Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Eu sempre falhei em falar, minha garganta dava nós e minha mente não sustentava uma só frase, arames se agarravam como colares no meu pescoço e qualquer palavra se desfazia rapidamente, minha incapacidade de contar com a boca me deu o nobre talento de escrever, eu escrevia bíblias sobre coisas banais, enciclopédias sobre histórias de amor e dicionários sobre o mais simples acontecimento, redações não eram pra mim, eu queria escrever poemas e poesias, textos lindamente trágicos e tragicamente lindos, a caneta era arma, e o que saía não eram só palavras, eram sentimentos, partes de mim, quase como gotas do meu sangue e pedaços do meu cérebro, eu colocava partes da minha alma em cada sílaba e uma doze de humanidade em cada letra. As noites eram as mais barulhentas, quando todos estavam quietos, era quando o papel gritava cada pensamento meu, cada carta, cada música, poema e textos nunca e jamais lidos eram como discursos, palestras e sermões jamais e nunca ouvidos, eram segredos encantadores, vozes medrosas silenciadas, pensamentos impuros e inquietantes, suspiros quase sussurrantes, e tudo isso em um pouco de tinta e papel
Envelhecer com dignidade é um direito, não deveria ser um privilégio: criar uma sociedade que valorize e apoie os idosos é uma responsabilidade que exige ação coletiva para garantir igualdade e justiça para todos.
O início de tudo não foi um momento, mas uma ausência: a ausência absoluta, onde nem mesmo a ausência podia ser concebida. Antes de qualquer tempo, qualquer espaço, qualquer lei, havia apenas o impensável — aquilo que nem o nada consegue nomear. E então, sem porquê, sem finalidade, sem testemunha, o ser se insinuou: não como um estouro, mas como uma inevitabilidade silenciosa, um gesto que não pôde ser contido. O que chamamos ‘início’ não é o princípio de algo, mas a fratura do impossível — o ponto em que a inexistência já não pôde mais se sustentar e, ao ceder, deu lugar à possibilidade. O tempo nasceu junto com o espaço, como dois gêmeos siameses, costurados pela necessidade de que algo se transformasse. A matéria não veio depois: ela sempre foi o desdobramento desse impulso primordial, o eco daquela primeira vibração sem origem. O início não aconteceu, ele ainda está acontecendo, a cada respiração, a cada pensamento: o universo segue começando, incessante, em nós, através de nós, apesar de nós. E talvez seja esse o maior segredo: que o início nunca terminou.
Regando a planta.
Sozinho me deito.
Na madrugada, me levanto.
Um aperto, uma dor.
Não era frutífera, ainda sim, há uma lagarta me roubando.
Diano,
Desde que você se foi, em 2016, parece que uma parte de mim ficou vazia, perdida. Não passa um dia sem que eu sinta sua falta, sem que eu pense em tudo que vivemos e no quanto você foi — e sempre será — o amor da minha vida.
Você me entendia como ninguém. Às vezes, acho que só você me entendia de verdade… só você conseguia me enxergar por inteiro, além de tudo, sem julgamentos, sem máscaras. Perto de você, eu podia ser quem eu realmente era.
Sinto tanta falta dos seus conselhos, do seu jeito único de me acalmar, da sua presença… Tem dias que eu só queria poder sonhar com você, nem que fosse por um segundo, só pra ouvir a sua voz de novo, pra sentir aquela força e aquele carinho que só você sabia me dar.
Você falava tanto do escuro, do onze e vinte… essas coisas ficaram marcadas em mim, como tatuagens invisíveis que nunca vão sair. O escuro agora é diferente, é mais frio, porque você não tá aqui…
Diano, meu melhor amigo, meu amor eterno, minha saudade infinita… você vai ser sempre lembrado, sempre amado, sempre presente na minha vida, mesmo que de outro jeito.
Até o dia em que a gente se encontre de novo, e você possa me aconselhar, rir comigo e me abraçar como antes.
Te amo pra sempre.
O 'não' mais difícil é aquele que gostaríamos que fosse um 'sim', mas por não ser uma situação ou momento ideal, acaba-se escolhendo o 'não'. Saiba que nem todo 'não' é negativo ou recusa; talvez seja apenas resguardo para si ou para o outro. Tanto no 'sim' quanto no 'não', existe respeito, zelo, amor. Eu gostaria do 'sim'. Até posso, não devo. E se devia dizer 'sim', não disse. Não disse. O 'sim' soa como prisão e o 'não' como liberdade; ambos são iguais. Ambos nos elevam... O Tempo é um bom Senhor, e o amor também deve ser.
O maior mérito de uma criação é a consequente preservação da sua integridade. Essa não é, necessariamente, responsabilidade de quem a criou, mas sim de quem a revisará e fiscalizará diariamente. Aí, mora a essência do risco da corrupção que pode comprometer ou desvirtuar resultados. O olho atento da revisão permanente, honesta e afinada com a origem, engrandece uma obra. Sem essa meticulosidade, ela sucumbe.
É necessário conhecer o inferno para perceber que o paraíso não passa de uma ilusão.
Até á próxima vida
ESPERANÇA
De repente surge
Na escuridão do meu ser
Uma luz...
Mas não é uma luz qualquer:
É algo diferente.
É uma nova melodia,
Dentre os tons já existentes,
É o amanhecer do dia,
Mas não é qualquer amanhecer:
É o amanhecer do meu coração,
Surgindo como o sol,
Irradiando verdades e fortalezas...
É o renascer da minha alma,
Inclinada à mudança,
É a luz da esperança!
A educação apresenta uma excelência por meio do fazer diferente, que na verdade nao o faz, de ser significativo, que ao final não consegue o significado desejado, porque o foco não é a produção, mas a exposição de como está sendo produzido.
A liberdade não foi uma dádiva, mesmo que as doações tenham avançado no trabalho pela liberdade. Nosso desafio é compreender esses paradoxos no início do século XXI, altura em que as forças do império, do aprisionamento e da desigualdade lideradas pelos Estados Unidos se apoderaram até da palavra "liberdade", utilizando a viva ressonância do termo para obscurecer os efeitos sangrentos de sua cruzada militar, política e econômica global.
Se o auge do teu ministério é uma foto sua pregando, então talvez não seja Cristo que estejas anunciando, mas a ti mesmo.
(Des)encaixes
Sou uma peça defeituosa neste quebra-cabeça da vida, tão fragmentado. Não tenho um lugar de encaixe, não. Estou desconectado das outras peças. Talvez eu deva cortar os meus excessos, minhas ásperas arestas que me impedem de encaixar-me neste tão cruel jogo.
Estou vencido, talvez tenha desistido ou mesmo nunca tenha tentado coisa alguma. Devo despir-me das ilusões, das expectativas vãs, para poder encontrar uma peça que possa me completar. Devemos lutar para conquistar o nosso espaço, mas tudo isso me pesa.
A pele que visto é errada; rasguei-me e de mim nada restou. Esta é a razão do meu sofrimento e das coisas fugidias. Quem me dera pudesse resolver este grande desafio, montar este estúpido jogo e dar-me por satisfeito.
Às vezes a vida é traiçoeira, e o destino parece um enigma insolúvel. Mas para mim, a vida nunca foi senão uma acompanhante de sentir. Compreendi finalmente que a sua beleza está na futileza. Aproveitar a vida, deixe-me ser azarado no jogo; tenho tido azar na sorte, mas a minha sorte está no amor, ah, e como eu amei.
A morte não me assusta.
Não mais.
Ela chega de mansinho,
puxa uma cadeira, cruza as pernas
e me observa em silêncio,
como quem espera o fim de um café frio.
Eu respiro fundo e finjo que não a vejo.
Acendo um cigarro, mexo na xícara,
brinco de ignorar o inevitável.
Mas sei que ela está ali — talvez sempre estivesse.
E isso me arranca um riso sincero.
Não que eu não ame a vida.
Amo. Mas, às vezes, a vida pesa,
vira conta vencida na gaveta,
pedra no sapato.
Às vezes, ela pede trégua,
e eu, sem jeito, sigo a marcha dos desesperados.
Então, a morte chega sem anunciar.
Não bate na porta, não tosse no batente.
Apenas entra, senta,
ajeita o capuz do manto
e me olha, como quem diz:
"Você sabia que eu vinha."
E eu sabia.
Desde sempre.
Ela não é susto, nem castigo, nem fim.
É como uma palavra mal dita
que o poeta decide engolir.
Um fardo que escorrega dos ombros,
um corpo que desaperta e, enfim, flutua.
E, no fim, talvez seja isso.
Não um adeus, mas um aceno comedido.
Só morre quem viveu, quem gastou os sapatos,
quem aprendeu a tropeçar sem medo.
E eu?
Eu aceito.
Porque talvez só quem morre entenda, por fim,
que viver sempre foi um jeito
— sutil, distraído, inescapável —
de ir embora.
Existe uma caverna no consciente de um indivíduo que não consegue pensar livremente porisso o mundo é como sombras na consciência cauterizada...
Viemos ao mundo como uma folha em branco. Não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos, mas sei que de onde viemos não voltaremos para lá da mesma forma, pois só conhecimento me proporcionará tamanha façanha.
Havia um menino minúsculo. Não pequeno como uma criança — mas minúsculo como um grão de areia num mundo onde tudo era enorme, frio e sem rosto.
Ele caminhava por um chão infinito, de pedras duras e sombras altas. A cada passo, objetos colossais caiam do céu: blocos, livros, palavras pesadas, gestos invisíveis. Eles não o esmagavam de imediato... apenas o cobriam, lentamente, como se o mundo tentasse enterrá-lo em silêncio.
O menino corria, tropeçava, e gritava sem som. Ninguém ouvia. E então, quando menos esperava, uma sombra gigantesca surgia no céu — maior que todas as outras, algo sem forma, mas cheio de peso, medo e fim. Era isso que o fazia acordar: não o impacto, mas o medo de sumir por completo, de ser engolido por algo que ele nem entendia.
Ele despertava com o coração acelerado. Com a garganta apertada. Com a certeza de que, ali dentro, havia algo gritando para ser libertado... mas ele não sabia como.
