Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
"Se você não tem fracassos na sua vida, é porque deixou de assumir os riscos que deveria."
"Correndo o risco do fracasso, das decepções, das desilusões, mas nunca deixando de buscar o amor. Quem não desistir da busca, vencerá."
Esquecer, se Possível
A tristeza por sentir-se ferido não pode ser maior que o prazer do alento de quem nos quer bem. Se enxugam nossas lágrimas não é bom lembrarmos que nos feriram, mesmo que seja, alguém que foi um bem. Quando apresentam o coração para aliviar nossa mente devemos esquecer de quem usou a mente para atingir nosso coração. Um coração magoado é um coração desfigurado, atropelado, sem vida nem cor, que através da nossa aparência, denuncia aos que nos vêem, nossa situação. É um coração ajoelhado, cabisbaixo, carente, sem cor nem ação. Estando assim, na verdade, estás sem cor e ação. Como é estar sem coração? Deus! Falta-me coragem para a revelação. Se estás em desilusão, lágrimas, não. Aprume seu coração! Venha..., Dê a mão. Melhorar o viver nunca é em vão. Volte a sorrir de montão.
Quando tropeçar e cair
E não encontrar forças para se erguer
Olhe a sua volta e veja a dor daqueles
Que jamais conseguiram dá um passo.
Falsidade. Eu realmente espero que tudo isso me traga boas lições, porque não está sendo fácil ter que esconder meus motivos pra agir de tal forma com as pessoas.
Eu não sabia por que desejara tão desesperadamente experimentá-lo (o amor). Tudo o que sabia, agora que o experimentara, é que valia todo grama de risco que custara. Era melhor do que eu havia imaginado. Era tudo.
Eu sempre soube que príncipe encantado não existia. Não, sempre não. Na verdade, sou obrigada a confessar que já acreditei em contos de fadas. Principalmente, aqueles que minha mãe lia ao pé da minha cama, que hoje percebo, eram interpretados sem que ela me fitasse os olhos. Ela lia, e eu ali, ficava tentando imaginar as cenas, fantasiava, viajava, recriava, questionava, mas adormecia em paz. Afinal, sempre tinham finais felizes.
Pensando bem, acho que aquele momento também era muito importante para ela. Era o momento em que ela resgatava e fazia alguém acreditar no que ela acreditara um dia. Mas, se nossos olhos se cruzassem, eu, mesmo em minha pouca idade, perceberia o apelo em seu olhar pra que não levasse tudo aquilo tão a sério.
Não. Eu não estou desiludida. O tempo foi passando, e eu mesma pude criar, recriar e desmitificar meus próprios contos de fadas. Hoje, eu não espero mais um príncipe montado em seu cavalo branco, ou que me beije os lábios depois da bruxa má ter me feito comer uma maçã envenenada. Hoje não perco mais horas de sono a imaginar castelos, jardins suspensos, magias e encantamentos.
Hoje eu apenas quero alguém que me cale a boca com um beijo quando meu silêncio grita e se torna um abismo intransponível entre dois seres que se amam. Eu só quero alguém que compartilhe da minha vida, tente entender a minha alma inquieta, que sacie meu fogo quando estiver aceso, que o acenda quando estiver em brasa, que se deixe acender quando meu corpo se torna incendiário, e que fique assim, agarradinho a mim, até que meu coração volte ao compasso, e a minha respiração desacelere em um sono profundo, protegido pelo aconchego de um abraço que continua ali, bem ao alcance das minhas mãos.
Não precisa ser alguém que goste de tudo que eu gosto. Eu só quero alguém que sinta prazer em estar ao meu lado, simplesmente por estar ao meu lado. Seja na praia ou em uma cidade do interior, seja em uma boate ou em uma estrada deserta, seja no futebol ou naquele almoço de domingo na casa da avó. Porque amar é isso. É troca. E troca é renúncia. Não uma renúncia sofrida ou nociva, mas uma renúncia consciente e tranqüila, unicamente por saber que a pessoa amada está feliz. É isso aí. É isso que eu quero. Alguém que brinque, que vibre, que sorri da vida, que brigue, que perdoa, que me faça perdoar, que desorganize o meu mundo, mas não volte a reorganizá-lo somente no dia seguinte. É isso que eu quero. Alguém que não tenha medo de se apaixonar e que não se intimide com os ridículos do amor.
Não sou perfeita. Não tenho pretensão de o ser. Tenho em mim quase todas as qualidades do mundo, assim como quase todos os defeitos também, inclusive, a ingenuidade de querer ainda imaginar que tudo isso não se trata, da mesma forma, de um conto de fadas. É que de vez em quando eu me recuso a crescer, e está me fazendo falta aquela época em que eu acreditava que "eles se casaram e viveram felizes para sempre"!
Blair: Não quer saber o que está me impedindo? Não posso responder a ele sem saber da sua resposta. Daquela pergunta que te fiz há muito tempo. O que somos, Chuck?
Chuck: Blair...
Blair: No último outono, você falou que não poderíamos ficar juntos. E acreditei em você. Mas cada vez que tento seguir em frente, você aparece, agindo como...
Chuck: Agindo como o quê?
Blair: Como; talvez só queira que eu seja tão infeliz quanto você é.
Chuck: Nunca desejaria isso a ninguém. Quero que seja feliz.
Blair: Então olhe bem no fundo da sua alma, que sei que tem, e diga se o que sente por mim é verdadeiro. Ou se é um jogo. Se for real, daremos um jeito. Todos nós. Mas se não é. Então, por favor, Chuck, deixe-me ir.
Chuck: É só um jogo. Odeio perder. Está livre para ir.
Blair: Obrigada.
Serena: Chuck, por que fez isso?
Chuck: Porque a amo. E não posso fazê-la feliz.
Ser ou não ser... Eis a questão.
Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?
Morrer... dormir... mais nada...
Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se.
Morrer.., dormir
