Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Não há outro como Tu, Soberano e Fiel
Não há outro como Tu
Reina sobre a Terra e céus
És o Alfa e Ômega, Início e Fim
És o Ar que eu respiro, Tudo pra mim
Tu és Jesus, Tu és Jesus
Alfa e Ômega, Início e Fim, Tudo pra mim.
Não há doença
Que Ele não cure
Não há problema
Que Ele não resolva
Não há impossível pra Deus.
Acima de toda tristeza e toda solidão
Há um Nome, o Nome de Jesus
Acima de toda doença e quando não há solução
Há um Nome, o Nome de Jesus
Sobre este lugar, declaro Jesus
O ambiente é transformado, mortos são ressuscitados
Eu declaro Jesus e já posso ver
O milagre acontecendo, salvação e avivamento
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
Há um momento em que você luta e sofre tanto por alguém e por tanto tempo que você desiste;primeiro você para de lutar porque percebe que além de estar lutando em vão você está lutando sozinha embora a esperança de um milagre permaneça.Aí então você se cansa de esperar e tenta retomar sua vida como antes de conhecê-lo e se confunde por não lembrar mais como era.E finalmente você atira sua vida ao vento e diz “faça o que quiser com ela”.Depois disso você não mais se responsabiliza por seus atos.
E me sinto feliz como não me sentia há muito tempo,como se eu fosse um balão e tivesse me enchido de ar e estivesse a voar nos céus.Só que não foi de ar que me enchi;foi de amor.me embriaguei de amor.E é nessas horas que percebo como o amor se assemelha ao álcool pois os dois dão dor de cabeça,os dois te fazem rir e chorar excessivamente e no dia seguinte provocam uma horrível ressaca misturada ao arrependimento.Mas não me importo com a ressaca pois para ser feliz vale a pena qualquer coisa.
Há dias em que parece que te esqueço, mas é só impressão. E há dias em que rezo mentalmente para chegar logo à aula e encontrar minhas amigas e os professores chatos que vão nos encher de matéria até a garganta. E parece estranho mas não me importo de ter que fazer um trabalho de vinte páginas, pois qualquer coisa que tire você da minha cabeça,mesmo que momentaneamente está valendo.
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