Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
“Há dias em que a vida se veste de neblina — não para te perder, mas para calar o excesso de horizonte e ensinar você a caminhar com o que sente. Porque certos destinos só existem para quem aprende a avançar sem garantias.”
Da esperança
Há momentos em nossa vida que parece que tudo está de cabeça pra baixo... não vemos a luz no fim do túnel... não há luz no fim do túnel, na verdade... “a esperança, que é a última que morre”... morreu. Vontade de não sair da cama... de pedir pra parar o mundo porque o que se quer é descer dele... vontade de se tornar fumaça e se diluir no ar... é a treva!
Em momentos assim fazer o quê? Fazer o que quando não conseguimos enxergar nosso potencial em encontrar soluções, em saber que caminhos tomar? Fazer o que quando mergulhamos de cabeça... ou melhor, somos arrastados mar adentro por uma onda de negatividade, tristezas, falta de forças, sentimentos ruins?
Bom... não é fácil... já vou adiantando. Mas é possível sim se fazer de surdo para a voz que grita: “não há saída... você está no fundo do buraco... não há solução... aceite... recolha suas cartas... você perdeu”.
Está bem... você está no fundo do buraco... mas... mas ainda não há terra em cima. E se não há terra em cima, dá pra sair dele, concorda?
Vai ser uma árdua tarefa a subida... mas você tem de dar o primeiro passo... depois o segundo... o terceiro... demore o tempo que for... comece... recomece... e continue. Não esmoreça, não se abata... crave as unhas na terra, dê um impulso e suba um pouquinho... mais um pouquinho (com as mãos sangrando, joelhos ralados, corpo cansado)... e mais um pouquinho. Você chega lá... o potencial pra subida você tem... você só não consegue mesmo é enxergar que há uma saída.
E ler frases, textos, livros que estimulem você a continuar ajuda, sabia? Não resolvem o problema, mas ajudam... e muito. Então:
“A vida não é sobre se encontrar. A vida é sobre se criar”... diz George Bernard Shaw... Nos altos e baixos da vida, saiba que “a vida é 10% sobre o que acontece e 90% sobre como você reage a isso”. Então: reaja... reaja bem ao que acontece... quando as coisas não estão andando bem, não aceite o desistir como opção... reavalie a situação, mude o que tem de ser mudado, enfrente o que tem de ser enfrentado... e reaja... um passo de cada vez... sim porque a vida é feita de uma batida do coração por vez... respire fundo e siga... um passo por vez... uma batida de coração por vez.
Rosangela Calza
"Há momentos em que a resiliência da água não basta; é preciso a coragem do cinzel, pois certas liberdades só nascem do impacto que rompe o obstáculo."
"Há momentos em que a resiliência da água em contornar a pedra não basta; nas relações humanas as vezes é preciso a coragem do cinzel, pois certas liberdades só nascem do impacto que rompe e destrói o obstáculo."
“A folha seca não caiu porque morreu; caiu porque entendeu que permanecer onde já não há seiva também é uma forma lenta de desaparecer.”
(Des)esperança
“- Ah, como dói viver quando falta a esperança!”
Não há sol que aqueça.
Não há noite que amanheça.
Quando a alma esperança não mais alcança.
Tudo passa vagarosamente...
se dilui... desaparece...
estrangeiro no mundo
a vida se desvanece.
Cores desbotadas.
Descolorindo a monotonia dos dias...
“O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento”
Só desalento o que sinto por dentro.
Pressinto um medo...
Um mau presságio...
Velozmente está chegando perto do fim o meu momento.
Cada vez mais desentendo a vida...
Chega com as cartas marcadas...
Traçada da entrada à porta de saída...
a desesperança não é um luxo de ninguém...
é apenas um capricho da vida!
Rosangela Calza
Oh! vento
Oh vento, sopre forte
Leva pra longe as dores...
Há tantas que eu já não mais as suporto.
Meu corpo dói... minha mente pouco a pouco se destrói...
O coração dentro do peito corrói.
Leva tudo... mesmo o que me faz bem...
Não me importo.
Que nasça um novo eu.
Com novos sonhos...
Com um caminho todo novo.
Quero ser feita de novo.
Oh vento, varra pra longe
O que me consome...
Faça desaparecer até meu nome.
Rosangela calza
"Não há professor melhor que a adversidade. Cada derrota, cada coração partido, cada erro e cada perda contém sua própria semente."
"Trilhões de dólares não entram em contas bancárias por acaso; eles fluem para onde há eficiência absoluta, escala global e tempo de tela."
Por que quase todos os religiosos, acham que quem não é religioso, são todos ateístas?
Há pessoas que não seguem nenhuma doutrina religiosa, mas ama mais à Deus e o conhece, mais do que muitos que julgam e se dizem cristãos.
A religião, é um sistema doutrinário.
Quem conhece Deus de verdade, não precisa dela.
A bíblia é livre!! Todos somos livres.
Deus, não é religião, parem com isso.
FRACASSADO E ESTAGNADO PELA SUA ASCENDÊNCIA
Há um tipo de dor que não aparece em estatísticas, mas molda a forma como você entra em qualquer lugar. É a dor de ser lido e lida antes mesmo de abrir a boca. Você chega sem posses, com uma postura que o mundo chama de classe quatro, com uma oratória que não foi treinada em ambientes seguros, e imediatamente é colocado e colocada em um degrau abaixo. Não porque você não pense, mas porque não aprendeu a performar o pensamento da forma que o sistema valoriza.
A discriminação não vem sempre em insultos diretos. Muitas vezes ela chega em olhares que atravessam, em conversas interrompidas, em oportunidades que evaporam sem explicação. Você sente que precisa provar o tempo todo que merece estar ali. E mesmo assim, nunca parece suficiente. Isso cansa de um jeito profundo, porque não é um esforço pontual. É contínuo.
Você não cresceu em um ambiente que ensinava a argumentar. Cresceu aprendendo a ficar quieto ou quieta para sobreviver. O silêncio não era escolha. Era estratégia. Em meio à pobreza e à violência geral, falar demais podia custar caro. Perguntar podia ser perigoso. Discordar podia trazer consequências reais. Então você aprendeu a observar, a calcular, a se proteger. Isso não é fracasso. Isso é adaptação.
Mas quando você entra em outros espaços, essa adaptação é lida como deficiência. Dizem que você não sabe se expressar, que não tem postura, que não tem presença. Ignoram completamente o contexto que moldou seu comportamento. Ignoram que oratória é treino, não dom. Que segurança ao falar nasce de ambientes onde errar não é punido com humilhação ou violência.
Você se sente fracassado ou fracassada porque compara sua desenvoltura com a de quem cresceu sendo ouvido. Quem teve espaço para falar errado, para ser corrigido, para desenvolver vocabulário sem medo. Quem aprendeu cedo que sua voz tinha valor. Essa diferença não é inteligência. É ambiente.
A pobreza não apenas limita recursos materiais. Ela cria um silêncio ensurdecedor. Um silêncio onde ninguém pergunta o que você pensa. Onde suas ideias não são solicitadas. Onde a prioridade é atravessar o dia sem mais perdas. Crescer nesse silêncio molda a mente e o corpo. Você aprende a ocupar pouco espaço. Aprende a não incomodar. Aprende a não chamar atenção.
Depois, quando o mundo exige presença, você sente que algo falta. E conclui, erroneamente, que o problema é você. Não é. O problema é que ninguém te ensinou a existir em voz alta.
Ser discriminado por não ter posses é ser reduzido a uma aparência momentânea. É ser tratado como incapaz antes de qualquer troca real. Isso fere porque toca em uma ferida antiga. A de nunca ter sido visto como alguém com potencial, apenas como alguém que precisa se virar.
A falta de argumentação oratória não significa falta de pensamento. Muitas vezes significa excesso de pensamento sem canal seguro para sair. Você pensa muito, mas foi treinado e treinada a pensar em silêncio. Quando precisa falar, o corpo trava. A mente acelera. As palavras não obedecem. E o julgamento externo chega rápido.
Esse julgamento se soma a tudo que você já carrega. E então você começa a se chamar de fracassado ou fracassada por algo que não escolheu. Por um ambiente que não favoreceu expressão, debate, construção de discurso. Isso é uma violência simbólica que se soma à material.
Você precisa entender com clareza. Não é inferioridade. É ausência de treino em um campo específico. E treino pode ser desenvolvido. Mas antes disso, é preciso parar de confundir origem com destino.
A postura que hoje é lida como inadequada foi, durante muito tempo, proteção. A economia de palavras foi sobrevivência. A cautela foi inteligência contextual. Nada disso te diminui. Apenas não foi traduzido para os códigos que certos ambientes exigem.
Sentir-se fracassado por ter crescido no meio do silêncio e da violência é um efeito colateral de um sistema que exige performance sem oferecer base. Que cobra eloquência de quem aprendeu a calar para não apanhar, para não perder, para não chamar atenção errada.
Você não está quebrado ou quebrada. Está deslocado ou deslocada. E deslocamento não é sentença definitiva. É um ponto de partida específico, mais árduo, mais lento, mais solitário.
Aprender a falar, a se posicionar, a argumentar não é trair sua origem. É expandir suas possibilidades. Mas isso só acontece quando você para de se envergonhar do caminho que percorreu até aqui.
A vergonha paralisa. A compreensão liberta. Quando você entende que o silêncio que te moldou não foi falha, mas resposta ao ambiente, você pode começar a escolher quando calar e quando falar. Com consciência, não por medo.
Você não precisa se tornar alguém que não é. Precisa apenas permitir que o que você pensa encontre forma. Isso leva tempo. Leva repetição. Leva tropeços. Leva exposição gradual. E nada disso invalida sua história.
Ser discriminado dói. Mas internalizar essa discriminação dói mais. Porque aí você passa a se censurar antes mesmo que alguém o faça. Passa a se diminuir preventivamente. Passa a aceitar menos do que poderia tentar.
Você não é fracassado ou fracassada por ter vindo de um lugar duro. Você é alguém que atravessou um ambiente hostil e ainda está de pé. Isso não aparece em currículos, nem em discursos bem articulados, mas aparece na resistência silenciosa que te trouxe até aqui.
Quando você entende isso, algo muda. O peso diminui. A comparação perde força. E você começa a construir, pouco a pouco, uma voz que não nega o passado, mas também não fica presa a ele.
O silêncio ensurdecedor da pobreza e da violência não define o fim da sua história. Ele explica o começo. O resto ainda pode ser escrito, no seu ritmo, com as palavras que você aprender a sustentar.
Há quém diga que você não é normal por não ser doido.
Há quém diga que você não é normal por não sair com anormais.
Há quém diga que você não é normal por ser normal.
Seja quem você é e não perca sua identidade por fazer o normal.
"FEMINICIDIO E TRAIÇÃO ANDAM DE MÃOS DADAS. NÃO HÁ ESTATÍSTICAS SOBRE O ASSUNTO; MAS É BOM EVITAR, PODE TER CONSEQUÊNCIAS TERRÍVEIS" Ademar de Borba
