Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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Mas não gastes o coração, que há maiores surpresas na vida...

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

A porta

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!

Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!

Vinicius de Moraes
A arca de Noé (1970).

Tenha ânimo, e tudo se há de arranjar.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

Um filósofo é, portanto, alguém que reconhece que há muitas coisas que não entende. E isso aflige-o. Deste ponto de vista, é porém mais sábio que todos os que se gabam do seu pretenso saber.

Há apenas duas maneiras de obter sucesso neste mundo: pelas próprias habilidades ou pela incompetência alheia.

Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.

Não há nada melhor no mundo que amar intensamente profundo e dizer meu amor eu amo você.

Há mais mistérios entre pensamento e comportamento do que sonha a nossa púbere psicologia

"Há quem busque o saber por si mesmo, conhecer por conhecer: é uma indigna curiosidade.

Há quem busque o saber para poder exibir-se: é uma indigna vaidade. Estes não escapam a mordaz sátira que diz: 'Teu saber nada é, se não há outro que saiba que sabes'.

Há quem busque o saber para vendê-lo por dinheiro ou por honras: é um indigno tráfico.

Mas há quem busque o saber para edificar, e isto é amor. E há quem busque o saber para se edificar, e isto é prudência".

Não deixe a vida passar simplesmente
Há muito que se possa fazer para mudá-la
Há um sol nascendo
Há amigos nos querendo bem

Há um amor a nossa espera e sabemos onde ele está...
Sua presença nos faz tanta falta
Mas cadê coragem de se entregar
Há uma covardia em aceitar as coisas como elas estão...

E quem pensa que é fraco
Sabe que existe um Pilar
Que nos faz forte e até maior
É o sumo de nossa alma, a fé.

Não digo fé religiosa, mas também.
Digo fé na força
Fé no principio de que vou longe
E esse longe pode ser ali, onde eu precise apenas dar o primeiro passo.

Penso que sou o que aceitei ser
A vida é um eterno despertar
Mas ainda posso e quero mudar
Largar vícios, buscar o amor, pautar....


E se a vida é mesmo um eterno despertar
Muito prazer...
Sou eu a recomeçar...

A palavra me olha nos olhos e me diz calma,
fugidia e imensa:
há muita poesia guardada na paciência.
Espero.

Todo intelectual de esquerda é vigarista. Não há exceções.

“A atenção é a coisa mais preciosa que há no mundo.”

Beleza sem conteúdo é como um livro com uma linda capa, mas em branco, não há nada de interessante para se ler, além disso, qualquer um com um lápis pode escrever nele o que quiser.

A impunidade é o colchão dos tempos; dormem-se aí sonos deleitosos. Casos há em que se podem roubar milhares de contos de réis... e acordar com eles na mão.

Machado de Assis
Gazeta de Notícias, 17 maio 1896.

Há meses para os infelizes e minutos para os venturosos!

Machado de Assis
ASSIS, M. Contos Sem Data, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1956.

Curiosidade e gratidão; – veja se há duas asas mais próprias para arrojar uma alma no seio de outra alma, – ou de um abismo, que é às vezes a mesma coisa.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

Há um grande amor que é a mais perfeita forma de sabedoria: amar em outrem a sua própria beleza.

Há tantos modos de se servir de um leque que se pode distinguir, logo à primeira vista, uma princesa de uma condessa, uma marquesa de uma roturière. Aliás, uma dama sem leque é como um nobre sem espada.

Há no amor um gérmen de ódio que pode vir a desenvolver-se depois.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).