Há pessoas que
Comentando a frase de Charles Bukowski - "Há pessoas inesquecíveis e para isso não há cura".
De fato, não há cura, pois é um sentimento solitário daquilo que naturalmente não se pode esquecer, o impossível não é tão utópico. No final das contas, a culpa é nossa. Por isso, exagerar-se-á sempre da mesma coisa: poesias, álcool, filosofia e saudades. Para essas coisas loucas, uma boa filosofia com uma bebida qualquer.
Há pessoas com as quais nunca conversei, nunca troquei uma só palavra mas sinto uma conexão tão grande, me identifico, algo que por vezes não ocorre com aqueles que conheço a vida inteira.
Há pessoas que morrem tão dignamente que fazem do último momento o clímax de suas vidas: os mártires cristãos.
Há pessoas que são capazes de fazer tudo pelas outras. Mas também há pessoas que não são capazes de perceber isso.
Há pessoas que têm medo da vida. Há pessoas que têm medo da morte. Há pessoas que têm medo da vida e da morte. Mas o mais essencial é não ter medo de viver e viver sem medo de morrer.
Há pessoas com quem não posso tocar em determinados assuntos, pois devido a seus pensamentos deturpados à respeito, essas pessoas acabam me fazendo mal.
Há pessoas que, a vontade é que jamais tivesse conhecido. Mas como dizem por aí: "todas tem algo a nos ensinar..." e eu me apego nessa premissa de que, jamais quero ser igual à você e causar sofrimentos como os que um dia recebi de ti!
Há pessoas que tem um coração, outras apenas um cérebro. A diferença entre elas.. é que quem possui realmente um coração.. é um ser humano de verdade!
Há pessoas que limitam suas vidas em torno de pequenos mundos a sua volta, outras são comobrilhantes estrelas, capazes de iluminar o Universo ao seu redor.
Há pessoas que buscam apenas corpos, outras cegas paixões, mas há os que buscam o verdadeiro amor que transcende o próprio coração.
Amor em suas formas.
Há pessoas que cruzam nossas vidas, deixando marcas eternas,
Independente do que ocorreu, o amor perdura pelas jornas.
É válido amar alguém que já não está em nossa história,
Pois o amor transcende o tempo, é uma eterna memória.
Histórias foram vividas, passagens marcaram presença,
Mas isso não impede de seguir em frente com recompensa.
Amar quem já se foi não diminui o amor por quem está,
Pois o amor é perene, em formas diversas há de perdurar.
Assim, segue a vida, acolhendo outras almas maravilhosas,
Pois o amor não é efêmero, em suas múltiplas formas preciosas.
Amando com intensidade, sem limites ou restrições,
O amor é eterno, multiplicando-se em múltiplas direções.
Há pessoas que se guiam durante toda uma vida pelo padrão que lhes foi passado na infância e jamais se questionam se haveria uma forma melhor de viver suas experiências, como se fossem estanques e não tivessem relação entre si. Ao observador fica perceptível que nascem em determinado momento e deixam a vida como se o tempo não tivesse passado, tanto em autopercepção quanto nas mudanças que ocorreram em torno delas. Longevidade, portanto, nunca foi sinônimo de evolução.
Há pessoas que com um único gesto conseguem fazer toda a beleza de anos se desmanchar ao primeiro contato com elas; e tudo o que se construiu durante uma vida inteira em minutos ser transformado em cinzas; como pessoas que antes conviviam em harmonia se virem cercadas de inimigos; e até o bem mais precioso que se possua sendo tratado como comida de porcos. Não são pessoas que se costuma falar como tendo um “dedo podre”, mas que carregam a podridão na própria alma e se ocupam em espalhá-la por onde quer que passem.
Há pessoas que se definem como "autênticas" porque desenvolveram o hábito de revelar às demais todas as impressões que estas lhes passam. São o que se poderia chamar de "autênticos compulsivos".
Na realidade o que não conseguem é "segurar a língua" em nome de uma pseudo-autenticidade que muitas vezes revela uma agressividade incontrolável - involuntária ou não - quase sempre associada à violação grosseira da intimidade alheia ou, no mínimo, insensibilidade para com os sentimentos dos outros.
A não ser que o expressem de forma inequívoca, nem todos se acham preparados ou desejam conhecer todos os detalhes da impressão que passam para os demais. Há que se ter cuidado, portanto, com verdades ligadas no "piloto automático" e não solicitadas. E mesmo quando alguém afirma desejá-las, o mínimo que merece é que tal impressão seja passada de uma forma elegante e, sobretudo, gentil, independente do grau de honestidade empregada. Nada mais equivocado do que confundir grosseria com sinceridade!
Há pessoas que não suportam uma dose de sabedoria, já se embriagam de uma amarga revolta e crítica, desprezando o conhecimento e tentando diminuir aquele que o profere.
