Habito da Leitura

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Qual de nós nunca sentiu que a personagem que está lendo na página impressa é mais real do que a pessoa que está do nosso lado?

Se encontrarmos um homem de rara inteligência, devemos perguntar-lhe que livros ele lê.

Pra quem sabe ler, uma palavra é livro.

Não sou espelho, não reflito, não repito. Sou um bom livro, páginas envelhecidas e uma boa história.

Quando me param na rua, em uma praça ou no trem para me perguntar quais livros ler, eu sempre respondo: “Leia aquilo que te apaixona, essa será a única coisa que te ajudará a suportar a existência.”

Existem livros cheios de boa escrita que não têm histórias muito boas. Leia, por vezes, pela história ... não seja como os esnobes literários que não fazem isso. Leia, outras vezes, pelas palavras - a linguagem. Não seja como os covardes que não fazem isso. Mas quando você encontrar um livro que tem tanto uma boa história quanto boas palavras, valorize esse livro.

Um dia, arriscou ir à biblioteca do palácio e ficou satisfeita ao descobrir como os livros podem ser boa companhia.

Quando pessoas inteligentes leem, elas se fazem uma pergunta simples: o que eu planejo fazer com essa informação?

Meu leitor ideal é um leitor vagaroso, que lê em pequenos e lentos goles. O mundo não pode ser descoberto numa leitura rápida.

Não é você que lê o livro. É o livro que lê você.

Ler Clarice é quase um desafogamento. É perder o ar para saber como é respirar.

Eu gosto de ler a última página de um livro mais do que qualquer outra coisa.

Livros são fragmentos da alma de um outro alguém.

Nem todos os leitores são líderes, mas todos os líderes precisam ser leitores.

Adorava se perder entre as páginas do livro. Em dias em que a realidade parecia pesada demais para suportar, as histórias eram sua salvação.

Trocadilhos são a forma mais elevada da literatura.

Chibata

Da lua se vê o brilho pratear,
a sua beleza divulgar,
pele negra brilhando ao luar.
Sob a água que prateada
brilhava, morada de Olucun,
Inaê, Janaína e Yemanja,
Da força de Kisanga, de seu
encanto Kianda, sereia do mar.

Pele negra de prata, que passou
por chibata, de sinhô que
açoitava, a negra escrava.
De cara caçava, nem motivo inventava,
a sonata cantava, o grito em pranto escutava.

O sangue corria, ela era
violada e lágrima caia, com
seu brilho prata!

Pele negra marcada,
mente negra sem cor, esquecendo a dor,
lembrava com fé de Olocun sim, seu sinhô.
Apanhar não matava, morrer não era medo, era fuga era desejo!

A'Kawaza

(...) Não ler, pensei, era como fechar os olhos, fechar os ouvidos, perder sentidos. As pessoas que não liam não tinham sentidos. Andavam como sem ver, sem ouvir, sem falar. Não sabiam sequer o sabor das batatas. Só os livros explicavam tudo. As pessoas que não leem apagam-se do mapa de Deus.

Foram ensinar o lobo a ler: "Diga A". "A ovelha". "Diga B". "Bezerro".

Uma pessoa que não lê não pode ser considerada melhor do que uma pessoa que não pode ler.