Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
A unidade para mim
é sermos indivisíveis
mesmo diante
das tempestades.
A luta para mim
é sermos inabaláveis
mesmo diante
dos desencontros.
A batalha para mim
é sermos incansáveis
mesmo diante
dos obstáculos.
Se somos muchos:
como permitiram
o Major atentar contra
a própria vida
pela segunda vez?
A vitória para mim é
sermos seres cheios
de amor onde
reina a crueldade.
Se somos muchos:
onde estão a lealdade,
diálogo e paz?
Perguntar não é ofensa,
Do General não vi mais
uma única imagem,
E há quanto tempo faz!
(...)estes versos
contemporâneos
falam de tempos
estranhos,
e de sentimentos
latinoamericanos.
Versos que falam
que disseram que
Monsalve se
lançou do terceiro
piso após ter sido
torturado e detido.
Não quero entrar
em conflito,
Só quero que tudo
seja esclarecido,
Em nome da paz
que só faz bem.
Versos que falam
que insistem em
dar notícias que
levaram o General
para La Orchila,
Enquanto se sabe
que ele foi levado
para Fuerte Tiuna,
Há quem não
queira nem mais
ouvir de mim
palavra alguma.
Dá para ver de longe
que o General é inocente,
Espero que dessa história
ele saia sobrevivente(...)
Balançando
com o vento
sou o verbo
acarinhando
as folhas
das árvores
de Fuerte Tiuna,
Suíte orquestral
pedindo sem
parar a liberdade
do General
que não deveria
ter estado preso
desde o início,
E segue preso
sem o devido
processo legal.
Sei que estás
aborrecido,
me desculpe
desde já,
Não nasci
para agradar,
Pelo sofrimento
do General
e da tropa
não vou parar
de reclamar.
Um comandante
não deveria
ser moralmente
responsabilizado
por erro de um
subordinado,
O erro de cada
um deve ser
individualizado
E nem seguir
alimentando
prisões com
base em
acusações
sem concretas
demonstrações.
Está na hora
de dar um basta
nessa cultura
de maltrato entre
o pessoal militar
sem as devidas
e sãs averiguações;
Quem deseja
a paz deve
aprender o quanto
antes a se reconciliar
mesmo diante
da existência
de diferentes reflexões.
Quando escrevo
que dizem é
porque nada
está confirmado.
Disseram que
o General havia
em La Orchila
sido aprisionado.
Não é de fidalguia
isolar quem
quer que seja
na ilha da intriga.
O General segue
mesmo é preso
em Fuerte Tiuna
vítima deste Calvário.
A pior ilha
que se pode
exilar alguém
nessa vida
é a da intriga.
Dizem histórias
sem nada provar,
quero ver
essa gente parar.
Desde a maldita
prisão sem
a verdade
esclarecida,
A cada dia
só vejo
o aumento
da injustiça.
Agora dizem
que levaram
o General
para La Orchila.
A intransponível
prisão é aquela
que de nós
nos rouba
a consciência,
a aceitação,
a sapiência
o valor pessoal
para vencer
o quê não presta,
e se encontra
no coração.
Dizem que um
jovem pedreiro
falsamente
acusado
de envolvimento
com o maldito
levante do dia
30 de abril
e foi torturado.
Por causa desse
dia qualquer
um pode ser
considerado
culpado,
Até mesmo
você que me lê
neste momento.
Dizem que a vida
do Capitão
urge cuidado,
Não deixe de fazer
a sua parte
em nome do que
pede boa vontade.
Não sabia que há
uma sucursal
do Inferno
de cinco letras
em Fuerte Tiuna,
lá é que está
preso injustamente
o General
dos meus poemas.
Dos oficiais
presos no inferno
de cinco letras
se desconhecem
o estado de saúde
desde o fatídico
dia 30 de abril,
Em absoluto
ninguém sabe
ou sequer viu;
A medida cautelar
que eles receberam
foi a coletiva,
Ela também alcança
o direito do General
de acesso a Justiça.
Para saber quando
irá findar o sufoco
da Serra Aracamuni
não há previsão,
percebo o estrago
da exploração mineral,
O coração do território
Yanomami foi ferido;
Não há mais como
recuperar prejuízo,
É preciso preservar
o pouco que restou.
Não que me falte
algum tipo de fé,
Ou tenha feito
pouco do que vem
sofrendo o povo;
Mas esse jogo
de tomar embaixada
parece até brincadeira
de banco imobiliário,
Um episódio
de mau gosto
que anda
atrasando a vida
do povo que se
encontra em diáspora.
O assunto é polêmico,
nem deveria nem
ser comentado por
esse poemário:
um Major foi
encontrado
morto num hotel,
Percebi alguma
silenciação sobre
a manchete e não
há sequer
alguma direção
ou suspeito,
Talvez seja
o abatimento
de uma Nação
por tanto sofrimento.
O azul tem
sido o sinal
nos rostos
e braços
a oposição
por quem
fala em
cessar
a usurpação.
Com essa
gente dá
para ver que
o General
não tem
nenhuma
ligação,
ele não é
partidário
da traição,
foi preso
em uma
pacífica
reunião
e nunca
mais obteve
a libertação.
Da Aporrea
já consegui
perceber
que não
há mais
silenciação,
Há mais
de seis
dezenas
de jornais
em igual
situação.
Um vereador
foi morto
sem direito
a comoção
do exterior,
Dirigentes
oprimidos,
Parlamentares
perseguidos,
Há mais
de mil
presos
políticos
E nada disso
tem feito
nenhum
sentido
na Pátria
do libertador.
Do estado
físico
do General
na prisão
não ouço
e não vejo
ninguém
falar
nenhum pio;
Recrudesceu
a tortura
contra
o Capitão
de Navio.
O Palácio Legislativo
foi tomado militarmente,
A imunidade parlamentar
de alguns foi afastada,
Há algumas notícias
de gente de refugiada
E pelo General não
vou parar de reclamar.
A cada fim de noite
a mim você está
escutando o meu
pedido para ele libertar,
E a Aporrea desta
vida desbloquear,
Deixe ela livre
para se expressar!
O Fuerte Tiuna não
é lugar do General,
Ele nem sequer deu
o último abraço em
quem deveria dar,
E não leu este
poemário que
não para de pedir
por ele e por quem
precise se libertar.
A incompreensão
onde se ofende,
E se sente ofendido
com facilidade é
o preço da libertação,
Não me importo de
carregar porque
o meu aceno é
discreto e público
pela consciência
de quem deveria
com a liberdade
se compromissar.
Do Vice-presidente
da Assembleia
ouvi a filha
que pede por
ele fé de vida,
E aqui eu sem
legitimidade
até para uma
campanha
começar
sinto o vazio
dos abraços
não dados
pelas filhas
e pela Mãe
do General
inocente que
em Fuerte Tiuna
trancado por
causa de intriga.
Parece um
pesadelo
sem fim:
ver quem
tem razão
trancafiado,
do mundo
seguindo
incomunicado
e sem chance
de se defender,
Percebe-se
que quando um
militar é de fato
do povo e para
o povo em um
neste momento
que não tem
sido superado
até ele está sem
como se proteger.
Não entendo
o porquê
jogaram uma
pena sem prova
e sem devido
processo legal
nos ombros
do General;
Enquanto isso
segue firme
o autoproclamado
no seu passo
para lá
de destrambelhado,
Não quero pensar
o pior de ninguém,
Até que libertem
o General e outros
presos na mesma
condição me permito
pensar que tudo foi
orquestrado por
alguém que
quer se esconder.
Contadora sensorial
dos fatos
que têm
pesado
nos céus
da América Latina
e do quê um
povo sente,
E não tem
como falar,
Letras aqui
a poemizar
fatos que
nem graça têm.
Cada um tem
usado o nome
do General
do jeito
que quer,
Inclusive, eu nos
meus poemas,
E por parte uns
que não conhecem
o caso não está
sendo correto;
Ninguém é
mais criança
para sair
procurando
por problemas.
Contra o General
a intriga está
muito clara,
Só não vê
quem não quer,
Quem se exime
de assim ver
os fatos que
hoje têm ocorrido
com ele podem
ocorrer com
qualquer um
neste mundo,
Por isso insisto
do diálogo
me abster,
Porque está
tudo absurdo.
Não confirmaram
que o General
foi enviado
a Fuerte Tiuna,
No final da noite
disseram que
ele não foi
e que só há
a determinação
para levá-lo,
Dizem que
esta decisão
tem a ver com
o desastre
do dia 30 de abril,
Fato este que é
um absurdo,
Ele está enfermo
e no Inferno
de cinco letras
no entra nenhum
tipo de barulho.
O tempo inteiro
com cada um
de vocês e sem
que me vejam
estou presente,
No vento, na oração
e na canção que
vem de dentro;
É preciso buscar
a serenidade que
até o momento
não se cultivou.
A vida tem chamado
para dançar uma
música que jamais
será capaz de fascinar;
É preciso ouvir
sem deixar se perder.
Ninguém tem previsão
da libertação
da tropa e do General,
Um retrato que está
mais para Raio-X
de como não estão
tratando direito
quem se dedicou ao país.
Do Araguaney florido
Maio é o mês,
No céu de Caracas
eis o sobrevoo
das Guacamayas,
Neste exato instante
não sei se o General
dos meus poemas
está preso no Inferno
de cinco letras
ou foi enviado para
o isolamento total
em Fuerte Tiuna
para seguir preso
só que isolado
do mundo apenado
por uma prisão injusta.
Foi preso um
General acusado
de ordenar
falsos expedientes
contra quem
pensa diferente
e por ter se aliado
ao autoproclamado,
Se é verdade
que é culpado,
Ele oferece perigo
igual ao bloqueio
contra Cuba,
Porque quem obstrui
a verdade não
merece desculpa.
Do sumiço do tal
deputado ainda
é preciso saber,
A truculência é
urgente vencer.
Ser opositor não
tem nada a ver
com inimizade,
E sim com ponto
de vista diferente
em relação ao que
se pode enxergar
como realidade,
Quem pensa
diferente sempre
merece a liberdade.
O coração está sofrido,
sei de toda a urgência,
Para uns é preciso
ter clemência,
E com outros é
preciso ter paciência,
Só não dá
para fazer pedidos
sejam lá quais forem
seguidos de ofensas.
O General dos meus
poemas é inocente
e merece libertado,
E a tropa inocente
é preciso igualmente
em nome de fazer
justiça neste lugar;
Quero ver com os
meus olhos a paz
voltar a reinar,
Do jeito que a vida
está não pode continuar,
sei que você pode
contribuir para melhorar.
Da necessidade
sempre nasce
qualquer direito
sob a luz dos
olhos de Evita,
No mundo que se
permite enganar
pela tal lei
Helms-Burton;
Não mais busco
tentar convencer
quem busca
irredutível isso
não entender;
Há quem trabalhe
exaustivamente
para deixar
a América Latina
em escombros,
Tem gente que
é cúmplice
e outros tem
nos dado
até os ombros.
Não se sabe
onde está
o deputado,
Há mais de
um soldado
precisando
de nossas
orações,
Que Deus dê
tranquilidade
aos corações.
Canção total
para tentar
distrair a dor
do prejuízo
que a sua
alienação tem
me causado;
Desde sempre
no meu país
a educação
é o quê tem
mais faltado,
Tenho feito
de tudo
para manter
o meu espírito
alimentado
para que mais
de um General
seja libertado.
Distribuíram
sopapos para
dez liberdades
de imprensa,
Só Deus sabe
para qual lugar
levaram presos
os onze médicos;
Alguém avisa
à eles que não
querer respeitar
cada uma delas
jamais compensa?
Tudo demonstra
que não há mais
limiar para dar
espaço para a
sensibilidade,
Disso tudo
sou como o
soldado ferido,
Porque a dor dele
também sinto.
A cifra de feridos
já está em 200,
O número de presos
saltou para 190,
Houveram 2 mortes,
Mas parece que
pode vir a variar
a cada hora,
E ainda tem gente
que acha lindo;
As vezes acho que
sou eu é que ando
em pleno delírio
porque não ando
mais acreditando
naquilo que vejo.
Está a me assombrar
de forma silenciosa
aquilo que não vejo
e não tenho nem
ouvido falar,
O General enfermo
que está preso
inocente e de uma
tropa igualmente,
Tenho receio que
estas histórias
sumam pelo ar.
Canção de todo
o dia primeiro,
de todo o mundo
que trabalha
e até do velho
tupamaro
que cansado
de tudo
pediu que se
desviassem
do que está
na frente;
Pois a vida
não está
nada contente.
Nunca é tarde
para entender
que é preciso
respeitar
o protesto social,
proteger a vida,
e não fazer
o uso da força;
Não efetuar
prisões arbitrárias
é necessário
da mesma forma
que controlar
o verbo maldito,
não acelerar
as tanquetas,
nos libertar,
rogar pela
libertação dos
presos políticos
e pedir para
devolver o mar.
Canção feita
para lembrar
da tropa
e do General
que o destino
não libertou,
e da saída
soberana
pelo Pacífico,
O seu coração
deve bater
por isso
e não deixar
o nosso
continente
se entregar.
Ontem 119
foram os detidos,
dentre eles 11
adolescentes
estão incluídos,
e eu nem mais
sei o quê dizer
a não ser pedir
que não permitam
que esse pesadelo
nunca mais
venha se repetir.
Era para ter
sido hoje,
mas começou
ontem mesmo:
uns deram
a conta de vinte
e cinco,
e outros
de oitenta
e três detidos,
Não importa
o saldo da conta
que sejam
um ou mil,
ela já está
muito cara;
já era hora
de ter parado
com isso,
não aceito
um arranhão
sequer mesmo
no mais
rebelde filho.
Fitas e máscaras
azuis para se
caracterizar
como parte da
Op. Liberdade
por um processo
de estabilidade,
Do futuro
só Deus sabe.
Censura a
dois canais
internacionais,
uma rádio,
Jornalistas
agredidos
e dezenas
de feridos;
Há jogos
de nervos
por todos
os lados,
Por mim pode
amanhecer
com o mesmo
Presidente,
só não pode
persistir
as mesmas
questões
não resolvidas.
Uma tanqueta
da GNB atropelou
manifestantes,
Não dá para
apática aplaudir
a barbárie,
Mesmo que eu
não seja ouvida,
Sou o dedo
na tua ferida;
Assim sigo
me queixando
pela prisão
da tropa
e do General
inocentes até
aonde não se
esgota a poesia.
Palavras
me faltam
porque
quem teve
o dever
de ter
conversado
para a gente
defender
eximiu-se
de fazer,
optou pelo
caminho
transtornado,
e o dia
nem encerrou,
e o resultado
está aí para
o mundo ver.
Estou sem
entender
como é que
permitem
um General
e uma tropa
na prisão
sem nada
terem feito
nada na vida
por merecer.
Ruas lotadas
de ambos
os lados,
o futuro
não há
como prever;
Divididos entre
enganados,
seduzidos
e autoexilados.
Não tenho
escrito tanto não
para desafiar,
E sim para
a dor de quem
não pode falar
tentar aliviar,
Pedindo como
quem reza
por uma
direção certa
para nunca
mais sofrer.
É noite estrelada
na imensidão da
nossa Abya Yala,
para te relembrar
da reivindicação
marítima da Bolívia
pela saída soberana
via Oceano Pacífico:
não vou descansar.
Oh, céus! Dividiram
os nossos povos
por causa dessa
disputa marítima!
Não há como cruzar
os braços e com
isso se conformar,
é um direito que
uns deixaram de
fazer jus a História
eis me aqui para
não deixar olvidar.
Na nossa terra
de todos os amores,
paixões e traições,
dói no peito em
saber que há gente
que não consegue
compreender que
discordar nada
tem a ver
com conspirações.
Oh, céus! Separaram
bravos militares
do melhor da vida
por causa de intrigas!
Não sei nem mais
em qual língua falar
para ser entendida,
só sei que a nossa
gente precisa se socorrer,
e ser socorrida porque
não há mais tempo a perder.
Todas as vezes
que arrancam
da liberdade
ou da cela
um soldado
para torturar:
é a mim que
vem atirando
dentro de
um caminhão
blindado para
os meus gritos
o mundo externo
não me escutar.
É tempo de
deputado que
disseram que
preso não está,
não tenho ideia
onde ele foi parar,
Não há como
nem acreditar;
A catedral
foi cercada,
É melhor buscar
não saber
mais de nada,
Certas histórias
como o Yuruaní
deixo fluírem
na Gran Sabana
da existência
sossegada,
E isso não
me faz acovardada.
Só não consigo
parar de perguntar
pela tropa e o General
que para eles não
tem havido trégua,
e por eles tenho
rogado pela
fortaleza da paciência.
