História

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Possuir todos os detalhes de uma informação,não faz de você o Juiz da história em questão.

Bons momentos ficam marcados na História.Bons momentos são guardados para sempre!
E quem acredita na Vida,acredita no maior acontecimento!
Ser grande não é o maior acontecimento da vida de alguém,mas ser pequeno e um dia alcançar a Grandeza!-

⁠Cada um escreve a história que viveu...
Eu tenho história pra contar, e você?
Ja viveu?

AFETO PESSOAL
Meus olhos que guardam marés, deito o corpo, mas não descanso a história. Levo um brilho úmido no olhar, de quem já chorou rios e ainda assim cultiva fontes. Tenho um rosto que é território sagrado, mapa de lutas silenciosas, de noites longas e amanheceres insistentes. Cada fio deste meu grisalho é um tempo que não se rendeu, é memória viva que se recusa a ser apagada. Tenho uma boca firme, carrego palavras que o mundo ainda precisa escutar. E mesmo no cansaço, há em mim uma força ancestral que não se curva, que não se cala, que não se perde. Sou uma mulher com existir poesia, dessas que não se escrevem, se atravessam. Eu sou Eli Odara Theodoro

Se a história do mundo tivesse sido contada por mulheres, talvez não houvesse tantas guerras, nem tanta sede de poder disfarçada de glória.
Porque a mulher conhece o valor da vida, ela gera, nutre e defende.
Enquanto muitos ergueram impérios sobre o sangue, ela ergueu mundos sobre o amor.
Se a voz feminina tivesse sido ouvida desde o início, talvez a humanidade tivesse aprendido que força não é dominar, mas cuidar; e que justiça não é punir, mas compreender.
O mundo seria menos um campo de batalha e mais um lar, firme, justo e humano.

Não era falta de amor próprio. Era a história pesando nos ombros.
Disseram que o problema estava nelas, mas nunca falaram das portas fechadas, dos corpos controlados, do medo herdado das que foram silenciadas antes. O sistema mudou o discurso, não a intenção: afastar, culpar, punir.
Quando o amparo falha, a violência aparece, e depois perguntam por que ela não saiu.
O feminismo nasce desse cansaço antigo, não como moda, mas como sobrevivência.
Enquanto tentarem calar as mulheres, cada voz erguida seguirá sendo resistência.

Quem faz um feito, faz uma história, quem faz um grande feito, se torna pra sempre memória. ⁠

A história não é escrita por fortes ou fracos, a história é escrita por quem se recusa a desistir.

Medir os outros com nossa RÉGUA, me faz lembrar aquela velha história!!!
O marido todos os dias parava diante da sua janela, olhava as roupas dos vizinhos no varal e dizia: Olha mulher, as roupas dos vizinhos são sujas e encardidas!!!
Um dia sua mulher respondeu: Não meu marido, o que está SUJO e ENCARDIDO são os vidros da nossa janela!!!

A história do Diabo e do Cavalo:
Um cavalo estava amarrado a uma árvore.
O diabo veio e o soltou.
O cavalo entrou na horta de camponeses vizinhos e começou a comer tudo.
A mulher do dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e matou o cavalo.
O dono do cavalo viu o cavalo morto, ficou enraivecido e também pegou seu rifle e atirou contra a mulher.
Ao voltar para casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do cavalo.
Os filhos do dono do cavalo, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês.
O camponês, em represália, os matou.
Aí perguntaram ao diabo o que ele havia feito e ele respondeu:
– “Não fiz nada, só soltei o cavalo”.


O diabo faz coisas simples...
Porque sabe que se o nosso coração está sujo, a nossa maldade faz o resto.

⁠Podem apagar minha história, mas minha memória jamais.

Eu não estou vivendo a minha história, eu tô vivendo a história que ela criou pra mim.

ANGOLA, A MÃE DESALOJADA

Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade.

O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas.

A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias.

O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África.

Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital.

Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo.

Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola.

Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos.

O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa.

Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante.

Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico.

Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional.

Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela.

Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias.

Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos.

É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados.

Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso.

Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola.

Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos.

Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país.

Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso.

Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho...

Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha.

Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra.

Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo:

"Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..."




Autor: Jack Indelével Wistaffyna

O Reino de Deus e nosso lugar na história


Muitas vezes, a fé cristã é reduzida à salvação pessoal e à vida ética individual. Esses aspectos são essenciais. Mas, quando isolados, nos fazem perder a visão mais ampla do que Deus está realizando no mundo.


O evangelho não trata apenas de ser salvo, mas de participar do reinado de Deus. O Reino não é somente uma experiência interior, nem apenas uma promessa futura. Ele é uma realidade presente, inaugurada por Cristo, que se manifesta por meio do seu povo na história.
Como destaca Scot McKnight, o Reino de Deus é o povo do Rei — uma comunidade chamada a viver sob o governo de Cristo e a expressar sua justiça, compaixão e verdade na vida concreta.


Quando reduzimos a fé ao âmbito individual, corremos o risco de transformá-la em algo privado, desconectado da missão de Deus no mundo.
A igreja, portanto, não é apenas um ajuntamento de pessoas salvas, mas o instrumento visível do Reino. Cada cristão é chamado a viver como participante ativo desse plano, não apenas aguardando o futuro, mas antecipando, no presente, aquilo que será plenamente consumado.

Não somos o que sentimos, nem a história que a nossa mente conta para dar sentido.
Somos o vasto silêncio que observa cada sentimento surgir e desaparecer.

Pessoas que se acham superiores
sendo apenas coadjuvantes em uma história que nem foi escrita por elas,
sendo apenas mais um personagem.
Não faz diferença nenhuma na história dos outros.

Nem que eu tente, não sei ser minimalista. Minha história é um relicário, uma loja de móveis usados, onde tudo guarda um sentido, uma memória, uma cicatriz bonita do tempo. Cada coisa em mim já teve função, já foi abrigo, já pertenceu a outro instante. E talvez seja isso que me faz inteiro: não o espaço vazio, mas o excesso de vida guardada nas gavetas da alma.

Ninguém escuta só com os ouvidos, escuta com a própria história.

Na nossa história, algumas páginas são pesadas como concreto. Algumas são escritas com sangue em vez de tinta; às vezes, enquanto estamos escrevendo alguém bate na nossa mão, pois escrevemos essa história com outras pessoas. A nossa história é longa, certamente não está no começo e não sabemos como nem quando ela acaba; não sabemos o que é vírgula e o que é ponto final. Continuamos um caminho que já nos precede, já que não começamos nossa história pelo primeiro capítulo. Nesse trajeto — muitas vezes caótico e sem direção — temos algumas pistas que nos fazem repensar. Nessa história, há muitos apócrifos, fragmentos e rascunhos aos quais provavelmente nunca teremos acesso.

"Qualquer um pode contar a história que você viveu, mas ninguém sentiu a sua trajetória."