Vasco No peito do Rio, nasce uma cruz de... Helaine Machado

Vasco
No peito do Rio, nasce uma cruz de coragem,
não é só time — é herança, é viagem.
É Vasco da Gama cortando o mar da dor,
levando no escudo a luta, o suor e o amor.
Nas arquibancadas, a voz vira tempestade,
cada grito é memória, cada passo é verdade.
Preto e branco se misturam com a fé da nação,
um povo inteiro batendo dentro do coração.
Quando a maré sobe e o jogo parece perdido,
o Vasco resiste, nunca está vencido.
Porque em São Januário o tempo aprende a esperar,
que até na queda existe um jeito de levantar.
E se a vida aperta como marcador sem perdão,
a torcida responde com alma e emoção:
“Avante, Gigante!” ecoa sem fim,
como se o impossível dissesse: “não é pra mim.”
No fim, não é só futebol no gramado em brasa,
é um povo que luta, é um lar, é uma casa.
Vasco é mais que clube, é chama no olhar:
um jeito de nunca, jamais, deixar de sonhar. HELAINE MACHADO