Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
não importa o quão forte você seja, e tenta fugir disso.
É na hora do desespero que você grita por um ser maior, para que você possa fugir da dor é da agonia.
E quando aceitamos DEUS!!! Nós sentirmos abraçado, e temos a sensação de toda lágrima sendo enxugada.
Quanto mais queremos um amor forte! Maior será o fardo de sofrimento por ele.
Não podemos medir algumas dores e magoas em nosso coração.
Mais quando passa os dias, ele pode se tornar menor mesmo que um pouco menor.
As lágrimas seca em nossos olhos, mais o dor da agonia, pode permanecer em nosso peito.
Todos vivenciamos essa dor, e transformamos ela em saudades.
Amar são escolhas difíceis e únicas.
É normal que no meio desse caminho você se machuque! Ou chegar em pensar deixar esse amor morrer.
Mais se viver esse amor de maneira correta! Seremos um sobrevivente dele.
E saberá que certos amores é único e eterno em nossa vida.
Enfrentar um grande amor mesmo que obscuro, é a força que move nossas vidas para um lugar de paz.
“Um bom modelo constitui o mais forte apoio para as mudanças que se verificam nas pessoas. Nada é tão transmissível como um bom exemplo.”
E continuares a amar encontrarás o que procuras nunca duvide disso seja forte e corajoso lute com todas as suas forças para ter sempre o necessário e que tuas mão colhas as rosas destinada a ti porque só a ti foi destinado regue sempre
PRESENÇA
Estar perto nem sempre é estar presente.
Há quem esteja tão perto, mas, mesmo assim, continua ausente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
A distância não se mede em quilômetros, para quem ama verdadeiramente.
É possível estar tão distante e, mesmo assim, tão presente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
Presença... é um sentimento diferente, que não se mede em palavras.
Compreende quem vive o que sente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
Há quem se diga tão próximo, mas se mostra tão indiferente.
Estar perto nem sempre é estar presente.
A presença ultrapassa a distância que se sente,
pois, mesmo distante, há um abraço quente.
Estar perto nem sempre é estar presente
Entre a vida e a morte, há uma biblioteca. E, dentro dessa biblioteca, as prateleiras não têm fim. Cada livro oferece uma oportunidade de experimentar outra vida que você poderia ter vivido. De ver como as coisas seriam se tivesse feito outras escolhas... Você teria feito algo diferente, se houvesse a chance de desfazer tudo de que se arrepende?
A ONÇA DENTRO DE NÓS
Por: Marco Arawak
Há uma região em nós que não aparece nos espelhos.
É nela que permanecem as lembranças que o tempo não dissolveu, as perguntas que nunca terminamos de formular, os desejos que modificamos para caber nas expectativas alheias e os receios que, silenciosamente, participam de nossas escolhas.
Talvez conhecer essa região seja uma das tarefas mais difíceis da existência.
Porque olhar para dentro não significa simplesmente recordar. Significa interrogar a própria história.
Perguntar de onde vieram nossas certezas, quais experiências moldaram nossas convicções, por que determinadas situações despertam determinadas reações e até que ponto aquilo que chamamos de personalidade é, na verdade, uma construção feita de hábitos, circunstâncias e memórias.
É nesse território que encontramos a nossa autoanamnese.
Uma cartografia interior.
Um retorno às próprias origens para compreender os caminhos que nos trouxeram até aqui.
Quem fui antes de saber quem deveria ser?
O que escolhi por desejo e o que escolhi por necessidade?
Quais partes de mim nasceram de convicções e quais nasceram de adaptações?
Dentro de cada pessoa existe uma natureza que nem sempre se revela.
Há uma força silenciosa que observa antes de agir, percebe antes de responder e reconhece aquilo que muitas vezes tentamos ignorar.
É a onça dentro de nós.
Ela não precisa rugir para existir.
Move-se no silêncio das nossas percepções, atravessa nossas memórias e surge nos momentos em que algo essencial é ameaçado: nossa liberdade, nossos valores, nossos limites ou aquilo que profundamente reconhecemos como parte de nós.
Mas essa onça não representa apenas força.
Ela também representa consciência.
O instinto que observa.
A presença que não se precipita.
A capacidade de permanecer em silêncio antes de escolher um movimento.
Talvez por isso olhar para dentro exija coragem.
Porque podemos descobrir que aquilo que nos perturba nem sempre está no mundo exterior.
Às vezes, está naquilo que ainda não compreendemos em nós mesmos.
Há pensamentos que nos perseguem.
Há medos que condicionam escolhas.
Há padrões que se repetem porque jamais foram examinados.
E há partes de nossa própria história que permanecem à espera de serem reconhecidas.
Nem tudo aquilo que habita em nós precisa nos governar.
Pensar não significa necessariamente estar certo.
Sentir não significa necessariamente obedecer ao sentimento.
Ter medo não significa ser fraco.
E reconhecer uma parte difícil de nós não significa aceitá-la como destino.
A consciência começa justamente quando conseguimos observar aquilo que acontece dentro de nós sem sermos imediatamente dominados por isso.
Somos, ao mesmo tempo, experiência e observador.
Sentimos e podemos refletir sobre o que sentimos.
Pensamos e podemos questionar nossos próprios pensamentos.
Erramos e podemos compreender o erro.
É nessa distância entre o impulso e a escolha que surge uma das formas mais profundas de liberdade.
Também o passado precisa ser contemplado com honestidade.
Não para justificá-lo.
Não para condená-lo.
Mas para compreendê-lo.
A pessoa que fomos não possuía necessariamente os conhecimentos que possuímos hoje. Julgá-la apenas pelos olhos do presente pode transformar aprendizado em culpa.
O passado não pode ser refeito, mas pode ser compreendido.
E quando compreendemos aquilo que vivemos, nossa relação com a própria história começa a mudar.
A autoanamnese atravessa todas as dimensões da existência.
Está na família, onde recebemos histórias, valores e comportamentos que muitas vezes carregamos sem perceber.
Está nas amizades e nos afetos, onde descobrimos como confiamos, como estabelecemos limites e como nos relacionamos com o outro.
Está no conhecimento e no trabalho, onde nossas escolhas revelam aquilo que valorizamos e aquilo que desejamos construir.
Está nos erros, porque toda experiência pode se transformar em aprendizado.
Está nos sonhos, porque nem todo desejo que carregamos nasceu verdadeiramente em nós.
E está no futuro, porque nenhuma transformação consciente acontece sem alguma compreensão de quem somos hoje.
Por isso, talvez a pergunta mais profunda não seja simplesmente:
“Quem sou?”
Mas:
“O que está participando da construção de quem estou me tornando?”
Somos memória, mas não somos somente memória.
Somos consequência, mas também escolha.
Somos herança, mas também transformação.
Somos passado, mas ainda somos possibilidade.
A onça dentro de nós talvez seja essa parte primordial que nos lembra de permanecer atentos à própria existência.
Ela observa.
Espera.
Reconhece.
E nos ensina que força verdadeira nem sempre precisa fazer barulho.
Há momentos em que a maior demonstração de força é permanecer em silêncio.
Há momentos em que é preciso recuar.
Outros em que é necessário avançar.
E existem aqueles em que a verdadeira coragem consiste simplesmente em reconhecer o que acontece dentro de nós.
Conhecer-se não é domesticar a própria natureza.
É aprender a caminhar conscientemente com ela.
Talvez a maturidade seja justamente isso:
olhar para dentro sem medo de encontrar imperfeições;
compreender sem transformar compreensão em desculpa;
reconhecer nossas sombras sem permitir que elas ocupem todo o horizonte;
honrar nossa história sem permanecer prisioneiro dela;
e aceitar que ainda somos capazes de mudar.
A vida não é uma obra concluída.
Somos seres inacabados.
Cada experiência acrescenta uma camada.
Cada encontro desloca alguma perspectiva.
Cada perda modifica alguma medida de valor.
Cada descoberta reorganiza parte daquilo que acreditávamos saber.
Por isso, a autoanamnese não é uma resposta definitiva sobre quem somos.
É uma pergunta que aprendemos a fazer novamente.
De tempos em tempos, precisamos retornar ao silêncio e escutar aquilo que o ruído cotidiano impede de ouvir.
O que em mim é escolha?
O que é hábito?
O que é herança?
O que é medo?
O que é desejo?
E o que, finalmente, começa a ser liberdade?
Talvez a verdadeira autoanamnese seja esse retorno.
Não ao passado.
À consciência.
Entrar na própria floresta.
Reconhecer os rastros.
Perceber os movimentos.
E descobrir que, dentro de nós, existe uma natureza que não precisa ser temida nem negada, mas compreendida.
Porque conhecer a si mesmo não é encontrar uma identidade imóvel.
É perceber o próprio movimento.
É compreender de onde viemos sem nos aprisionarmos à origem.
É reconhecer aquilo que nos constitui sem permitir que isso determine tudo o que ainda podemos ser.
E talvez seja essa a grande lição da onça:
a força que realmente conhece a si mesma não precisa anunciar sua presença.
Ela simplesmente sabe quando observar.
Quando esperar.
Quando avançar.
E, sobretudo,
quando permanecer em silêncio.
Marco Arawak
É preciso crer , ainda que a realidade diga que não, porque há coisas acontecendo além dos limites dos nossos olhos e das nossas mãos. Coisas que somente a fé pode alcançar e que apenas o coração consegue enxergar.
Entre seres iguais, não há superioridade a reivindicar nem inferioridade a aceitar. Há o reconhecimento radical de que nenhuma existência é medida pela régua da outra. Iguais não porque sejam semelhantes, mas porque possuem o mesmo direito de ocupar o mundo com inteireza, voz, liberdade e dignidade. E quando esse reconhecimento se transforma em carinho, o afeto deixa de ser poder: torna-se presença, reciprocidade e encontro.
O INVENTÁRIO DE NÓS
Por Marco Arawak
Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.
Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.
A casa continua de pé.
Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.
Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.
A memória também tem seus quartos sem luz.
Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.
Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.
Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.
Nem toda ausência pede preenchimento.
Algumas pedem apenas reconhecimento.
Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.
E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.
Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.
Algumas lembranças permanecem.
Outras perdem a centralidade.
Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.
Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.
Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.
Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.
Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.
O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.
Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.
É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.
O que ainda faz sentido?
O que mantenho apenas por receio de perder?
O que realmente pertence à minha história?
Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.
Há perguntas que não querem uma resposta imediata.
Querem tempo.
Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.
O receio pode bater à porta.
Não precisa receber as chaves.
Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.
Nem todo fim precisa de uma última palavra.
Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.
No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.
Então aprendemos a viver de outra maneira.
Não necessariamente mais fácil.
Apenas mais nossa.
Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.
O passado nos oferece matéria.
Mas não deveria escrever sozinho o que somos.
Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.
Nem tudo merece permanecer.
Nem tudo precisa ser esquecido.
Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.
No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.
E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.
Não uma resposta.
Não uma promessa.
Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.
Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.
É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.
“Ainda há fragmentos de mim, espalhados como se o espelho de minhas querências se quebrasse em cacos poéticos, cabendo-me colhê-los a cada passo que me lanço, mesmo que eu corte meus dedos frágeis nos pedaços mais afiados”.
Eu quase posso vê-lo.Esse sonho que estou sonhando, mas há uma voz dentro da minha cabeça dizendo:Você nunca vai alcançá-lo.
Cada passo que eu estou tomando,cada movimento que eu faço, se sente perdido, sem direção...
Minha fé está abalada,Mas eu, eu tenho que continuar tentando.Tenho que manter minha cabeça erguida...
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