Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Fazendas invadidas
pela ELN colombiana,
o homem da terra
vai perdendo
na vida a confiança.
Com mais de poema
que tragam
notícias do General
preso injustamente
e a esperança
de ver a Nação
vizinha pacificada.
Até peito recobrar
o sonho de liberdade
é preciso perdoar
de verdade,
Para se reconciliar.
De povo para povo
sem arremedo
para quebrar
os grilhões do ego
e vencer o medo
do futuro,
É por isso que
me importo e escrevo.
Dizem sem provar
que no Inferno
de cinco letras
as amadas
estão presas,
Se foi intriga ou não,
por poesia aqui
estão na esperança
que alguém por
elas estenda a mão.
Removendo
o egoísmo,
me dividi
em mil versos,
Para lembrar
de outros
esquecidos
porque não
concordaram
do momento
estabelecido,
Os escolhi
sem critério
seletivo em
nome daquilo
que acredito.
Não aceitem
a truculência
como rotina,
Mão estendida
contra o povo:
Afasta a magia.
Num tempo
crítico como
seria bom se
o Comandante
entre a tropa
se entendesse
como um pai com
os seus filhos.
Não convivam
com frieza,
violência,
indiferença,
e com silêncio:
se entendam!
Generalíssima
cantoria,
Sathya Sai,
Harmonia,
santeria,
Poesia,
sem notícia
do General,
Gira a roda,
bate a onda
gota a gota
desta agonia.
Neste mundo
que a guerra
pertence só
a política,
A minha prece
caminha com
os Generais
que não sei
onde estão,
Mas que desejam
viver no mundo
em plena paz;
Só de saber que
eles existem
uma alegria
toma conta
com a mesma
intensidade
da alma sublime
de uma borboleta.
O General está
desaparecido,
Não sei nem
mais quantas
vezes reclamar
até ser atendida;
Não gostaria
de seguir
sendo repetitiva,
Acontece que
não estou me
sentindo ouvida.
Quem deseja pedir,
não faz crítica,
Porque tem gente
que é oportunista,
Se for criticar não
peça para não dar
vazão a tirania;
Não alimente um
clima de tensão,
e nem de vilania,
Não importa o quê
de mim você pense,
Pago o preço pela
minha franqueza.
Ninguém sabe
mais do paradeiro
do General que
foi preso inocente,
A irmã perguntou,
O pastor também,
E ecoei porque
sou insistente,
Não dá para fingir
que não me
sensibilizo
porque nasci gente.
Não se sabe
onde está
o Vice-Presidente,
O Inferno e suas
Cinco Letras
estão emudecidos
simplesmente;
Há mais de um
desaparecido
neste continente.
Nenhuma linha
de Oslo
os desaparecidos,
Poderia até
fingir que
não percebi
a ausência disso;
A incoerência
sobre isso inspira
e até mesmo
sugere que não
está ciente
ou é indiferente.
Ao querer renascer
ou recuperar algo
é preciso entender:
quem pede é porque
precisa e peticiona
a boa disposição
e sem querer ofender.
Quem quer fazer
um caminho de
plena prosperidade
deve abandonar
o sensacionalismo,
E não faltar
com a integridade.
Deus abençoe a Rainha,
O Império Yankee
e teceu outra mentira
para a coleção de maldade,
E todos já sabem
a verdadeira realidade:
A Rússia não deixou
a Venezuela sozinha.
O conhecimento não
foi feito para afrontar,
É preciso ter sutileza
para enviar o pedido
para tocar o coração
de quem se deseja.
Não se sabe onde
o General foi parar,
Tudo caracteriza
um desaparecimento
forçado e desconfio
que nem os líderes
deste país vizinho
sabem onde ele está.
Faço eco das vozes
da irmã, do irmão,
e dos irmãos,
e ouso sem autorização
e sem ser ninguém
para perguntar:
- O General
está bem?
Versejo nas sombras
da limitação real
para perguntar:
- Onde o General está?
Ninguém sabe onde
foi parar o General,
Ouviu ou viu,
Mas insisto
em perguntar:
- O General está vivo?
Não desisto de saber
no deserto de afetos,
tristezas aquarteladas
e absurdo dos séculos.
O meu país
retirou da lista
de credenciais
a embaixadora
nomeada pelo
autoproclamado,
Um rock 'n' roll
que ninguém
dançará mais.
O General é
inocente
e você sabe
bem que sim,
Está na hora
do penar
dele ter fim;
Onde ele
está nesse
instante agora?
Sinal de paz
vindoura
e duradoura,
Sonho parar
de reclamar,
Podem falar
que é utopia,
que ninguém
me fará deixar.
Não vi mais
sequer uma
imagem nova
do General,
Não saber
de mais nada
tem me feito
muito mal,
Não quero
nunca mais
ver situação
tão frágil
quão um cristal.
Para muitos
faltam remédios,
eletricidade
e comida,
Ninguém acredita,
racionaram
a gasolina;
Um salão
em Táchira
aberto
para lembrar
dos inimigos
e traidores
da Pátria,
E a América Latina
em alta rotação.
Da vida dura
nem Honduras
escapa,
A violência
pelos ares contra
os manifestantes
na praça,
É hora de deixar
para trás
essa cultura
de violência.
Não se provoca
para depois
alguém falar
que você
terá de engolir
com Coca-Cola,
Três Oficiais
Generais
da Aviação
optaram sair
pela via
da insubordinação.
Do General dos
meus poemas,
Preso inocente,
Nunca mais
vi uma imagem,
li uma notícia
e não soube mais nada.
Cortina
de fumaça
feita para
se inocentar,
o vil interesse
do Império
que deseja
o petróleo
se apropriar.
Dezenas
de mortos,
centenas
de presos,
dezenas
de infantes
prisioneiros
políticos,
povo ferido.
O bom General
e a tropa
seguem nos
calabouços,
e não tenho
ouvido sequer
sobre eles
nenhum pio;
e só de pensar
na sobredose
de Cotiza
me causa
suor e arrepio.
Perseguido
o povo em
diáspora
no Equador,
e o meu
coração
segue partido
sem poder
de ajudar
e doendo
de tanto
se indignar.
Gostaria
de ter a
unção
para com
todo esse
sofrimento
terminar,
mas estou
por aqui
com os meus
poemas para
semear a glória.
É aniversário
do General,
chora o cuatro
venezuelano,
não há o quê
comemorar,
manter ele
preso é um
amargo engano,
está na hora
de libertar.
O espírito
em brasas
de indignação
por causa
da ingrata
legião de Lima
que sequer sabe
da onde começa
e onde termina
as correntezas
esequibas.
A liberdade
da rima que
nos pertence:
Cuyuni-Mazaruni,
sobejamente,
enfrentando
todos bem
à sua maneira
seguindo rumo
ao oeste infrene.
Linhas tortas
do destino,
e de rechaço
exausto e igual
a injusta prisão
da tropa
e do General,
conclama alto
a comoção
pela soberania.
Escrita certa
pelo Atlântico
canção banhada
é terra firme
Demerara-Mahaica;
ela não se engana
e ainda recomenda:
tratar a História
com total
reverência
mesmo se
fosse lenda.
El Esequibo es venezolano y libertad a Rodríguez Torres!
Em linhas culpadas antes
mesmo de terem nascido
nem um pouco lúcidas.
Sem ordem judicial,
bem cheias de tudo,
hipertextuais
e com toda a falação:
deseja saber demais.
Jogos sujos e brincadeiras
de nervos não há
quem os ature mais.
Como vai a saúde
da tropa e do general?
Quando virá a liberdade,
a augusta moção
e garantia da paz?
Em versos inconformados
e bem convictos segue
anão aceitação
de 'ditaduras'.
Ainda bem
que existe
um anjo que visita,
e trabalha legalmente
pelo fim do cativeiro
de quem é notório
inocente pelo mundo inteiro.
Como as aves aguardam
o primeiro sol de verão
para poder voar,
Assim sem demora
venho pedindo
pela sua libertação.
Nada mais honrado
e necessário abrirem
as portas e as janelas,
para o sol da justiça
deixar a tropa sair,
e a vida os reencontrar.
Quero ver a liberdade,
não desejo mais
que ninguém chore,
sem pedir pela saudade
estou sentindo por cada
um mesmo sem ter vivido.
Espero que a promessa
não seja quebrada,
quero estar presente
em cada reencontro,
no afã que cada
um tenha me lido.
Disseste que deseja dialogar
Com paz e prosperidade,
Tens o dever de responder
Ao clamor popular
Que pede paz e liberdade.
Juro que tentei crer
Na promessa que nasceu
Notoriamente quebrada,
Mas as horas passaram,
E nenhuma resposta,
Quero ter a esperança
De estar errada.
Até agora o mundo todo
Não pensa o contrário,
Porque nunca provaste
Que tu tens palavra,
O Sol nasce para todos,
E também para todos que
Dedicaram a vida à Pátria!
No bailar
do tempo,
completam
nove meses,
disseram
até absurdos
e que os
bombardeiros
já se foram,
é fato que
muitos são
os receios
que ficaram.
Nem o direito
de se cuidar
e o acesso
para a
inocência
comprovar,
não foram
cumpridos,
e não se
fala em
outra coisa:
que os abusos
contra ele seguem
consecutivos.
É inegável que
se trata de um
pesadelo sem
data e hora
certos para
terminar,
as perguntas
continuam
sem respostas,
o General foi
preso sem provas.
Ouço de maneira
póstura os passos
e os ricocheteios
do Deus da Guerra
dançando sobre
o nosso continente.
Não dá para pensar
de forma diferente,
eles chegaram:
os bombardeiros.
Do Império não
prevejo o melhor,
porque essa história
eu bem conheço,
sei que não dá para
abrir mão do receio.
No relógio da vida
eis o giro do tempo,
que não venha mais
nenhum tormento.
Porque da trincheira
sou o último soldado,
ideologia poética,
aceno total de paz
e oração de devota:
implorando a liberdade
do General e da tropa.
Na tentativa incansável
De seguir em frente,
Vou falando de tropas
De leais soldados
Em total sequestro,
Por terem dito não
Ao plano do Inferno.
Dos desaparecimentos
Brutalmente forçados
E da falta de satisfação
De todo o paradeiro
Daqueles que contestaram,
Devemos acreditar que eles
Se encontram em cativeiro.
Na gradação do anoitecer
Bolivariano giram
Os astros iluminando,
Desce o céu para capturar
O demônio que não
Permite encontrar
Um caminho para quem
Perfeitamente deseja
A reconciliação plena.
No escuro,
Sem espanto,
E com agradecimento
Que no momento
Que me faltarem
A letra, a rima
E o verso:
Sempre haverão
Poetas bem
Melhores do que eu.
Porque desse canto
Muito discreto,
Embalo entre os lábios
O assobio para chamar
A liberdade que sempre
Te pertenceu.
Do condão
do destino
Cresce
forte como
O verso mirandino
Da derrota
da tirania
E da liberdade
o elogio.
Sim, eu gostaria
Bem antes
ter escrito...
Há flores
no calabouço
Em resistência profética,
O quê aqui se escreve
Não alcança a beleza
Da tamanha fortaleza.
Sim, eu gostaria
Ter essa grandeza...
Da vontade dessas letras
Era de ter o poder de levar
O abraço, a vitória e o pão
Merecidos à todas as mesas,
Nem o tempo há de apagar
O quê está escrito nas estrelas.
De longe escuto os gritos
Dos heróicos do Helicoide
Que clamam por liberdade,
De cada menor de idade
As notícias quero receber.
Dos ouvidos indiferentes
Não desejo mais saber,
De cada leal soldado
As notícias quero ter.
Das bocas emudecidas
Não desejo mais saber,
Quero vidas devolvidas,
Das flores no calabouço,
As notícias quero obter.
Não cansarei nunca,
Nem mesmo por causa
Da minha fr(atura),
Sou coração em ternura.
O meu dicionário poético
Não autoriza jamais
O desespero crescer.
