Hipocrisia William Shakespeare Amor
Fico triste em saber que todos os nossos planos se foram por água abaixo....
agora só resta momentos em nossa memoria
"Ah, sim. Um verdadeiro escândalo. (...) Um alvo perfeito para quem a odiasse. As senhoras não somente lhe virariam a cara, como o corpo inteiro. 'Bom dia' não lhe diriam mais os senhores, e a 'boa noite' seria com os livros de Shakespeare de vez".
Milhares de anos atrás, na República, Platão ofereceu uma visão curiosa de pessoas que confundem sombras lançadas numa parede com a realidade. Na Ilíada, os troianos caíram por um cavalo. Shakespeare preferia sorrisos a pontas de espadas e colhia rosas mesmo sabendo dos espinhos. E, nos últimos anos, o viés cognitivo é utilizado como o último desespero para salvar a raça humana e substituir a coragem. O uso de palavra de sentido inverso ou oposto ao que quer ser proferido é empregado para gerar confiabilidade na informação. Como quando a televisão te manda desligar a televisão.
Uma criança que mal consegue soletrar o alfabeto
não conseguirá fazer bom uso
da leitura de um livro de Shakespeare.
Assim é um povo ignorante, politicamente falando.
Ainda que tente fazer escolhas corretas,
falhará em seu propósito.
A maturidade política é um processo
no qual o Brasil ainda engatinha,
e ainda continuará pagando caro por algum tempo
o preço de ter ingressado tardiamente na escola...
Nem todos os sonetos Shakesperianos mais profundos e eternos de amizade e respeito seriam suficientes para reconhecer o quão importante você é para mim.
De tanta inspiração meus nervos convulsivos de agonia clamam por uma dose de ventura, minhas ilusões minha saudade e minha eternidade sucumbida.
Como a aurora da manhã o gosto do vinho glorioso o cheiro dos livros antigos, do salgado das lagrimas perdidas nas belas leituras melancólicas de Lamartine, Byron, Shakespeare.
O Brasil é uma grande mentira. A caixinha mágica trasforma a ditadura em democracia; Um espetáculo de teatro sobre um dragão com várias cabeças. Quisera eu que tudo nao passasse de uma peça de Shakespeare terminada à ponta da pena: "Ele morre".
O vidro esta quebrado no coitado que escreve na parede com o braço ensanguentado a melodia que e um dia disseram não ser poesia, assim começa o dia, assim termina o dia, a escrita parecia até uma profecia, nela dizia tudo que ele queria, tristezas e alegrias, cada palavra em perfeita harmonia, como no Réquiem ele escrevia de seu Mortificare preparando seu luto final, de si e para si, seu sorriso me estremecia, mas ainda assim o homem escrevia, citou Mário de Sá em sua poesia, disse que não era o intermédio e sim o final da ponte de tédio pois ali acabara tudo que o homem criou, não viveu para os outros mas para sua morte, um preparo de uma vida ainda em seus últimos momentos precisou de alguma sorte, se o corte fosse profundo perderia os movimentos, se fosse muito raso, não seria tão mortal. Se como disse Shakespeare, a morte predomina na bravura, esse homem lutou contra a tirania usando sua própria agonia, e em sua ultima frase, o homem incita Brás Cubas, com um "Se não deixa boca para rir, também não deixa olhos para chorar"...
Orgulho dos Leões
Eminente engodo é pensar que o orgulho não é a nossa principal fraqueza! Insidioso inimigo que, com sua vil peçonha, envenena as profundezas da alma dos incautos.
Conduz passos, articula reações, influencia na tomada de decisões, e deturpa o bom siso. Até no mais pretenso humilde reverbera o orgulho de não ser como os demais! Entre "ser ou não ser' a resposta para a egrégia questão é: "não seja!", pois somente um pode declarar, sem sombra de dúvidas, "Eu sou!".
Ser – ou dissolver-se ?
Eis o fio da lâmina acesa:
Suportar as flechas do fado,
ou erguer-se, alma indefesa?
É nobre calar o grito
ou guerrear no mais fundo obscuro?
Afogar-se em mares aflitos
ou lançar-se ao céu mais puro?
Na dobra entre dor e coragem,
o espírito hesita em vão.
há tempestades por estas margens
beirando cada decisão.
CLICHÊS vs TRAGÉDIAS
Sou shakesperiano assumido,
prefiro as tragédias aos clichês.
Gosto de entender que há realidade
em tudo que é belo,
e que há aprendizado
em tudo que é feio.
Sou romântico progressista assumido,
prefiro a devoção ao autocuidado.
Gosto de fazer existir histórias
onde só havia ilusão,
gosto de ver luz
no meio da escuridão.
Deveria eu assumir as tragédias
e então reproduzí-las?
Ou inspirar-me em clichês do cinema,
em histórias não vividas?
Prefiro viver uma história de cada vez,
um sentimento de cada vez,
para que quando a hora enfim chegar
haja tanta realidade que já não se sabe
se é uma tragédia ou um clichê.
NEM MESMO VAN GOGH
Tudo um dia
Se vai
Eu um dia vou partir,
Todos vamos partir
As flores vão murchar,
A água vai secar,
E nós humanos, vamos nos matar
Sabe a única coisa que não se vai?
A tamanha beleza
Daquela garota
Nem mesmo Van Gogh
Conseguiria achar
Uma palavra para a descrever
Nem Shakespeare
Iria conseguir canta-la
Monalisa teria inveja de
Uma pintura sua, maldito da Vinci,
Errou em sua escolha de obra
Paralisia
Tudo está calmo
Nada se move
Só a brisa desliza
Sobre a água espelhada
Tudo está calmo
E o sentimento
É de que num instante
A bela rima virá
E sobrevoará o caos
Que desanima a existência
Tudo está calmo
Sim, senhor
Nem mesmo o amor ao próximo
Se movimenta.
Avanildo Moreira
"Há uns tempos na vida da gente
Que é bem salutar relembrar
Tempos bons e urgentes
Tão rápidos em se passar."
"Busquei na alma vadia dos poetas
No êxtase das quimeras soberanas
Verdades voláteis e profanas
Provilégio dos magos e profetas
Vi na névoa a amazônia de savanas
Donde antes homens por demais atletas
Destilavam o suor de sua gana
Vi por cinzas as vidas da floresta
Composto inorgânico de baganas
Destruição e morbidez tão completas
Que a natureza, quem sabe leviana,
Sugerindo uma saída hipotética
Propôs novas vidas...
Mas não humanas."
Avanildo Moreira Mateus - 1995
Antologia Poética - Poetas em Altamira.
Altamira, teu segredo foi revelado
Você mata inocentes e inocenta culpados...
Culpados por Belo Monte...
Culpados por tantas águas
Que trazem no horizonte
Um rastro de violência
Escrita em muitas tábuas
Transformadas em cruzes
De flores adornadas.
E o que se faz?
Nada e Nada e Nada!
O fazer também JAZ!
