Habito da Leitura

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Ter equilíbrio mental e emocional
em meio ao colapso
de mentes desgovernadas
e emoções em combustão
é um ato de resistência.


Um oásis erguido
no deserto
do descontrole total.


Porque, hoje,
não enlouquecer
já é insurgência.


Manter-se sã e inteira
é quase um crime
numa sociedade
profundamente adoecida,
agressiva e criminosa.
✍@MiriamDaCosta

E vejo o meu olhar
assim...
perdidamente inspirado
nesse encontro poético
do meu ser
com a paisagem outoniça
da Serra da Tiririca.
E vou caminhando
entre a Serra
e os meu versos ...
🖋@MiriamDaCosta

Na multidão humana,
encontrei a solidão
passeando com certa aflição
em cada coração...


No deserto da vida,
encontrei a imensidão
da solitude em sua plenitude
residindo na fértil inspiração
✍MiriamDaCosta

Vejo a atual crise cognitiva generalizada
como consequência
de uma desproporção profunda
entre prioridades e valores.


De um lado,
a digitalização,
onde quase todos já “nascem” ágeis,
rápidos, responsivos, treinados
para tocar, deslizar, reagir.


Do outro,
o processo
de alfabetização funcional,
lento, exigente, silencioso,
que pede tempo, atenção e permanência
para compreender, interpretar, elaborar.


Não se trata, porém,
de uma inteligência ampliada,
mas de uma habilidade deslocada,
onde sabe-se operar,
mas não necessariamente interpretar
e entender.


A velocidade
passou a valer mais
que a compreensão.


A resposta imediata
mais que a reflexão.


O acesso,
mais que o sentido.


E assim
se instaura o descompasso:


muita informação, pouca assimilação;
muita opinião, pouca elaboração;
muito ruído, pouca escuta;
muito falar, pouco dizer.


Talvez...
não estejamos diante
de uma falta de inteligência,
mas de uma inversão
de valores cognitivos,
onde pensar profundamente
se torna quase um ato de resistência.


Em decorrência...
a inteligência artificial
vai desenvolvendo-se
enquanto
a inteligência natural,
quando não estimulada
e exercitada,
corre o risco de adormecer.


Que não venhamos
a assistir, inertes,
à sua entrada
em coma profundo.
✍@MiriamDaCosta

A razão pertence aos parvos.


Muito se discute, chegando-se até ao extremo de agressões verbais e físicas na tentativa de impor a própria razão.


Esse fato, tão instintivamente primitivo, lamentavelmente ilustra o triste processo de perder a razão, mesmo quando ainda existia algum vestígio dela.


A razão é um complexo entrelaçamento de múltiplas razões.
Reconhecer e respeitar essa complexidade são prerrogativas individuais para um processo cívico de crescimento, evolução cognitiva e equilíbrio emotivo nas relações humanas.


Mas…
infelizmente, somos medíocres anões diante dessa gigante capacidade evolutiva que nos habita.


O universo da razão está a anos-luz
do céu ofuscado
pelas razões humanas.


✍@MiriamDaCosta

O oceano chamado internet
está repleto de tubarões famintos...


e de usuários, desatentos,
sangrando suas feridas...


✍@MiriamDaCosta

A hipocrisia das datas comemorativas!


No dia 19 de Abril
o Brasil
comemora o Índio,


nos outros 364 dias do ano
colabora á 360°
para a sua extinção.
✍@MiriamDaCosta

Eu nunca perco
esse meu estranho vício,
quase febre, quase delírio,
de acreditar na poesia do viver.


E então,
como um tsunami indomável
de sentimentos e emoções,
arrebento em mim mesma,
invado minhas próprias margens,
transbordo…
e sigo,
encravada,
cravada mesmo,
como farpa na carne do tempo,
nos versos da vida.
✍ @MiriamDaCosta

"Pois seja feita a vontade de Deus.
Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha Pátria! "
(Joaquim José Da Silva Xavier, 1746-1792)
ao ouvir sua sentença de morte.


Hoje 21 de abril de 2026 , o Brasil comemora o grande mártir Tiradentes.


Tenho duas perguntas a fazer sobre essa comemoração?


*1° Se hoje tivesse uma entrevista/pesquisa nacional na qual fosse perguntado :


" -Quem foi Tiradendes?
Porquê na data hodierna se comemora ele?
Qual a sua importância para o Brasil?


Qual seria o resultado da pesquisa?!


*2° Diante do atual cenário ,
onde carecem até o conceito e o real sentido de patriotismo, como Tiradentes , após o seu feito histórico, se sentiria assistindo ao degrado de valores, de princípios, de ideais, de lutas e de sacrificios?


@MiriamDaCosta

22 de abril,
Dia do “Descobrimento” do Brasil.


Ou melhor,
o dia da invasão
dos portugueses
em terras indígenas.


22 de abril
não me peça celebração.


Não houve descoberta.
não havia vazio.
não havia silêncio
à espera de um nome estrangeiro.


Havia vida.
corpos.
línguas ancestrais
respirando o mundo
antes de qualquer cruz fincada na areia.


O que chamam de descobrimento
foi ruptura.


foi chegada armada
de um outro deus,
de outra fome,
de outra sede:
de terra,
de ouro,
de domínio.


22 de abril
não é nascimento.


é ferida aberta
na pele originária
deste chão.


No calendário,
marcaram em tinta oficial:
“descobrimento”.


Mas a terra já sabia de si.


Já se reconhecia
no canto dos rios,
na memória das árvores,
no passo leve
dos que a chamavam de mãe.


Então vieram eles,
com mapas nas mãos
e ausências nos olhos,
e ousaram dizer:
“encontramos”.


Como se fosse possível
encontrar o que nunca esteve perdido.


22 de abril
não é o dia em que o Brasil nasceu,


é o dia
em que tentaram renomear
o que já tinha alma.
✍ @MiriamDaCosta

‼️ MULHERES! ‼️


Antes de iniciar um relacionamento
é melhor correr a ficha criminal do indivíduo em uma delegacia( melhor se for numa delegacia da mulher) ou no site Jusbrasil ( é grátis!).


Também exigir um laudo psiquiátrico e um teste específico da neuropsicologia,
para detectar tendências narcisistas entre outros fatores determinantes...


É bom também o teste HIV.


Ficam as dicas para esses tempos complicados e até monstruosos.
✍@MiriamDaCosta


Feminicídio RJ Brasil

Viva
tomando
todos os dias
comprimidos
de Buscopaz!... 🕊
✍ @MiriamDaCosta

Muitos carecem de lavar
suas roupas sujas
e até encardidas
em águas limpas e cristalinas...


para depois estendê-las
no varal sob o sol
e aos cuidados do vento...


Não é sobre roupas!


Há quem carregue tecidos
manchados de dentro,
impregnados de silêncios
mal lavados,
de culpas acumuladas
nas dobras do tempo.


Carecem de mergulho,
não em qualquer água,
mas naquelas raras,
límpidas o bastante
para não negociar com a sujeira.


É preciso esfregar as fibras da alma,
retirar o que já endureceu como hábito,
o que já se confunde com a própria pele.


Depois, sim,
estender ao mundo,
sem esconder nas sombras,
e permitir que o sol revele,
que o vento atravesse,
que o tempo termine
o que a coragem começou.


Porque há manchas
que não saem no escuro.


E não,
nunca foi sobre roupas...
✍@MiriamDaCosta

Enquanto uns
inventam cursos para homens
enfraquecidos e etc e tal...
e outros
se ocupam em apoiar
ou criticar tais invenções...


eu, no meu canto, permaneço,
observando e refletindo.


E, nesse silêncio que me acompanha,
recordo um episódio antigo,
daqueles que o tempo não apaga,
porque certas palavras não envelhecem…
elas permanecem.


Em um grupo de escritores, poetas
e pensadores,
alguém, certo de sua própria lucidez,
aconselhou-me a fazer um curso
para aprender a escrever poesia.


Lembro-me com nitidez.
Há frases que não passam,
ecoam.
Minha resposta foi simples, direta,
como sempre procurei ser:


A poesia, desde sempre,
brota do meu âmago.
Não a busco, ela me atravessa.
Poesia se sente.
Poeta se nasce.
Pode-se estudar técnica, forma, estrutura,
pode-se aprender a organizar palavras,
a dominar ritmos e estilos…
mas há algo, esse algo essencial,
que não se ensina.


É o que separa
o ser
do aparentar ser.


E assim também é o humano,
um homem de princípios,
uma mulher de valores,
não se constroem em cursos rápidos,
nem em fórmulas prontas.


Nascem, sim,
mas sobretudo se desenvolvem
no seio das relações,
no convívio, no exemplo,
no tecido invisível da educação cotidiana.


O que realmente falta,
e disso pouco se fala,
não são métodos para "corrigir"
ou "melhorar" identidades,
mas sim, educação humana.


Educação para o respeito.
Para a escuta.
Para a diferença.
O resto…
é puro ruído tentando se vender
como solução.


Uma confusão de ideias
que confundem ainda mais
o que anda confuso.


✍@MiriamDaCosta

WE foi bordando as minhas feridas
com versos,
que as cicatrizes da minha alma
se tornaram paisagens de poesia.
✍ @MiriamDaCosta

A ostentação da riqueza
é, na verdade,
a vulgar pobreza
da própria personalidade.
✍ @MiriamDaCosta

Como podem os parvos
ter o livre-arbítrio
se lhes falta a cognição?
✍@MiriamDaCosta

O Brasil 🇧🇷
(suas instituições governamentais, jurídicas e o próprio povo brasileiro) tem o dever ético e moral de deixar de tratar o clã Bolsonaro e seus aliados como representantes legítimos de uma corrente ideológica de direita ou extrema direita.


O bolsonarismo, pelo que demonstrou ser ao longo dos anos, ultrapassou os limites da disputa política e passou a simbolizar um projeto profundamente marcado por práticas antidemocráticas, pela violência política, pela disseminação do ódio, pela desinformação e por relações obscuras com estruturas criminosas e milicianas.


A direita e a extrema direita brasileiras,
assim como setores das instituições nacionais (inclusive das Forças Armadas) tiveram suas imagens profundamente manchadas por essa onda nefasta.


Nunca, na história política recente do Brasil,
um movimento produziu efeitos tão devastadores em tantas dimensões da vida nacional: social, institucional, ética, democrática e humana.


E aqueles que continuam sustentando, normalizando ou defendendo esse projeto político tornam-se, de alguma forma, coniventes com tudo aquilo que ele representa.


✍@MiriamDaCosta

Maio 2026


O tempo está passando na minha frente,
sem me pedir permissão ou desculpas,
e ainda assim...
eu não o recebo com revolta.


Porque apesar das perdas,
das marcas,
das despedidas silenciosas
e das estações que ele levou de mim,
foi o próprio tempo
quem também me ensinou
a suportar tempestades,
a amadurecer raízes,
a reconhecer o valor do instante
e a transformar dor em consciência.


Então, enquanto ele atravessa meu rosto,
meus dias e a minha história,
eu o olho nos olhos
e digo:
- Obrigada!
✍@MiriamDaCosta

Eu sou um verso
do mistério da vida
no poema do universo.


Eu sou uma poesia
que não se mede,
não se ajoelha
e nem se deita
em linhas e estrofes.


Eu sou um poema
escrito sem espaço
nem tempo,
na memória do tempo
atemporal.


Eu sou um ponto de interrogação
exclamando as reticências
de um ponto final,
perdido entre o início
e o fim.
✍@MiriamDaCosta