História
Para mim, o fascínio da história reside nas minúcias da vida antiga, nos segredos incontáveis das pessoas comuns.
"A Geografia é a ciência que estuda o espaço e suas relações, suas construções e desconstruções, a relação homem-natureza, a antropia. Por isso, possui conexão direta com as Ciências Humanas, Sociais e Ambientais, e, por óbvio, é que, nos estudos e pesquisas geográficas há um diálogo permanente da Geografia com a Antropologia, a Sociologia, a Economia, a Política, o Direito, a História, a Biologia e a Filosofia. E como resultado desse diálogo, uma produção do conhecimento geográfico com rigor científico transcendente."
“O Direito está intrinsecamente relacionado com as Ciências Sociais e Humanas, por isso, para a realização da Justiça erudita, impoluta e plena, deve, necessária e perenemente, dialogar com a antropologia, a sociologia, a ciência política, a ciência econômica, a história, a geografia e a filosofia. Pois, como resultado dessa incessante interação, talvez tenhamos, com as futuras gerações, sociedades mais livres, mais justas e mais solidárias - um mundo mais civilizado.”
A vida é feita de escolhas que podem mudar cruelmente o rumo de nossas histórias, mas o problema é que nunca sabemos se estamos no caminho correto e muito menos se existe caminho correto.
"... uma pequena história, que não é vergonhosa nem extraordinária, recusava-se a sair. Nada de novo. Admiro-me de como se pode mentir com a verdade na mão"
Então foi assim que eles chegaram até você na América. Sem prisões, sem acampamentos, apenas crueldade insidiosa com seus filhos.
Aquela história que o amor e pra sempre, não é, nunca vai ser.
Se a própria vida tem um tempo indeterminado, quem dirá um sentimento.
Na estrada da vida, somos todos poetas e poetisas, construindo uma rima com nossas dores e maravilhas.
A VERDADE EM DUAS VERTENTES
Entrei no meu quarto, olhei para à estante, e escolhi o livro mais lindo; porém, ao ler não gostei.
Olhei novamente e achei outro livro, com uma aparência não tão boa quanto o anterior...
Dei início a partir do capítulo cem, assim portanto ignorando todos os 99 capítulos antecessores.
Após encerrar a história, pude perceber que de nada sabia, pois o começo clichê pode revelar o fim, mas o fim não é capaz de revelar a verdadeira história.
A vida é um misto de evolução e retrocessos. A história vai sendo construída de acordo com a evolução dos tempos. Com o passar dos dias e com a experiência acumulada, aprende-se a conviver em sociedade com comportamentos, deslizes, adaptações em culturas diferentes, num processo de aculturação. Aprende-se com a tropeços e traições, com as perfídias, deslealdade, desvios alheios, hipocrisia, manifestações autoritárias, ingratidão, e esse sem número de sentimentos e vazão do comportamento humano têm o condão de polir a conduta das pessoas, e aprimorar o caráter, desenvolvendo ações virtuosas, de fortalecimento da autoestima para continuar focado em atividades agregadoras, e às vezes se desviando para o caminho do mal ou do abismo.
[DEFINIÇÃO DE HISTÓRIA]
A História, já dizia Marc Bloch, é a “ciência dos homens no tempo”. Com esta simples frase, aparentemente tão singela, o célebre historiador francês conseguiu destacar algumas das principais questões que instigam todos aqueles que são fascinados pela história e amam a Historiografia. De um lado, a definição proposta postula que a História é uma ciência. Esta posição, tem sido a predominante a partir do século XIX, quando a História passa a ser vista pelos seus praticantes mais especializados como um saber de tipo científico, ou pelo menos um saber cientificamente conduzido. Existem até hoje, é claro, debates que questionam se a História é ainda um gênero literário específico e uma arte ou meio artístico de expressão – o que não impede que ela também continue a ser uma ciência mesmo quando incorpora estes atributos – e há mesmo os polemistas que procuram por em suspensão a cientificidade da História, sugerindo que ela não produz o tipo de “conhecimento verdadeiro” que se espera habitualmente de uma ciência típica [...] Não obstante, de modo geral a sociedade tem reconhecido os seus historiadores como praticantes de um saber que precisa ser aprendido seriamente, com suas normas e procedimentos, com suas teorias e métodos próprios de investigação e análise. Da mesma forma, todas as universidades, nos dias de hoje, localizam efetivamente a História entre os saberes científicos.
[...] A definição proposta por Marc Bloch também chama atenção para outras duas coisas importantes. É uma ciência “dos homens” (ou melhor, dos seres humanos), “no tempo”. Dizer que a história é uma “ciência dos seres humanos” – isto é, uma ciência humana – é reconhecer que o “humano” a envolve em três diferentes dimensões: a história fala de seres humanos, é escrita por seres humanos, e dirige-se aos seres humanos que serão os seus leitores ou ouvintes. Estes seres humanos também estão todos no “tempo”: os historiadores escrevem sobre homens e mulheres, e sobre sociedades, que viveram em tempos diversos; enquanto isso, eles mesmos – historiadores – estão ligados a um tempo que é a sua própria época, assim como os seus leitores. A História, enfim, é “humana” e “temporal” – e isto tanto no que concerne ao seu objeto de estudo, ao sujeito que produz este tipo de conhecimento (o historiador), e aos sujeitos que irão usufruir das realizações daí decorrentes como leitores ou espectadores.
Neste ponto, a definição proposta por Marc Bloch continua sendo bastante atual. Ela também chama atenção para outras duas coisas importantes. É uma ciência “dos homens” (ou melhor, dos seres humanos), “no tempo”. Dizer que a história é uma “ciência dos seres humanos” – isto é, uma ciência humana – é reconhecer que o “humano” a envolve em três diferentes dimensões: a história fala de seres humanos, é escrita por seres humanos, e dirige-se aos seres humanos que serão os seus leitores ou ouvintes. Estes seres humanos também estão todos no “tempo”: os historiadores escrevem sobre homens e mulheres, e sobre sociedades, que viveram em tempos diversos; enquanto isso, eles mesmos – historiadores – estão ligados a um tempo que é a sua própria época, assim como os seus leitores. A História, enfim, é “humana” e “temporal” – e isto tanto no que concerne ao seu objeto de estudo, ao sujeito que produz este tipo de conhecimento (o historiador), e aos sujeitos que irão usufruir das realizações daí decorrentes como leitores ou espectadores [...]
[trecho extraído de BARROS, José D'Assunção (org.). A Historiografia como Fontes Histórica. Petrópolis: Editora Vozes, 2022, p.7-9]
A justiça é o fator determinante de como a vida tem sido para cada um em todos os planos cósmicos com base nas ações individuais ao longo da história dos universos.
Às vezes, as histórias que não contamos às pessoas sobre nós mesmos importam mais do que as coisas que contamos.
O mundo vive tempos sombrios. E pode até ser que tenha esperança no futuro, mas a solução mesmo está no passado... Escrita na nossa história.
Todos que postam “me armo de livros”, nunca leram um livro na vida, se lessem, aprenderiam com a história, não deixando-a repetir e logo se armariam de armas.
Krïs Kirak
