Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Tinha grandes sonhos, o que lhe dava uma belíssima perna para caminhar. Agora precisava de outra perna, a disciplina. Teve que se disciplinar para transformar seus sonhos em realidade. Resolveu estudar seriamente. Pagou um preço caro, deixando muitas coisas para trás. Sacrificou horas de lazer.
(Nunca Desista de Seus Sonhos)
Bom dia!
Para hoje:
Que o Senhor abençoe você com mais uma manhã única, próspera e especial. Repleta de bênçãos e de muita fé que ilumina o seu caminho.
Que você alegre-se com as pequenas coisas boas.
Que hoje você receba todo o amor de Deus.
Que Ele encha sua vida de paz, força, saúde e muita felicidade.
Que o seu dia seja iluminado!
Quando Deus formou as mulheres...
O que será que ele pensou ao criar uma mulher?
Nosso bondoso pai e criador
Já tinha planejado tudo desde seu trono
Entre seus anjos e arcanjos
Talvez tenha tirado dali suas inspirações.
Mulheres,
Dotadas de mãos suaves e ternas
Que aconchegam e dão carinho,
Porém, ao mesmo tempo firmes
Para transmitir segurança na hora certa.
Mulheres,
Dotadas de olhos brilhantes,
Olhos que fitam com doçura,
Olhos que transmitem o que está guardado
Dentro da sua alma
Olhos que não sabem mentir.
Mulheres,
Dotadas de lábios delicados,
Lábios que falam de Deus,
Sobre o universo e de toda a criação.
Lábios que cantam poemas sobre a vida
Lábios que são as portas
Que deixam escapar a verdadeira voz do amor.
Mulheres,
Que demonstra seu sofrimento
Da forma sincera e humana que existe
Mas que também não consegue esconder
Quando está completamente feliz
Mulheres,
Que sentem orgulho de serem mulheres
Mesmo sabendo todos os riscos que correm
Pelo fato de ser... uma Mulher.
Apenas um modelo
Que desde o principio Deus deixou na terra
Tentando mostrar ao homem...
Um pouquinho do que ele tem guardado no céu!
Ontem, quando cheguei no portão de casa, olhei para trás e vi um cara esquisito, com uma expressão cansada, parecia que carregava o mundo nas costas. Era eu, quase não reconheci.
"Lá pode ter um novo amor pra eu viver. Quem sabe uma nova dor pra eu sentir. A droga certa pra fazer te esquecer e apagar a tua marca de mim. Tudo pode estar lá."
E foi então que eu descobri uma coisa fantástica, talvez a mais fantástica de todas: quando a gente para de procurar desesperadamente por um amor, a gente percebe que pode amar qualquer coisa.
Nos tempos de hoje ânimo é bastante necessário e sorrir é essencial, a alegria adquirida é uma atitude de coragem porque ser alegre não é fácil, é um ato de vontade. Pois concluímos que a busca em Deus é uma busca incessantemente atrás da alegria, mas o encontro com Deus é a própria alegria.
Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira.
O perdão cai como uma chuva suave do céu na terra. É duas vezes bendito: bendito ao que dá e bendito ao que recebe.
Devaneios
Vestida para matar
Só de calçinha
Uma camisa fininha
Transparente curtinha
Olho para o espelho, mostro a língua
Mordo os lábios com ares de menina
A dança começa e nunca termina
Deito no chão com as pernas pra cima
No espelho as posições me inflamam, excitam
Depois me viro de quatro, coloco o meu rabinho arrebitado
todo empinado, enquanto nas coxas eu bato
Os olhos brilhantes, apaixonados
As mãos deslizando pelo meu corpo suado
Eu canto, eu danço, eu amo o que vejo
O desejo descontrolado, o corpo sendo surrado
Chegando ao fim as resistências do meu físico cansado
O suor escorrendo o meu corpo em êxtase
Os músculos enrijecidos, gosto de sal nos lábios
Me entrego aos DEVANEIOS até ao orgásmo.
Ter um “eu” é a mais alta dignidade que Deus concedeu ao ser humano. Os animais têm uma identidade, mas não uma consciência moral autobiográfica. Eles não podem contar sua história, confessar seus pecados e responder pelas suas ações.
TERÇA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2007
Existe sempre uma coisa Ausente - Caio F.
Paris — Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular. Depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até Notre-Dame. Acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do Ocidente. Sempre penso em Joana d’Arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de Santiago de Compostela, do qual Notre-Dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de História que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo.
Sempre acontecem coisas quando vou a Notre-Dame. Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via pelo menos á2o anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.
Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.
Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.
Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.
Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.
O Estado de S. Paulo, 3/4/1994
