Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
1ª Coríntios 13.8: O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; Os dons espirituais são úteis somente nesta vida temporal, já o amor permanecerá pela eternidade.
Vivemos o tempo em que muitos púlpitos deixaram de alimentar o rebanho para entreter quem jamais quis ouvir a voz do Bom Pastor.
Cristo não apenas aponta o caminho; Ele é o Caminho. Quem anda com Ele jamais se perde, pois encontra o destino para o qual foi criado.
A mesa jamais será um espaço de neutralidade moral; ou ela se torna um altar de santificação onde sua vida é edificada na verdade, ou um laço de complacência onde sua fidelidade a Cristo pode ser comprometida.
Jamais menospreze a velocidade com que o Todo-Poderoso irrompe na história humana para reverter o cenário mais caótico. O homem calcula os dias, mas Deus habita a eternidade; Ele necessita apenas de um sopro do Seu Espírito para transformar cinzas em avivamento e o vale de ossos secos em um exército vivente.
Examine o seu coração: se a divindade que você professa adorar jamais contraria a sua carne, confronta o seu pecado ou reprova a sua soberba, curve-se ao chão e chore. Você não serve ao Deus da Bíblia; você apenas ergueu um altar ao próprio ego.
Nós temos o Onjango, jamais a Ágora. O nosso espaço é o Onjango, nunca a Ágora. Temos o Onjango e não a Ágora: a nossa filosofia tem cultura própria.
Jamais abandone sua capacidade de enxergar além do preto e branco; só porque o resto mundo não sabe ler o segredo das entrelinhas.
“Uma vida próspera e tranquila jamais deve nos afastar da generosidade. Como Reikianos, quanto mais favorecidos somos pela vida, maior deve ser nosso compromisso de acolher, compartilhar e ajudar aqueles que enfrentam dificuldades. A verdadeira abundância também se revela no bem que oferecemos ao próximo.”
Te Dollu
Te Dollu...
Uma palavra simples,
mas com um significado que o coração jamais conseguiria traduzir por inteiro.
Passei por tempestades
que muitos sequer imaginariam existir.
Caí, chorei, recomecei,
e fiz das cicatrizes
o caminho que me trouxe até aqui.
Lutei tanto para ser quem sou,
que hoje sei:
ninguém é capaz de impedir
os passos de quem aprendeu
a caminhar sobre a própria dor.
Encontro abrigo
em um café quente,
na imensidão da praia,
no abraço do mar
e no silêncio dourado do sol
que me ensina, todos os dias,
que até o fim da tarde
pode ser belo.
Minhas filhas...
são o maior presente
que a vida depositou em minhas mãos.
Meu motivo,
meu orgulho,
meu amor sem medida.
Ensino com carinho,
porque acredito
que toda criança merece crescer
cercada de afeto.
E, no brilho de seus sorrisos,
também encontro paz.
Amo as corujas,
símbolos da sabedoria,
da calma
e da capacidade de enxergar
o que muitos não conseguem ver.
Minha paz,
meu sossego,
meu lar...
são lugares sagrados.
Ninguém os tira de mim.
E quando algo dentro da alma
sai do lugar,
não faço guerra.
Apenas me afasto.
Porque aprendi
que preservar a própria paz
também é uma forma de amar a si mesma.
Talvez seja isso
o significado de Te Dollu:
a força que resiste,
a ternura que permanece
e a paz que sempre encontra
o caminho de volta para casa.
E se um dia perguntarem
quem sou eu,
direi que sou feita
de recomeços silenciosos,
de cafés que aquecem a alma,
de mares que lavam o coração,
de crianças que me ensinaram
que o amor mora nos pequenos gestos,
e de filhas
que transformaram minha existência
no mais bonito dos propósitos.
Sou abrigo para quem amo,
mas também aprendi
a ser abrigo para mim.
Porque quem encontrou a própria paz
já não precisa provar força a ninguém.
Basta continuar caminhando.
E se, durante o caminho, eu precisar parar, que seja apenas para ouvir o barulho do mar, sentir o aroma do café, abraçar minhas filhas e lembrar que a vida sempre floresce outra vez.
No fim, talvez seja isso o verdadeiro significado de Te Dollu: um coração que resistiu às tempestades, sem deixar de acreditar na beleza das manhãs, na inocência das crianças, na sabedoria das corujas e no amor que faz da alma o lugar mais bonito para morar.
O Acaso
Nos conhecemos por acaso.
Ou pelo menos
foi assim que chamamos
aquilo que jamais conseguimos explicar.
Havia algo no ar.
A natureza parecia conversar conosco,
as folhas dançavam com o vento,
e a paz reinava
como se o tempo
tivesse escolhido repousar ali.
Foi um daqueles instantes
que não pedem sentido,
porque a beleza
nunca precisou de explicação.
É difícil compreender
as maluquices
que o universo insiste em nos preparar.
Mas talvez
essa seja a graça da vida:
não entender absolutamente nada,
e ainda assim,
aceitar o convite
para viver.
Porque alguns encontros
não acontecem para serem decifrados.
Acontecem apenas
para lembrar
que o acaso,
às vezes,
é o jeito mais bonito
que o destino encontra
de escrever uma história.
Talvez
o universo já soubesse
o que nós ainda desconhecíamos.
Talvez
cada folha que dançava,
cada sopro de vento
e cada raio de sol
fossem apenas testemunhas
de um encontro
que já existia
muito antes de nós.
Há momentos
que chegam sem pedir licença
e permanecem
mesmo quando o tempo passa.
Não porque entendemos
o motivo de terem acontecido,
mas porque a alma
reconhece aquilo
que a razão jamais será capaz de explicar.
E, no fim,
talvez o acaso
seja apenas o nome
que damos aos encontros
que o coração
sempre soube
que aconteceriam.
Onde o Sonho Não Tem Medo
As entrelinhas jamais mentiram,
foram os silêncios que primeiro falaram.
O suspense vestiu-se de luar,
mas os fatos, discretos, vieram revelar.
Nunca fui feita para esperar,
há verdades que recusam se calar.
Pois viver de mistério é sobreviver,
quando a alma só deseja acontecer.
A realidade ergue muros ao redor,
faz do perto um caminho bem menor.
Afasta os passos, aprisiona a emoção,
e ensina saudade ao próprio coração.
Por isso escolho o país do sonhar,
onde ninguém pode me proibir de ficar.
Ali, teu nome é abrigo e clarão,
escrito em segredo na palma da mão.
Se minhas palavras tocaram tua dor,
não nasceram da falta de amor.
Nasceram do peso de um querer calado,
que aprendeu a existir do lado errado.
Então me escuta, sem medo de ver:
é no sonho que ainda encontro você.
Lá o impossível esquece o próprio nome,
e o tempo, por um instante, não nos consome.
Não peças ao destino outra direção,
nem desafies os ventos da razão.
A vida, aos poucos, tem me ensinado
que até o caos pode andar compassado.
Hoje abraço o fogo sem me consumir,
aprendo a sentir antes de partir.
Minha intensidade já não quer vencer;
ela apenas deseja florescer.
Porque descobri, no silêncio do mar,
que a força não está em deixar de amar.
Está em guardar, como um segredo profundo,
o sonho mais bonito que não cabe no mundo.
Teu perfume
Deixa-me sentir o teu cheiro outra vez,
esse mistério que o vento jamais traduz.
Fragrância sem nome aos olhos do mundo,
mas que em minha alma acendeu sua luz.
Foi Maresia o nome que lhe dei,
não por nascer das ondas ou do mar,
mas porque só quem ama em silêncio
consegue um perfume assim decifrar.
Meu doce sabor Maresia...
guarda estas palavras com devoção.
Decora-as na memória da alma,
faz delas abrigo do coração.
Há perfumes que não vivem em frascos,
nem se deixam ao mundo mostrar.
São segredos bordados no tempo,
que apenas duas almas conseguem guardar.
Que ninguém descubra esse mistério,
que ninguém o consiga explicar.
Pois esse cheiro pertence à noite
em que aprendi contigo a descansar.
Numa noite bordada de estrelas,
com a lua vestida de luar,
foi no abrigo manso do teu peito
que encontrei meu lugar.
Ali o tempo perdeu o compasso,
o silêncio aprendeu a cantar;
e até o vento, em passo tão manso,
parou apenas para nos escutar.
Desde então, quando a brisa me encontra,
traz contigo um doce despertar.
O mundo acredita que é maresia...
eu apenas volto a te lembrar.
Se algum dia perguntarem
por que sorrio ao sentir o vento passar,
direi apenas que gosto do mar,
sem jamais a verdade revelar.
Pois nem toda brisa vem do oceano,
nem todo encanto se pode explicar.
Há perfumes que desafiam os anos
e recusam-se ao tempo entregar.
Se o mar perguntar por esse aroma,
o vento fingirá não escutar.
Há segredos que nem a lua pronuncia,
nem as estrelas ousam revelar.
E, enquanto o mundo chamar
de maresia o perfume do mar,
eu guardarei, em silêncio, o segredo
que a vida me ensinou a guardar.
Porque esse cheiro não pertence ao mundo,
nem ao tempo, nem ao próprio mar.
Pertence ao instante em que tua alma
escolheu a minha como lugar.
E, quando o vento voltar em segredo
e a lua tornar a nos iluminar,
saberei, sem que uma palavra seja dita,
que o teu perfume ainda sabe
o caminho para me encontrar.
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