Habito da Leitura

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Existe uma contradição, fruto da ignorância
do não saber/conhecer e também do caráter,
no afirmar que Trump liberou a Venezuela de um ditador.


Óh, céus da ignorância!!!


Onde um ditador pode liberar
um Nação de outro ditador?!!


Essa ignorância nasce tanto da ignorância política quanto da má-fé discursiva.


Dizer que Trump “libertou” a Venezuela de um ditador é um nonsense conceitual.


A resposta é simples e incômoda:
- Em lugar nenhum.


Isso só existe na propaganda, na ignorância política ou na conveniência ideológica.


E acreditar nessa narrativa exige ignorar o óbvio , ou seja, o autoritarismo não se
combate com autoritarismo.


Isso não é libertação , é pura propaganda política de parte.


✍©️@MiriamDaCosta

EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA!!!


Cientistas e pesquisadores renomadíssimos do mundo das galáxias
e de outros mundos
possíveis e imagináveis...
acabam de declarar a existência de petróleo
⛽⛽⛽ em todos os sistemas estelares conhecidos ...


Diante dessa descoberta “inesperada”,
os EUA, com seus fiéis aliados
(União Europeia, Israel e quem mais aparecer pelo caminho...),
já se prontificaram a levar até esses espaços siderais:


a “defesa da democracia alienígena”,


o “combate ao tráfico de partículas estelares”,


a “proteção da liberdade intergaláctica”,


e, claro, a prisão e o devido processo de seus líderes, presidentes e entidades cósmicas suspeitas...


E, para garantir a ordem universal,
auto-proclamaram-se, com a habitual modéstia,
administradores oficiais desses territórios espaciais...


Porque, afinal,
onde há petróleo,
há missão civilizatória Made in USA. 🚀⛽


✍©️@MiriamDaCosta

Fiz um pacto com a Saudade


Abri-lhe
as portas escancaradas
do coração
e da minh’alma.


Prometi
nunca expulsá-la,
nunca anestesiá-la,
nunca pedir trégua.


Em troca,
que Ela me esmague as veias,
estrangule as artérias,
e sugue, sem piedade,
o pulso vivo do meu ser,


até que eu sangre
não feridas,
mas palavras,


expressões ternas
como a dor
que reconhece,
fundas como abismos
que respiram


e versos que escorrem,
coagulam,
e fixam na carne da escrita
a sua essência.


✍©️@MiriamDaCosta

Houve um tempo em que a ignorância envergonhava-se de si mesma,
tanto que se recolhia à timidez e ao pudor.


Nos tempos atuais, não.


A ignorância converteu-se em espetáculo:
exibe-se por todos os meios possíveis e imagináveis, ostentada com um orgulho desmedido.


Houve um tempo em que a ignorância ao menos tinha vergonha de existir,
recolhia-se, constrangida, à sombra da timidez e do pudor.


Hoje, não.


A ignorância perdeu o constrangimento,
aboliu a vergonha e transformou-se
em virtude pública com direito
à fanáticos seguidores.


Exibe-se ruidosamente,
disputa holofotes,
exige aplausos e se orgulha
da própria miséria intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta

📆 07 de janeiro ❤ Dia do Leitor 📚


Ode ao Leitor


Querido Leitor,
tu que chegas de mansinho
e, sem pedir licença,
habitas minhas entrelinhas.


És o silêncio atento
entre uma palavra e outra,
o sopro que reacende
o que parecia morto no papel.


Sem teus olhos,
meus versos seriam apenas
ossos de letras,
corpos sem pulso,
gritos sem eco.


És tu quem dá voz
ao que escrevi em silêncio,
quem sente a dor que não sangra,
quem reconhece a alegria
que não soube sorrir.


Leitor,
tu não passas pelo texto ,
tu ficas.
Te demoras.
Te implicas.


E ao ler-me,
reescreves-me dentro de ti.


Por isso hoje,
07 de janeiro,
não celebro apenas o ato de ler,
celebro o encontro:
quando no silêncio da solitudine
a minha escritura
encontra a tua leitura
e, por um instante raro,
ambas se reconhecem vivas.
Conectadas.


Gratidão por existir! ❤
✍©️@MiriamDaCosta

Existem momentos
em que o meu âmago,
tão visceral,
como um vulcão,
entra em erupção,
jorra intensidade,
expele profundidade
e minhas veias
pulsam versos,
poesia
em estado de lava,
palavras incandescentes
que golpeiam,
sem pedir licença,
a delicadeza desse meu sentir
forte e violento.
✍©️@MiriamDaCosta

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo


O Fotógrafo é aquele
que eterniza a poesia
de uma paisagem,
de um momento
e da História.


É o guardião do instante
que o tempo tentaria apagar,
o artesão da luz
que molda silêncios
em imagens que falam.


Com olhos atentos,
ele escuta o invisível
e revela o que
passaria despercebido
à pressa do mundo.


Congela o efêmero
sem lhe roubar a alma,
transforma segundos
em memória
e memória em legado.


Entre sombras e claridades,
escreve com luz
aquilo que as palavras
nem sempre alcançam.


Fotografar
é um ato de presença,
um gesto de amor pelo real,
um pacto silencioso
com a eternidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Cada médium é responsável por suas escolhas, seus erros, seus vícios
e por tudo o mais que lhe compete.
Entidade nenhuma pode (nem deve!)
exercer a prerrogativa do livre-arbítrio do médium.


As entidades fazem muito por seus médiuns, mas, se o médium não faz a sua parte,
não se deve interrogar a ação nem a responsabilidade da entidade, seja ela qual for.


Ajuda-te, e Deus, os Orixás, os Santos e as Entidades te ajudarão.


Cada médium responde por si.
Pelas escolhas que faz, pelos erros que repete, pelos vícios que alimenta.


Nenhuma entidade invade o território do livre-arbítrio.
Nenhuma assume culpas que não lhe pertencem.


Entidades sustentam, protegem, orientam.
Mas não vivem a vida no lugar do médium.
Não escolhem por ele.
Não caem por ele.


Quando o médium se omite, tropeça ou se corrompe, não é justo (nem honesto!)
apontar o dedo para o sagrado.


Espiritualidade não substitui caráter.
Fé não anula responsabilidade.


Ajuda-te.
Porque só então Deus, os Orixás, os Santos e as Entidades podem te ajudar.


✍©️ @MiriamDaCosta

Às vezes é urgente
desligar-se do mundo
e de suas loucuras tóxicas
que escorrem pelas veias do cotidiano.


É preciso uma desintoxicação radical
do mal entranhado
nessa realidade coletiva adoecida
em que somos constrangidos em sobreviver.


Ser loucamente são
não é escolha estética,
é prioridade vital,
para não adoecer
da insanidade generalizada
que grita, contamina
e se normaliza.


Se o mundo padece
de uma doença profunda
em tudo e por tudo,
que nos salvemos, então,
com a ousadia
de uma sanidade fora do padrão.


A poesia, a arte, a música,
a natureza
(esses bálsamos indomáveis)
ainda nos mantêm vivos
onde tudo insiste em apodrecer.
✍©️@MiriamDaCosta

Nos teus braços
eu fui um esturrar
mas parte de mim
foi um querer fugir
e desflaldar...
Desculpe... mas a minha sina ,
sempre foi querer
seguir o Mar.
✍©️@MiriamDaCosta

Minha Aura Cigana 💃


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a não criar raízes
onde o chão era lágrima,
insegurança e medo.


Minha alma carrega estradas,
olhos atentos ao horizonte,
bolsos vazios de posses
e o peito cheio de destino.


Trago no corpo os vestígios do tempo
e no espírito a liberdade inquieta
de quem nunca pertenceu ao cárcere
do que é fixo, morno ou imposto.


Sou passagem,
sou vento que não pede licença,
sou chama que arde,
que aquece, que queima,
mas não se deixa apagar.


Minha aura é cigana
porque escolheu a travessia
em vez do conforto,
a verdade em movimento
em vez da paz mentirosa do repouso.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
preferi não fincar raízes
em solos contaminados de medo.


Carrego comigo lembranças e cicatrizes
que não pedem e não suportam
curiosidade, piedade e nem falsidade
apenas passagem.


Minha alma aprendeu cedo
que permanência, muitas vezes,
é apenas uma forma educada de prisão.


Trago nos olhos a dor das despedidas,
nos pés a poeira das estradas,
no peito um coração indomável
que sangra, mas segue adiante.
Sempre!


Sou feita de partidas,
de incêndios internos,
de escolhas que doem
mais nunca, a renúncia
a mim mesma.
Nunca!


Minha aura é cigana
porque recusou o conforto
doce da mentira
e escolheu vagar com a verdade
latejando na carne,
pulsando nas veias,,
acariciando a mente
e pacificando a consciência.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a ouvir o chamado
das estradas invisíveis
mais plenas de visão.


Minha alma
dança com o vento,
baila com as marés,
reconhece constelações
onde outros veem apenas noite.


Carrego no coração um mapa
que não conhece fronteiras e limites
e um tempo que se move
no compasso da liberdade.
Oh! Amada Liberdade!
Senhora do meu viver!


Sou feita de travessias serenas,
de tempestades arrebatadoras,
de silêncios que ensinam,
de palavras que ecoam,
de versos que florescem
sem pedir residência.


Minha aura é cigana
porque prefere o caminho
ao destino, e faz do mundo
um eterno lugar de passagem.


Vivi, senti, sofri,
sangrei e chorei,
por isso sigo adiante.
Sempre!
Raízes me pesam e sufocam,
Estradas do viver e do sentir
livre e leve, me salvam.


Minha aura é cigana:
não pertence,
atravessa o seu caminho.
E nada e ninguém
vai tomar posse
de mim.


O sol me ilumina,
a Lua me protege,
a vida me ensina
que seguir livre
é a minha sina.
✍©️@MiriamDaCosta

* Rio de Janeiro (a Cidade "Maravilhosa" )
e o seu maior Réveillon do mundo e as suas menores prioridades sociais.


Enquanto o Réveillon da cidade do Rio de Janeiro é oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo, a chamada “cidade maravilhosa”
segue convivendo com altíssimos índices
de precariedade em áreas essenciais
como segurança pública, saúde e educação.


Soma-se a isso a recorrência de acidentes ambientais, muitos evitáveis, que resultam
em mortes e na perda de moradias, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.


O título internacional rende visibilidade, turismo e manchetes festivas. Mas recordes não curam doentes, não educam crianças, não previnem deslizamentos, nem protegem vidas.


Há uma contradição gritante entre o espetáculo celebrado por algumas horas e a dura realidade enfrentada diariamente pela maioria dos cariocas.


Não se trata de demonizar a cultura, a festa ou o direito ao lazer coletivo. Carnaval e Réveillon fazem parte da identidade cultural da cidade e do país.


O problema central está na priorização orçamentária e no uso político do espetáculo como instrumento de distração social.


Gastam-se cifras exorbitantes em eventos pontuais, altamente visíveis, enquanto serviços públicos básicos permanecem cronicamente subfinanciados.


A pergunta que precisa ser feita , e que costuma incomodar, é simples e necessária:


-Não seria mais sensato que parte significativa dessas verbas fosse investida, de forma contínua, nos setores que realmente sustentam a vida cotidiana da população?


1° Educação de qualidade não gera aplausos imediatos, mas constrói futuro.


2° Prevenção ambiental não rende selfies, mas evita tragédias.


3° Saúde pública estruturada não vira atração turística, mas salva vidas.


4° Segurança pensada para além da repressão não estampa capas internacionais, mas garante dignidade.


O risco de se vangloriar apenas dos grandes eventos é cair na velha lógica do “pão e circo”, onde o brilho do espetáculo anestesia a crítica e normaliza o abandono.


Uma cidade não pode medir sua grandeza apenas pelo tamanho de suas festas,
mas pela capacidade de cuidar de seu povo todos os dias do ano.


Talvez o verdadeiro recorde que o Rio de Janeiro devesse almejar não seja o de maior Réveillon do mundo, mas o de uma cidade que investe com responsabilidade, justiça social e visão de futuro, onde celebrar não seja uma fuga da realidade, mas consequência de uma vida digna.


O meu maior desejo para os cariocas
(e também para todos os brasileiros)
é a conscientização a respeito.


Saúde e Serenidade!
✍©️ @MiriamDaCosta

Quanto maior a bravura e valentia
que um homem demonstra ter...
maior é a COVARDIA
que tenta esconder.
✍©️@MiriamDaCosta

Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.


Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.


Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.


Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.


Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.


Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.


Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo (2)


O Fotógrafo
arranca a poesia
das entranhas da paisagem,
violenta o segundo
antes que ele apodreça no tempo.


Caça o instante
com olhos famintos,
respira luz,
sangra sombra,
dispara o silêncio.


Congela o que nunca mais será,
fere o fluxo da História
com um corte preciso
e chama isso de memória.


Não pede licença ao mundo:
invade, captura,
expõe a nudez do real
sem filtros morais.


Fotografar
é um ato de risco,
um confronto direto com o efêmero,
uma emboscada armada
contra o esquecimento.


O Fotógrafo sabe:
toda imagem é um grito
preso num instante
que se recusa a morrer.


✍©️ @MiriamDaCosta

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Autodidata,
aprendi datilografia
nas tardes lentas
em que escrever
era o meu brinquedo secreto,
o meu passatempo preferido
de menina
que já pressentia
o destino das palavras.
✍©️@MiriamDaCosta

Escrita e Sentido


Pode ser que alguém
lá fora, longe de ti,
precise adentrar-se na tua escritura
e emergir nas mensagens
que dela brotam,
como quem busca ar
no fundo de si
e encontra, nas tuas palavras,
um sopro de sentido
para continuar...
✍©️@MiriamDaCosta

⚖ 🐕 Justiça pelo cão Orelha!
Estátua não, Justiça sim! ⚖ 🐕


Construir uma estátua é um gesto vazio
quando a impunidade segue sendo defendida
a unhas, dentes e poder financeiro
pelos próprios envolvidos no caso.


Antes da pedra, do bronze e do verniz simbólico, que se construa a Justiça.
A verdadeira,
a que não negocia vidas,
a que não se curva ao privilégio,
a que não transforma crime
em nota de rodapé.


Depois, só depois,
falamos em estátua, em memória,
em homenagem ao cão Orelha.


E ainda assim,
que seja um dever ético
que cada centavo dessa homenagem
seja custeado por seus assassinos,
como lembrança permanente
do que fizeram
e do que tentaram apagar.


Santa Catarina,
estado que os fatos insistem em denunciar
como o mais xenófobo do Brasil,
agora amplia sua lista de intolerâncias:
além das pessoas, volta-se também
contra os cães de rua.


Quando a violência escolhe os mais vulneráveis
e a Justiça escolhe o lado do silêncio
e do poder de famílias abastadas...
não há estátua que absolva,
não há homenagem que repare,
não há memória que se sustente
sobre o alicerce da impunidade.
✍©️@MiriamDaCosta

27 de Janeiro 🌎 Dia Internacional da Memória


A memória não pode ser seletiva!


Hoje o mundo lembra o Holocausto.
E deve lembrar!
Porque esquecer é abrir as portas para que o horror se repita.


Mas a memória que escolhe quem merece luto
não é memória, é conveniência.


Enquanto há um dia internacional para recordar o extermínio de um povo,
outro segue sendo exterminado ao vivo,
sob bombardeios normalizados,
ocupação prolongada,
cerco, fome, deslocamento forçado
e silêncio diplomático.


O povo palestino não morreu em livros de história. Morre agora.
Diante das câmeras.
Diante dos acordos.
Diante dos vetos.


Não há um dia oficial para lembrar Gaza,
nem para as crianças soterradas,
nem para as casas apagadas do mapa,
nem para um território invadido
com o carimbo da “autodefesa”
e o financiamento das grandes potências.


Se “nunca mais” não vale para todos,
não é um princípio,
é um privilégio.


A memória verdadeira
não serve para consolar consciências,
serve para impedir novos crimes.
E quando a dor de uns é reconhecida
enquanto a de outros é relativizada,
o mundo falha de novo.


Que o dia em memória das vítimas
não seja apenas um ritual do passado,
mas um espelho incômodo do presente.


Porque a história
não absolve o silêncio,
os olhos tapados
e as mãos encharcadas de sangue.
✍©️@MiriamDaCosta