Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Poetas são anarquistas, mas ainda possuem uma regra para viver. É expressamente proibido; desenlouquecer.

Juventude do Brasil!

Tentei fazer uma poesia delicada
Sem criticar, sem agredir, sem dá pancada
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir minha cabeça pra esse tema

Que fique claro, a juventude não tem culpa
É o eletrônico confundindo sua cuca
Todos os dias falam de jovens no jornal
E o culpado disso tudo é o capital
Que aliena incentivando ao consumismo
Com propagandas direcionadas ao modismo

Ja acabaram com a cultura e a diversão
E o próximo passo é acabar com a educação
A juventude é cada vez mais agredida
São retirados seus direitos, seus sonhos e seus projetos de vida

Tentam exclui - lo do convívio social
O sujeito jovem urbano e tambem o rural
Quando querem gritar, é calada a sua voz
Mas não conseguiram parar essa juventude aguerrida e feroz
Que tem objetivos e planos e muita determinação
Para se conscientizar e lutar contra a força da alienação

Avante juventude, o Brasil precisa de ti, vem lutar
Defenda a democracia e organize a rebeldia para o projeto popular!!!

GORDA
Ontem eu estava babando por uma torta na geladeira...
Meus impulsos incontroláveis queriam que eu a devorasse por inteira...
Antes de o fazer uma pessoa surge e me chama “gorda! Seus braços estão da grossura da minha coxa! Pare de comer!”
Eu estava com fome, assim como estou agora. Eu não comi nada pelo resto do dia...
Almocei e forcei meu estômago a regeitar aquelas duas colheres de arroz...
Estou com tanta fome mãe, Amanda, Millena, Lucas, Eduarda.... sabiam?
Vocês me mandam parar de comer mas não sabem que não como a mais de 14 horas...
Minha garganta pega fogo, meu estômago borbulha e minha cabeça lateja, vou dormir para parar de sentir, vou dormir torcendo para não “sonhar” esse pesadelo.
GORDA!

Às vezes procuramos palavras e
maneiras de agradar as pessoas
que gostamos,pois é uma forma
de demonstrar nossos bons
sentimentos.

Porém tudo isso é simples e pouco,
dentre as infinitas maneiras de
fazer alguém feliz.

A vida brilha mais intensamente
quando temos um amigo que
realmente vale a pena,e que
reconhece o nosso valor,isso é
muito gratificante.

Você é uma dessas pessoas...
então escolhi esta maneira para
te dizer que sou extremamente
FELIZ por poder ter a sua amizade
e por ter
sempre o seu carinho.

Sua presença irradia luz por onde
passa e pode acreditar, VOCÊ É MUITO ESPECIAL

Por uma certa naturalidade a mulher é por natureza bissexual; e o homem por sua natureza infrassexual.

Mais uma semana se inicia, Deus te dá mais uma chance de você corrigir seus erros e praticar o bem. Que tal colocar em prática essa dádiva que DEUS te dá?

⁠Eles iam mesmo produzir uma cura. O único problema é que ela morreria.

Decepcionar interesseiros é benéfico.
Decepcionar quem te ama é uma maneira louca de pedir ajuda!

Por trás de um SORRISO...

Ah se tu soubesses!
Por trás de um sorriso existe uma história que só Deus conhece.
História de luta, de superação e de infinitas batalhas diárias.
Ah se tu soubesses!
Jamais julgaria a vida do outro.
Não lançava olhares criminosos.
Não teria ciúmes ou inveja.
Ah se tu soubesses!
Talvez abraçasse seu próximo.
Convidaria para um café ou um chá.
Ou simplesmente faria uma oração.
Ah se tu soubesses!
Muita coisa séria diferente.

Em cada dia, um ato
Em cada ato, um pensamento
Em cada pensamento, uma saudade
Em cada saudade... você

Em cada vida, um livro
Em cada livro, uma história
Em cada história, uma lembrança
Em cada lembrança... você

Em cada momento, um instante
Em cada instante, um saber
A cada saber, uma certeza
A certeza de amar você!

Uma vida que vale a pena ser vivida pode ser medida de muitas formas, mas a única que se destaca de todas as outras é viver uma vida sem arrependimentos.

Tudo que ferve, uma hora esfria.

Nada endurece mais o coração do homem do que uma familiaridade estéril com as coisas sagradas.

"Uma história é um medicamento que fortifica e recupera o indivíduo e a comunidade"

Quando o amor , se torna uma obsessão também se torna perigoso

O infinito de um coração depressivo, uma grande ilusão de dor intensa .

Uma fé é inteiramente inútil quando se une qualquer coisa a Cristo com respeito à salvação da sua alma. Você não deve somente depender de Cristo para salvação, mas deve depender de Cristo somente e exclusivamente de Cristo. Existem multidões de homens e mulheres batizados que professam honrar a Cristo, mas na realidade O desonram grandemente. Eles dão a Cristo um certo lugar no seu sistema religioso, mas não o lugar que Deus tencionou que Ele ocupasse. Cristo, exclusivamente, não é “tudo em todos” para suas almas. Não! É Cristo e a igreja; ou Cristo e os sacramentos; ou Cristo e Seus ministros ordenados; ou Cristo e a bondade deles; ou Cristo e suas orações; ou Cristo e a sinceridade e caridade deles, nas quais eles realmente descansam suas almas. Se você é um cristão deste tipo, eu também o advirto claramente que sua fé é uma ofensa a Deus. Você está mudando o plano de salvação de Deus em um plano da sua própria invenção. De fato você está depondo Cristo do seu trono, dando a glória que Lhe é devida a outro.

O amor amigo é aquele que passa por a gente uma vez e a gente deixa passar. Para, depois, passar ao resto da vida tentando encontrar outro igualzinho!

O Amor é uma farsa,
quando confundido com posse e obsessão.

Monólogo de uma Sombra

"Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!

A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!

Pairando acima dos mundanos tetos,
Não conheço o acidente da Senectus
— Esta universitária sanguessuga
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!

Na existência social, possuo uma arma
— O metafisicismo de Abidarma —
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.

Como um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
É com certeza meu irmão mais velho!

Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.

Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!

Quis compreender, quebrando estéreis normas,
A vida fenomênica das Formas,
Que, iguais a fogos passageiros, luzem.
E apenas encontrou na idéia gasta,
O horror dessa mecânica nefasta,
A que todas as cousas se reduzem!

E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,
Sobre a esteira sarcófaga das pestes
A mostrar, já nos últimos momentos,
Como quem se submete a uma charqueada,
Ao clarão tropical da luz danada,
espólio dos seus dedos peçonhentos.

Tal a finalidade dos estames!
Mas ele viverá, rotos os liames
Dessa estranguladora lei que aperta
Todos os agregados perecíveis,
Nas eterizações indefiníveis
Da energia intra-atômica liberta!

Será calor, causa úbiqua de gozo,
Raio X, magnetismo misterioso,
Quimiotaxia, ondulação aérea,
Fonte de repulsões e de prazeres,
Sonoridade potencial dos seres,
Estrangulada dentro da matéria!

E o que ele foi: clavículas, abdômen,
O coração, a boca, em síntese, o Homem,
— Engrenagem de vísceras vulgares —
Os dedos carregados de peçonha,
Tudo coube na lógica medonha
Dos apodrecimentos musculares!

A desarrumação dos intestinos
Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos
Dentro daquela massa que o húmus come,
Numa glutoneria hedionda, brincam,
Como as cadelas que as dentuças trincam
No espasmo fisiológico da fome.

É uma trágica festa emocionante!
A bacteriologia inventariante
Toma conta do corpo que apodrece...
E até os membros da família engulham,
Vendo as larvas malignas que se embrulham
No cadáver malsão, fazendo um s.

E foi então para isto que esse doudo
Estragou o vibrátil plasma todo,
À guisa de um faquir, pelos cenóbios?!...
Num suicídio graduado, consumir-se,
E após tantas vigílias, reduzir-se
À herança miserável de micróbios!

Estoutro agora é o sátiro peralta
Que o sensualismo sodomista exalta,
Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo...
Como que, em suas células vilíssimas,
Há estratificações requintadíssimas
De uma animalidade sem castigo.

Brancas bacantes bêbedas o beijam.
Suas artérias hírcicas latejam,
Sentindo o odor das carnações abstêmias,
E à noite, vai gozar, ébrio de vício,
No sombrio bazar do meretrício,
O cuspo afrodisíaco das fêmeas.

No horror de sua anômala nevrose,
Toda a sensualidade da simbiose,
Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,
Como no babilônico sansara,
Lembra a fome incoercível que escancara
A mucosa carnívora dos lobos.

Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.
Negra paixão congênita, bastarda,
Do seu zooplasma ofídico resulta...
E explode, igual à luz que o ar acomete,
Com a veemência mavórtica do ariete
E os arremessos de uma catapulta.

Mas muitas vezes, quando a noite avança,
Hirto, observa através a tênue trança
Dos filamentos fluídicos de um halo
A destra descarnada de um duende,
Que, tateando nas tênebras, se estende
Dentro da noite má, para agarrá-lo!

Cresce-lhe a intracefálica tortura,
E de su'alma na caverna escura,
Fazendo ultra-epilépticos esforços,
Acorda, com os candieiros apagados,
Numa coreografia de danados,
A família alarmada dos remorsos.

É o despertar de um povo subterrâneo!
É a fauna cavernícola do crânio
— Macbeths da patológica vigília,
Mostrando, em rembrandtescas telas várias,
As incestuosidades sanguinárias
Que ele tem praticado na família.

As alucinações tácteis pululam.
Sente que megatérios o estrangulam...
A asa negra das moscas o horroriza;
E autopsiando a amaríssirna existência
Encontra um cancro assíduo na consciência
E três manchas de sangue na camisa!

Míngua-se o combustível da lanterna
E a consciência do sátiro se inferna,
Reconhecendo, bêbedo de sono,
Na própria ânsia dionísica do gozo,
Essa necessidade de horroroso,
Que é talvez propriedade do carbono!

Ah! Dentro de toda a alma existe a prova
De que a dor como um dartro se renova,
Quando o prazer barbaramente a ataca...
Assim também, observa a ciência crua,
Dentro da elipse ignívoma da lua
A realidade de uma esfera opaca.

Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
Abranda as rochas rígidas, torna água
Todo o fogo telúrico profundo
E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
Á condição de uma planície alegre,
A aspereza orográfica do mundo!

Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.

Continua o martírio das criaturas:
— O homicídio nas vielas mais escuras,
— O ferido que a hostil gleba atra escarva,
— O último solilóquio dos suicidas —
E eu sinto a dor de todas essas vidas
Em minha vida anônima de larva!"

Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,
Da luz da lua aos pálidos venábulos,
Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,
julgava ouvir monótonas corujas,
Executando, entre caveiras sujas,
A orquestra arrepiadora do sarcasmo!

Era a elegia panteísta do Universo,
Na podridão do sangue humano imerso,
Prostituído talvez, em suas bases...
Era a canção da Natureza exausta,
Chorando e rindo na ironia infausta
Da incoerência infernal daquelas frases.

E o turbilhão de tais fonemas acres
Trovejando grandíloquos massacres,
Há-de ferir-me as auditivas portas,
Até que minha efêmera cabeça
Reverta à quietação da treva espessa
E à palidez das fotosferas mortas!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.