Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Antes de dormir rezei, mas dessa vez não pedi o moço de cavalo branco (carro do ano) e da espada gigante (vocês entenderam), apenas agradeci por estar me sentindo tão inteira, feliz, em paz e, principalmente, por não precisar de ninguém ao meu lado para estar bem. Mas no fundo, no fundo, confesso: pensei também que quanto mais inteira, feliz, tranquila e independente eu for, mais chances eu tenho dele aparecer. Vício é vício.

Desisto das palavras. Elas não explicam o que sinto, as pessoas não entendem. Eles querem que eu diga o que sinto, mas querem ouvir o que lhes convém.

Enquanto o homem não souber para que porto quer ir, nenhum vento será o vento certo.

Sêneca
Cartas de um estoico.

Nota: Trecho da carta 71 (LXXI), Sobre o bem supremo.

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Não fazer nada é o trabalho mais cansativo do mundo, pois você não pode se demitir e descansar!

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade.

Edson Marques

Nota: Trecho adaptado do poema pertencente a Edson Marques.

A vida alheia nos parece sempre mais fácil porque não é vivida por nós.

Alguém rico interiormente de nada precisa do mundo exterior a não ser um presente negativo, a saber, o ócio, para poder cultivar e desenvolver as suas capacidades espirituais e fruir a sua riqueza interior.

O melhor tipo de riso é quando você começa a rir sem motivo e não consegue parar. Nesse momento, você esquece de todo o resto. Você esquece do mundo e perde o controle. Eu adoro quando isso acontece.

Se queres mesmo ser livre, levanta-te, erga a cabeça e brada aos quatro ventos: não me domina o medo, não me domina o mundo, não me dominam as demais pessoas! Sou livre, dono de mim, e só a mim me pertenço!

Não me toque agora
Não me segure agora
Não quebre o encanto querida
Agora [que] você está perto.
Olhe nos meus olhos e fale para mim
Aquelas promessas especiais que eu quero ouvir
As palavras de amor
Deixe-me ouvir as palavras de amor...
Lentamente meu amor
Me ame devagar e gentilmente...
Um mundo tolo, tantas almas
Arremessadas sem sentido
No frio interminável
E tudo por medo, e tudo por ambição.
Fale qualquer língua
Mas pelo amor de Deus nós precisamos
Das palavras de amor...
Deixe-me ouvir as palavras de amor.
Lentamente meu amor,
Deixe-me saber, esta noite e sempre...
Este quarto está vazio
Esta noite está fria.
Estamos muito distantes e estou envelhecendo
Mas enquanto vivermos
Nos encontraremos novamente.
Assim então, meu amor
Poderemos sussurrar uma vez mais
"É você que eu adoro..."
As palavras de amor
Deixe-me ouvir as palavras de amor...
Lentamente meu amor
Toque-me agora...
As palavras de amor
Vamos compartilhar as palavras de amor
Para sempre (para sempre)
Para sempre...

A arte não existe para produzir o visível, e sim para tornar visível o que está além.

A perfeição não consiste na quantidade, mas na qualidade. Tudo o que é muito bom foi sempre pouco e raro, enquanto a abundância é pouco apreciada.

Se você não criticar suas ideias negativas, elas farão parte da colcha de retalhos da sua existência.

Você não precisa morrer feliz quando seu dia chegar, mas deve morrer em paz consigo mesmo, achando, ou melhor, sabendo que viveu sua vida do início ao fim e que a vontade do Ka foi servida.

Peço-te humildemente, o mais humildemente possível, perdão, não por te deixar, mas por ter ficado por tanto tempo.

O otimista não sabe o que o espera.

Não precisei correr atrás da vodka. A caipirinha de vinho não me fez chorar. Eu nunca esperei nada das doses de tequilas. Ainda bem que a cerveja nunca me traiu e aquele whisky me correspondeu. E eu ainda preferi ficar bêbada de amor, dá pra entender?

Eu estou aqui, deixando a vida me guiar, não é por falta de aprendizado que eu estou fazendo isso, ao contrário, aprendi até demais.

Já teve aqueles dias que você acordou achando que não aguentaria mais nada e que não tinha ninguém pra te dizer que iria melhorar.

O que me importa são instantâneos fotográficos das sensações – pensadas, e não a pose imóvel dos que esperam que eu diga: olhe o passarinho! Pois não sou fotógrafo de rua.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.