Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
A resposta vem com o ar fecundo, quebrando o coeso silencio, queimando mil brancos lenços e prevendo o fim dos futuros lamentos.
Ser feliz com o viver protegido, ungido com o suor de mil anjos. Na boca pequena um grandioso sorriso e aos ouvidos os violinos em arranjos.
Mil beijos
Afogado em beijos
A mil o coração
O rosto afogueado
Leio, desejo vê-la.
Quiçá, amá-la.
Êpa! Alto lá!
É que já a amo
apenas por tê-la assim.
Mil beijos, onde os queira sentir.
E não aceito que a nada te obrigues
Quem anda um passo, mil ou dez mil, pode também andar ao contrário do que já pensava e pensava já nesse oposto: o nosso objetivo principal de vida.
Mil novecentos e antigamente: Deixa eu ir embora para ver minha novela.
Dias atuais: Deixa eu ir embora para ver as atualizações do Facebook.
“Quem deseja paz sem conhecer a guerra jamais saberá o preço da liberdade. Quebrar-se mil vezes é pré-requisito para quem quer reinar intacto. A verdadeira força é o sorriso calmo no meio do caos.”
— Purificação
Sou feito de instinto, fé e mil recomeços. Intenso, real e necessário. Alguns sentem, outros só passam… mas quem viveu, entende.
TROVÕES
Trovões, trovões, trovões
Mil vezes teus brandos trincados
Que rompam a tampa do mundo
Mas não os encontros marcados
Presença
A falta que me faz tua presença
É mil vezes maior que a solidão.
Como se até Deus me diga não,
Inda que eu Lhe prove minha crença.
Não há no mundo alguém que me convença,
Que eu possa viver longe de ti.
E ao voltar, no tempo, o que vivi,
Creio que não mereça tal sentença.
A tua ausência, sombra da saudade,
Partiu meu coração pela metade,
Mas não deixou, pra mim, uma sequer.
Me deixou simplesmente o vazio,
Que encho quando, à noite, vem o frio
E amorna o teu fogo de mulher.
Herculano Alencar
Soneto de Sinceridade:
Faço mil coisas pra te agradar
Com zelo, o fruto de meu relacionamento
Você pode estar cercada
Mas você me encanta por telepatia
Quero ficar com você em cada momento
Falo em todas as letras sobre sua sinceridade
Nesse vendaval, meu peito acelera
Mas mostra o peso de sua sinceridade
Quando você me procura
A angústia, a solidão, se derramam como sorvete
Porque o seu amor me traz o belo de volta
Eu afirmo dizer que o amor é único
Principalmente, quando se trata de sinceridade
Mas no infinito, tudo pode acontecer
A Solidão e os Abutres
Viver só, ou cercado — dá quase no mesmo.
Às vezes, estamos entre mil… e ninguém.
Sorrisos nos cercam como urubus em assembleia,
e o afeto? Uma encenação de quinta categoria.
Somos carneiros calados, sendo bicados aos poucos,
comendo da podridão com cara de gratidão —
porque, veja bem, é feio reclamar.
Enquanto isso, no alto, um abutre elegante
espera sua hora:
espera você cair, apodrecer direitinho.
Quer o melhor corte, o mais macio.
Mas a solidão — ah, essa sim — é honesta.
Não finge amor.
Não sorri para depois morder.
Ela arranca suas ilusões como quem tira um curativo podre.
Dói? Sim. Mas é limpeza.
Estar só é ver o mundo sem o Instagram alheio,
sem a lente do desejo do outro,
sem o eco dos que te querem menor —
ou igual, o que é quase pior.
É você com você. Uma conversa sem filtro.
Onde ninguém interrompe com conselhos
que nem servem pra eles mesmos.
E então, no meio desse abismo limpo,
você começa a pensar.
(De verdade, não com frases prontas.)
Descobre que sabe andar,
criar, e até gostar de si —
o que, convenhamos,
deixa muita gente incomodada.
Porque quem se basta
não é fácil de enganar.
Quem anda só
não serve pra rebanho.
A solidão tem esse poder:
te limpa dos abutres
e ainda te dá o prazer
de vê-los passando fome.
"A arte faz perguntas de mil jeitos diferentes. É, essa forma de expressão humana que se comunica por diversos meios, que permite reinventar, desconstruir, misturar e inverter.
Quando pego o pincel... começa: processo de loucura, vontade de atravessar limites. Ao pintar algo, não é preciso seguir um padrão, uma regra ou fórmula repetida. Então... o que torna algo uma música? Um álbum? Uma poesia? Uma fotografia? A resposta até pode parecer óbvia, uma diferença compreendida. E por que dizem que a fotografia X é artística e a Y não?
Ainda que a pintura não precise seguir um modelo, ela dialoga com a linguagem que escolheu habitar. Uma dança entre o criador, a obra e quem a vê. E a foto Y, desprovida de intenção artística, se revela arte dependendo do olhar de quem a observa."
Quando Tudo Pesa
Minha cabeça está a mil.
Meu coração, apertado como se estivesse sendo espremido por dentro.
Minha respiração é curta, ofegante.
Minhas mãos tremem,
meu peito arde,
minha mente parece prestes a explodir.
Tô tentando fugir de tudo,
mas me sinto preso num labirinto sem fim,
num beco escuro, sem saída, sem luz, sem direção.
É como estar dentro de um sonho sufocante —
eu corro, corro, corro…
mas não saio do lugar.
Estou sendo esmagado entre pensamentos que gritam
e sentimentos que queimam.
É como se a minha própria mente estivesse me engolindo,
me arrastando para um buraco sem fundo.
Sinto-me sufocado.
Pressionado.
Imóvel.
Como se meu corpo não respondesse.
Como se respirar fosse um esforço gigante.
Tô sem rumo.
Travado.
Perdido de mim mesmo.
Chorar aliviava.
Mas já não me restam lágrimas.
Sinto que fui um oceano — imenso, profundo —
mas agora sou só areia seca, esquecida no meio do deserto.
Transbordei tanto… que me sequei.
Confesso: estou cansado.
Exausto.
Esgotado.
Estou tentando ser forte todos os dias,
mas a cada dia que passa, a força me abandona mais um pouco.
E eu já não sei por quanto tempo
vou conseguir segurar tudo isso sem cair.
Mas se ainda estou aqui,
é porque algo em mim, mesmo que quase apagado,
ainda insiste.
Mesmo sem direção,
mesmo sem forças,
ainda existo.
E às vezes, existir… já é um ato de resistência.
