Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Uma mulher que se reconhece como madura não se entrega à intimidade sem um compromisso sério, pois conhece o próprio valor e não se dá a qualquer um.
Meu afastamento de certas pessoas não é para ensinar uma lição, mas porque Deus me ensinou a cuidar do meu coração. 'Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.' (Provérbios 4:23)"
O afastamento pode ser um ato de sabedoria e obediência, reconhecendo que nem toda companhia edifica a nossa fé.
Ali não havia coroa de espinhos,
mas um trono que nascia nos caminhos.
Cada discípulo com uma missão no olhar:
levar a cruz, o amor e o verbo amar.
Nada é por acaso. A vida não é uma linha reta de vitórias ou provações, mas um caminho cheio de altos e baixos que Deus usa para nos moldar. A verdadeira sabedoria está em reconhecer que tudo vem das mãos dEle, e que mesmo o que não entendemos hoje pode fazer parte de um propósito eterno amanhã.
Senhor, eu não quero uma unção de aparência.
Quero a Tua glória que transforma.
Queima em mim tudo o que for vaidade.
Eu aceito o Teu fogo,
o Teu silêncio,
o Teu tempo.
Não me deixes fugir do processo,
porque sei que o azeite verdadeiro só desce sobre o vaso que foi moído.
Alma de borboleta
Não sou uma lagarta a espera da metamorfose... Tenho asas que me levam aos jardins que eu desejar.
EXCEÇÕES
Antes que me perguntem novamente eu respondo:
Sim, eu me acho, mas isso não é uma regra... eu tbm me perco, e me acho de novo e sempre.
Filosofar não é escrever algo que já se torna óbvio, filosofar é uma forma de impactar diferentes gerações sobre seus atos, tanto passados, quanto futuros!
Tem uma coisa que eu sou muito bom, sou bom em não ser bom em nada... Ao admitir minhas incoerências e falhas, percebo que me curvo a uma verdade dolorosa, minha identidade se fragmentou quando meu corpo e minha mente falharam. Reconhecer essa “incapacidade” sem me ressentir é um ato de amor próprio que ainda carrego como ambiguidade, saber que posso “não ser bom” em qualquer coisa, mas ainda assim mereço existir.
Não me recordo de não ter sofrido em alguma etapa da minha vida, tudo que tenho recordações, de uma forma ou outra, estava enfrentando algo, passando por algo, essas recordações me fazem ver o quão tive que ser forte para me manter de pé, o quão suportei coisas para não proferir minha raiva, quando tratado como um objeto, vou continuar nessa linha, não tenho escolha. As memórias de cada sessão dolorosa ou de cada olhar de piedade se misturam em meu passado como um mosaico de batalhas vencidas e perdidas, reconhecer que cada cicatriz, visível ou não, foi conquistada a ferro e fogo me mostra que minha força é menos sobre ausência de fraqueza e mais sobre a resiliência que surge quando “não ter escolha” se torna um chamado à sobrevivência.
Carrego uma dor antiga, dessas que não gritam,
apenas sussurram e mesmo o sussurro pesa.
Não desprezo o mundo... Eu apenas temo desmoronar na frente dele.
A dor não define quem sou, mas revela quem escolho me tornar, quem sabe uma alma que renasce das próprias cinzas, tecendo, com mãos feridas, já rasgadas pela vida, sua nova tentativa por uma redenção.
Não sou o que sofri, sou o que floresceu depois, uma história reescrita com a tinta invisível da resistência, um rosto onde cada cicatriz desenha o mapa secreto da coragem de recomeçar.
Minha mente é uma máquina que não perdoa, funciona em silêncio, mas nunca repousa. Arquiva dores com precisão cirúrgica, como se cada ferida fosse sagrada. Não esquece, não apaga, apenas acumula. Faz da mágoa um mapa, do trauma, um relicário. E cada lembrança mal curada vira engrenagem, girando sem fim no escuro.
A terra treme e não é o chão, sou eu. Cada rachadura no solo parece ecoar uma falha em mim, somos feitos da mesma matéria instável.
Diante de uma esfera que reflete o mundo ao redor, não me reconheço no reflexo. Ainda vejo o menino assustado, encolhido na própria pele. Vejo o covarde que, apesar dos anos, não encontrou força para enterrar seus próprios demônios e talvez nem tenha decidido se quer viver sem eles.
REVELAÇÃO
Domingo como tantos de final de ano...
Não fosse a revelação da existência de uma “musa”,
tudo transcorreria pausadamente igual.
Como se sentir sendo a fonte
de inspiração amorosa de outra pessoa?
Ainda mais quando este alguém é a fonte
de inspiração da maioria dos versos escritos por essa “musa”?
Levitar é a única resposta
frente à vastidão do mundo
com estrelas
buracos negros
e o seu olhar profundo!
Dez/1992
