Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
O medo é um carcereiro impiedoso. É ele que abre as portas da masmorra que há no Homem e o torna prisioneiro de si mesmo.
Amor e cuidado, penso eu, são coisas indivisíveis. Quem ama cuida. É verdade que há quem cuida e não ama, mas quem ama e não cuida é impossível.
Palavras...
Há palavras que sorriem...E outras que choram...
Sorriem quando estamos alegres...
Choram se estamos tristes...
São assim as palavras da nossa vida.
Quero ver as minhas palavras sempre a sorrir. Sinal que estou feliz e tenho motivos para fazer sorrir as minhas palavras...
Quero ser livre, liberta,
É minha vida, e eu vivereis até o último segundo dela,
Viajareis há Itália Veneza talvez, é quase certeza,
Mas só quero um lugar que eu possa dizer "é meu canto, é minha vida é minha liberdade!", é eu sempre irei buscar a minha felicidade, pois minha vida e meu livro onde sou autora é personagem principal, eu eu quiser sair para festejar com os amigos mesmo sem motivo, eu saio, se eu quiser adotar um gatinho ou um cachorro, eu adoto, pois eu corro atrás do que me faz feliz.
A boca é um instrumento sagrado, permita que ela transforme em palavras somente o que há de melhor no seu coração. Se não for pra apaziguar, trazer paz e positividade mantenha as palavras nocivas sob a grade do silêncio.
Misticos Cemitérios -
Tudo em torno é silêncio e solidão.
Junto às sepulturas inda há gente que s’inclina,
buscando ouvir palavras, que em surdina,
os mortos, ao ouvido, lhes dirão – é vão!
Aqui, junto às sepulturas, apenas oração
que o caminho das Almas ilumine,
numa Espiral-de-Fé que as “fulmine”,
elevando-as ao alto em mística Ascensão!
Diáfano silêncio! A Voz-de-Deus
ressoando do Além, Paz vindoura d’outros Ceus,
sombreada por ciprestes e cedros de saudade.
Naquele Espaço-Etéreo há um doce encantamento,
uma Paz Religiosa, um puro sentimento,
Portal-de-Vida que vai da Morte à Eternidade …
Horas Ociosas -
Há horas que nos vivem
de tristeza e agonia, horas ociosas
que a ilusão nos perpetua! E as Almas sentem
tristes agonias, frias ilusões em horas mortas ...
Alta vai a Alma à hora da morte,
já o tempo, afoito, se lhe esgotou,
já se foi, despedaçada a sua sorte
agoirada por um corvo que ali passou ...
Grasnou! Grasnou! Soturno, austero ...
Noite densa, esvai-se a Luz
e o negro corvo poisa na mormória cruz!
Olhou! Olhou! Sombrio em desespero ...
Tlão ... tlão - no cemitério - não viu ninguém!
E num lento restolhar levanta voo e voa além ...
Do Esquecimento I -
Eu sou o que escrevi,
mas há como esquecer,
a morte, esse eterno adormecer
pode apagar o que vivi ...
A memória é coisa breve,
o esquecimento uma verdade,
que a terra seja leve
a quem parte sem idade ...
Eu sou, fui e hei-de ser,
devo dize-lo firmemente
que nem morrendo hei-de morrer!
Pois sou mais que o esquecimento,
sou mais que o ser que já não é
num eterno pensamento ...
Aquém e Além Morto -
Há em mim
um vazio oblíquo,
sufocante ...
E tudo tão igual, em torno,
em redor ...
Eu tão louco, tão constante
no rasgar da minha dor!
Interrogo-a! Não responde!
E escorre-me um ardor ...
Um calor! Um calor!
Procurar a Vida? Onde?! Onde?!
Calçadas, ruas e vielas,
tudo ausente, tão longe,
tão distante.
E tudo passa em surdina ... tudo!
Nada há. Só silêncio.
Como eu. Calado.
E meu corpo é marcado!
Agruras e lamentos,
estradas sem destino,
cujo o destino é o nada.
Sou eu! Absorto!
Minha pobre e velha estrada!
Meu lívido abandono, sombrio,
meu destino, tão frio,
de aquém e além-morto!
