Ha Menina Apaixonada por Rosa
O Lugar Sob o Nada
William Contraponto
Há um lugar sob o nada,
onde o tempo não se explica.
Nem vestígio, nem alvorada,
só a ausência que fabrica.
Ali, o ser se dispersa,
num silêncio que não finda.
O ressoar do que se versa
é memória nunca vinda.
Não há dor, nem alívio,
apenas o que não começa.
O todo é um delírio vívido,
e o nada, uma estranha promessa.
Quem chega não parte mais,
pois partir seria ter chão.
E nesse intangível que se refaz,
o nada aprende a ser mão.
Sob o nada há um sentido,
feito de falta e véu.
É o lugar do indefinido,
onde o nada roça o céu.
"Há uma leveza única que reside em quem decide depender de Deus; não por ter uma vida fácil, mas porque a alma aprendeu a repousar Naquele que é Fiel e Infalível."
Há quem critique as chamadas “burocracias imobiliárias”, mas é importante compreender seu papel. Muitas vezes, esses procedimentos são justamente os mecanismos que garantem segurança jurídica para todas as partes envolvidas, preservando o interesse social e a integridade das negociações.
Se alguém não concluiu um negócio por conta da burocracia, é provável que busque alternativas mais alinhadas ao seu perfil — assim como ocorre com quem é aprovado e segue adiante. Portanto, a burocracia não é um obstáculo arbitrário, mas sim parte do fluxo natural do mercado imobiliário, funcionando como um filtro que organiza, protege e direciona os processos.
Café de Segunda com Amor
na xícara fumegante, o dia começa,
a segunda é pesada, mas há leveza.
o aroma desperta o que o sono esconde,
cada gole traz o calor que responde.
é rotina, é pressa, é vida que avança,
mas no café encontro a calma, a esperança.
um abraço em forma líquida, quente,
que transforma o comum em algo diferente.
misturo o amargo com pitadas de afeto,
e o cansaço se dissolve no gesto discreto.
segunda-feira renasce, menos dura,
quando o café vem temperado com ternura.
cada sorvo carrega um toque de amor,
e mesmo na correria, há sempre sabor.
12.mar.12
Há 1 ou 2 anos, li um livro que citava o grande Sêneca, dizendo algo mais ou menos assim: “Quer conhecer um povo? Veja o tipo de música que ele escuta.” Concordo, mas na época dele não se tinha o conhecimento de que a vibração acústica deve estar alinhada com a vibração do cérebro para que possamos nos sentir bem ou tristes. É o efeito das notas musicais.
Acredito que sou eclético no quesito musical; ouço de tudo um pouco, só não consigo ouvir sertanejo universitário.
Em nosso país, há uns 60 anos ou mais, já existia uma crítica a esse grupo por defender a elite agrária. Entretanto, o sertanejo raiz tinha composição e melodia; o universitário, para mim, é uma “mistura de lixo com estrume”. E, nesse ponto, Sêneca acertou.
Sou do RAP. Para muitos, é um gênero de criminosos. Sim, muitos artistas falavam de suas vidas, mas, se você sintetizar as letras, perceberá que eles não fazem apologia ao crime — eles nos mandam sair dele, porque é cilada.
A música fala de seu povo; os intelectuais dos primórdios já sabiam disso. Só que, naquela época, não se entendia a relação entre as vibrações sonoras e o cérebro, que podem nos deixar felizes, tristes ou eufóricos. Essas notas nos fazem sentir emoções que, sem elas, não teríamos.
Sempre há um motivo maior que nos faz respirar, transpirar e nos inspirar de amor, por amor. Sempre há um motivo supremo que nos faz pleno, quando do outro há em nós. Sempre há um sorriso vasto, mágico, espaçado que nos paralisa a inércia e nos faz continuar cheio de passos seguintes, firmes, chegando a você, dentro de mim. Sempre há! Sempre há momentos revirados, tocados, ensejados por tanto do que mais seja imaculado, só pra o meu prazer: a louca vontade de ter - e amar - você!
A paz brota onde há espaço
Para o velho se render.
É no desatar de um laço
Que a alma volta a crescer.
Na serenidade, há um lume
Que acalma a pressa de agir;
É nele que a alma assume
O tempo certo de servir.
Ninguém é Você
E ninguém me toca como você:
Não há porta que se abra,
Não há céu que brilhe
E nem sol que me aqueça,
Se da estrada, o caminho se faz sem você.
Não há futuro que se mostra,
Não há voo que se alça,
Não há tempo que se corre bem,
Quando comigo, você não está.
Não há paz em mim
E nem vida que se revela,
Porque dos seus olhos,
Não posso mais, eu, contemplar.
Não há muito que me satisfaça,
Nem tão pouco que me faz de você esquecer.
E se ninguém me toca como você,
É porque ninguém é você
E nunca vai ser.
Há situações na vida que a única coisa que podemos fazer é confiar. Confiar em Deus. Confiar de olhos fechados, mesmo quando se está sangrando de dor. Mesmo quando o sofrimento se torna insuportavelmente grande. Mesmo quando sentimos o chão se abrir, as portas fecharem, o caminho se transformar em abismo. Confiar em Deus é tudo que nos traz o motivo pra continuar seguindo, na esperança de um novo amanhã, de uma nova chance, de um recomeço. Porque a fé é a única coisa que nos sustenta, nos ampara e nos faz insistir pela vida.
Não existe colo mais desejado do que aquele que te espera, mesmo quando se há demora. Ainda que você faça por não merecer. E mesmo assim, você ouve: não consigo mais viver sem você! Aí a gente volta. Aí a gente fica. Aí a gente reinventa um novo, no velho ninho de amor.
Há momentos em que o mundo pesa demais, mas é justamente nesses instantes que a alma encontra espaço para crescer, romper limites e revelar a força que sempre teve — só precisava ser despertada.
Só há uma única maneira das dores da alma serem superadas: amor. Este é a senha da cura e da transformação.
Desvalorizar significa tirar o valor. Mas não há como desvalorizar uma pessoa boa, esta jamais perderá seu real valor. Desvalorizar alguém, na verdade, significa desvalorizar a si próprio, uma vez que você nos mostra de que não é capaz de valorizar algo bom.
Há mais de dois mil anos atrás, Buda já pregava o desapego ao material, mas hoje, infelizmente, pessoas medíocres ainda são reféns de seus bens.
