escola
Ninguém a chamou
Ela atravessou a rua, e não via,
Mas um carro em alta velocidade vinha,
E a atingiu.
No dia 10 de julho,
Todos queriam mais dias.
Ninguém saiu pela porta da escola
Ninguém foi para a escola,
Eles estavam na Igreja, vendo uma grande caixa preta.
O menino, a amiga e o professor choravam,
Porque naquele dia não chamaram,
A menina que não via.
As vezes o vento atrevidamente me abre a porta...Numa ousada tentativa de deixar entrar... Talvez a lembrança de alguém distante...
Chego a brincar... em voz alta dizendo:
Se for do bem, seja bem vindo!
Se não o for! Dê meia volta!
Não lhe dei permissão adiantado!rsrs
Não desanime diante das dificuldades da vida,Saiba que existe um Deus que é como porta de saída para tudo q estia vivendo.
A MULHER E A ESTRELA
Por Marilina Baccarat de Almeida Leão
Por uma porta aberta, olhava a bela mulher de cabelos cor de fogo e mãos com dedos
compridos, os olhos perdidos, buscando, no céu de fim de tarde, quando a noite já
começava a cair, uma estrela. Aquela estrela, que sempre parecia aumentar o brilho, para
que ela, encantada, pudesse estabelecer um diálogo com a Estrela.
Ao encontrá-la, abriria um sorriso, daria uma boa noite à estrela e a conversa começaria,como qualquer outra, contaria do sol ou da chuva, da família e das amigas, quando cansasse, sentaria no batente da porta e respiraria fundo o cheiro do jasmim... Várias vezes,descreveu, para sua amiga estrela, o que era o aroma, só que não adiantava muito,pois a estrela não entendia...Descrevia a aspereza da terra e a maciez da grama, do gosto salgado da lágrima, do doce da fruta, do amargo do jiló, do gelado do sorvete. E então a confusão estava feita:- O que é sorvete?
Sorrindo, a mulher dizia:- Esquece e me fala do que você vê. A estrela então dizia:-
Daqui, durante o dia, posso ver pouco, pois o sol me bloqueia, vejo nuances de cinza,
pontos coloridos, indo e vindo, lentos ou rápidos demais, os ruídos são tantos que me confundo, houve uma vez que quase caí, um vento muito forte passou por mim, senti um cheiro estranho, minhas amigas, que estão aqui, há muito tempo, disseram que são aviões de guerra, senti o cheiro da morte, você já sentiu esse cheiro?
A mulher respondeu que sim, mas, não queria falar sobre isso, era triste demais, não a morte em si, mas, sim, como se morre na guerra...
Para aliviar a tristeza da voz, que sentiu da mulher, a estrela então começou a falar:-
agora mesmo vejo muito bem, você e seus cabelos vermelhos, o branco do que se chama jasmim, e muitas luzes, que, daqui, parecem iguais a mim. A senhora então sorriu com a gentileza dela e descreveu que, da terra, ela via a estrela com um enorme brilho,que a distância fazia com que ela parecesse uma fada ou um anjo. A estrela ficou feliz e disse que poderia vir à terra morar e ser vizinha da sua amiga, sentir os cheiros, a aspereza da terra, o gelado do sorvete e o perfume do jasmim, sentir a vida...
Sábia, a mulher de cabelos vermelhos lhe explicou que, se ela viesse, maravilhoso
seria, contudo, como conseguiria voltar ao céu?
A estrela então respondeu que não poderia voltar, pois, na terra ficaria, mesmo que
fosse jogada ao mar, onde nasce a lua. Ainda, assim, não retornaria e nem sequer estrela do mar se tornaria...
Então a doce senhora lhe pediu que no céu ficasse e iluminasse as noites escuras,
junto com a lua e no dia em que, do céu, ela visse um rasgão de luz, correria e a abraçaria,juntando assim o céu e a terra em poesia única, onde a grama macia a faria repousar sobre os olhos de suas companheiras do céu...E então, eternas, na terra, seria a mulher e a estrela...
Ela gritou tão alto
Não tinha ninguém para ajudar
A porta fechada a luz apagada
Sentada no quarto só sabia chorar
Seus olhos tinham um brilho profundo similar a solidão
Achava que o fim era a única solução
Os sonhos acordados eram pesadelos fantasiados
E não sabia quem era o culpado
E do lado só podia lamentar
Como isso aconteceu, era algo que não queria lembrar
E no cotidiano automático, nada podia aliviar
Quem saberia que ia ser assim
Não era um teste, apenas fatos reais sem fim
Podiam até contar, mas morreria antes de começar
Talvez ela encontre uma solução
Seus olhos sangravam e diminuía sua emoção
Ninguém sabe o que aconteceu
Mas tava acontecendo, sem nenhuma razão.
Quando Um Homem Cego Chora
Se você vai embora, feche a porta
Não estou esperando mais ninguém
Escute meu choro, estou caído no chão
Não sei ao certo se estou bêbado ou morto
Sou um cego, sou um cego e meu mundo é pálido
Quando um cego chora, Deus, você sabe que não há nada mais triste
Tive uma amiga em um quarto uma vez
Foi bom mas acabou muito cedo
Em um mês frio naquele quarto
Encontramos um motivo para as coisas que tínhamos que fazer
Sou um cego, sou um cego, agora meu quarto é frio
Quando um cego chora, Deus, você sabe ele sente na alma
Temos que compreender que quando fechamos uma porta na realidade estamos abrindo outras, essa é a realidade das infinitas possibilidades.
