Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Dos Olhos da Sociedade


Demétrio Sena - Magé


Na maioria das vezes, não sei se uma pessoa com quem lido é "bonita" ou "feia". Entre aspas, porque não tenho conceito ótico específico para beleza. Refiro-me aos olhos da cara de uma sociedade que vive do que olha. Não do que vê, exatamente, porque ver é algo bem mais profundo. Foge aos olhos que prioritariamente olham.


Faz tempo que meus poemas românticos não exaltam traços e curvas das eventuais musas. Isso perdeu importância para mim, nos primeiros anos da minha trajetória de poeta, praticamente os primeiros anos de nascido. De alguma forma, eu seguia o curso da poesia romântica em voga naqueles tempos de uma decantação excessiva da "beleza", como não saiu totalmente de voga. Principalmente a "beleza" feminina.


Faço preferencialmente poemas de protesto político e também social, normalmente com as sutilezas que aprendi nos tempos da ditadura, quando eram necessárias muitas metáforas. Hoje podemos rasgar mais o verbo, até xingar, porém me viciei nessa forma de compor. Mas componho poemas românticos. Muitos, mesmo. Nesses poemas, decanto a essência da musa. O quanto ela inspira com a sua índole, sua sensibilidade, a inteligência e outros atributos que não passam pelo crivo dos meus olhos. Os da cara.


Essa ótica da minha poesia romântica não tem lá muita popularidade. A velha exaltação da pele, dos lábios, cabelos, os traços faciais e as curvas, continua no topo da preferência popular de quem consome música e poesia. Mesmo nas artes plásticas, quando retratam pessoas e são para uso doméstico, existe a preferência popular por essa exaltação.


É como todo mundo, nesta sociedade supérflua, olha para o outro. Vai direto à capa e volta, sem dar nenhuma folheada. Não lê sequer o prefácio do ser humano, se a capa não o agrada imediatamente. A essência pouco importa. O livro, a trajetória, o roteiro pesssoal do ser humano valem menos; muito menos do que a pele, os lábios, os cabelos, os traços faciais e as curvas do corpo.


A riqueza material, o poder e a fama fazem parte crucial dessa frente; dessa vitrine; a capa do indivíduo. Tornam qualquer pessoa "bonita", pois a plastificam e fazem encher os olhos de quem olha. É assim que somos, na camuflagem das virtudes gritadas nos palcos, palanques e púlpitos do preconceito e da hipocrisia.
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Respeite autorias. É lei

⁠tem muita coisa ruim na vida
não deixe que o amor se torne uma delas

Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.

Ela é sobre mim.

Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.

Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.

Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.

Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...

Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.

Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.

Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.

E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.

Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.

Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.

Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse.


E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido.


Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cresça.


A campainha toca muitas vezes n'Ela. Mas por querer ficar desta vez, Ela está com medo de não correr mais para abrir.


Então Ela fica ali, do lado de dentro, observando se Ele entra ou se apenas toca e vai embora.


Qualquer das duas respostas é uma resposta. Mas só tem uma que Ela deseja.




...coisas sobre Ela e Ele

Ela é feita de um silêncio que não está vazio.


O silêncio dela é uma semente enterrada, esperando a chuva certa, a chuva que não vem para molhar a superfície, mas para descer fundo, até o lugar onde as coisas realmente crescem.


Ela escreve poemas em cadernos que ninguém vê. E, neles, ela não escreve sobre o amor. Ela escreve dentro do amor. Como quem escreve dentro de uma caverna, à luz de uma vela, escutando o eco das próprias palavras.


Ela tem o dom terrível de saber o que sente. E o fardo de ter que traduzir esse saber para quem não fala a mesma língua.


Ela é a terra. Não a terra que se pisa. A terra que se cultiva. A que devolve o que recebe, multiplicado. Ela recebeu gestos práticos e devolveu poesia. Recebeu presença e devolveu significado. Recebeu desejo e devolveu alma.


Mas a terra também cansa.


Cansa de explicar por que precisa de chuva. Cansa de ensinar que o sol, sozinho, não faz florir. Cansa de ser olhada como paisagem, quando o que ela quer é ser o lugar onde alguém escolhe morar.


Ela quer ser descoberta. Não explorada, não mapeada, não resolvida. Descoberta como se descobre um caminho que não estava no mapa: sem pressa, com os olhos, com os pés descalços, com a curiosidade de quem não tem medo de se perder.


Ela gosta do fogo. Ah, como ela gosta do fogo! Ela se aquece nele, se encanta com ele, se entrega a ele. Mas ela sabe que o fogo que não respeita a terra a transforma em cinza.


Ela quer um fogo que seja cúmplice. Que entenda que a terra precisa de tempo para absorver o calor. Que saiba queimar devagar, sem pressa de incendiar.


Ela já cansou de partir. Por isso, ela fica. Mesmo quando o silêncio aperta, ela fica. Porque ela acredita que o amor é uma construção lenta, como as raízes que abrem a pedra sem fazer barulho.


Ela acredita que o amor não é o que se fala. É o que se lembra. É o que se sente falta. É o que permanece mesmo quando a pessoa não está.


Ela é uma mulher que aprendeu a ser inteira sozinha. Mas ela quer, um dia, ser inteira acompanhada.


Ela não quer um herói. Ela quer um parceiro de silêncio. Alguém que sente com ela, não só ao lado dela. Alguém que não tenha medo de olhar para o fundo do poço e ver que, lá no fundo, não há monstro.


Há apenas mais ela. Esperando. Plantada. Viva.


Seu nome, em latim, significa "vazia". Mas que ironia. Porque ela é tudo o que há de mais cheio. Cheia de palavras não ditas, cheia de histórias não contadas, cheia de um amor que ainda espera ser alcançado.


E, enquanto espera, ela escreve.


Porque escrever, para ela, é o jeito de não secar. É o jeito de continuar sendo terra, mesmo quando a chuva demora.


... coisas sobre Ela

Não se engane com a delicadeza dela. Ela não é frágil. Ela é uma mulher que sobreviveu à própria profundidade. E isso, meu bem, isso é a coisa mais corajosa que existe.

Ser Mulher, não é ser apenas uma maçã
Helaine Machado
Ser mulher não é apenas uma simples maçã,
não é fruto frágil ao toque do mundo,
nem sabor que se prova e se esquece.
Ser mulher é raiz que insiste na terra,
é flor que nasce mesmo entre pedras,
é força que dança entre dor e beleza.
É carregar universos no peito,
mesmo quando o mundo pede silêncio,
é ser tempestade e abrigo ao mesmo tempo.
Ser mulher não é ser metade —
é ser inteira, mesmo quando partida,
é ser luz… mesmo quando ninguém vê
Helaine Machado.

O coração de uma mulher
não cabe em qualquer lugar,
é feito de vento e silêncio
que aprende sozinho a cantar.
Helaine Machado

Pensar se torna um ato de sobrevivência. Questionar, uma forma de não aceitar o absurdo como normal.
Não se acostumar com o errado. Não silenciar diante do que fere.
Porque “não pirar” não é ignorar —
é entender, sentir, refletir… e ainda assim escolher não se perder.
Helaine machado

Vasco
No peito do Rio, nasce uma cruz de coragem,
não é só time — é herança, é viagem.
É Vasco da Gama cortando o mar da dor,
levando no escudo a luta, o suor e o amor.
Nas arquibancadas, a voz vira tempestade,
cada grito é memória, cada passo é verdade.
Preto e branco se misturam com a fé da nação,
um povo inteiro batendo dentro do coração.
Quando a maré sobe e o jogo parece perdido,
o Vasco resiste, nunca está vencido.
Porque em São Januário o tempo aprende a esperar,
que até na queda existe um jeito de levantar.
E se a vida aperta como marcador sem perdão,
a torcida responde com alma e emoção:
“Avante, Gigante!” ecoa sem fim,
como se o impossível dissesse: “não é pra mim.”
No fim, não é só futebol no gramado em brasa,
é um povo que luta, é um lar, é uma casa.
Vasco é mais que clube, é chama no olhar:
um jeito de nunca, jamais, deixar de sonhar. HELAINE MACHADO

Tem uma música dentro de mim
G
Que eu tento calar, mas não tem fim
Am
Ela cresce, me toma sem pedir
F
Quando eu vejo, já fez eu sentir
C
É chama viva, não dá pra esconder
G
É como um grito querendo viver
Am
Se eu me entrego, eu volto a ser
F G C
Tudo aquilo que eu nasci pra ser
Helaine machado

Chega
Chega.
Já extrapolou.
Foram segundos…
mas custaram uma vida.
Uma mulher não perde só o tempo —
perde pedaços de si
cada vez que é calada, ferida, ignorada.
Uma hora passa,
mas o que foi tirado
não volta no relógio.
Há silêncios que gritam,
há dores que ninguém vê,
e há histórias interrompidas
antes mesmo de florescer.
Chega de normalizar o que machuca,
chega de aceitar o que diminui.
Porque quando uma mulher perde,
o mundo inteiro perde com ela.
Helaine machado

O zero dividiu dois mundos como uma moldura eterna que não precisa de tela, pois o novo mundo nasce quando o nada decide se medir.
Reno Fioraso

Mesmo um não com a chance de poder se conversar, nunca merece ser apagado como uma boa recuperação

Uma Dica de ouro a seguir.
Seja (Muy) recíproco.
Não curta nada de quem não te responde, não compartilhe de quem não te curtiu e não te deu moral em Nada.

Deus te dá a resposta Mas...
Tudo começa com uma decisão.
O inerte não vai chegar a lugar nenhum.




Passe a fazer com a vida igual ao canguru.


_Sempre Pulando?


Não, O canguru não dá ré, por isso Sempre está seguindo em frente.

Se alguém preferiu não entregar os ouvidos, o que os outros falam.
E te deu uma nem que fosse mínima, mas te deu uma oportunidade, E acreditou em você. Nunca deixe de valorizar essa pessoa.

Só existe uma coisa humilhante para uma mulher : não ser desejada !!!

⁠Parabéns para mães, que fazem o papel de pai.
Que não mede esforços para criar seus filhos.
Uma hora ou outra, Deus te recompensa,
Pois Deus tudo sabe, tudo ouve, tudo vê.
E com certeza Ele está olhando por você!
Que se desdobra por amor
nesse mundo desafiador.

⁠Hortencias sua flor forma um buquê,
Um buquê não sei de quê?
Pois cada cor é uma emoção
Que traduz no coração.
Que belas cores!
branco, azul e rosa,
Formam cores pela acidez da terra.
Portanto há outra espécie como a amarela.
Como são lindas as hortencias!
Que chama borboletas, abelhas e beija-flor
Com a simples beleza da flor!
Meus olhos não esconde a admiração,
Fico grata por tanta beleza,
Louvo a DEUS em sua perfeição
De coração e adoração !

LIDDY VIANA