Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
SER OU NÃO SER
É o luxo do lixo,
A capital no interior
A bela na esquina
O riso de amor
É a seca lavada
Que chuva não quis
Uma alma largada
Perfume de anis
A metade de um dia
O clarão do luar
O sentir da saudade
O chão para voar
Um sentido sem veia
Uma razão que se deu
Os convidados para a ceia
O vasto espaço do céu.
É um pouco bastante
Largado sem mais
É a vela erguida
Partindo do cais.
Vida inteira ligeira
Sem fim de contar
Língua doce sujeita
Rápido jeito de amar.
É a frase perdida em verso,
A expressão salutar
Caminhos cruzados de alerta
Ardente magia, o limiar
Flores que perfumam o hoje
Cética cadência do amanhã
Culpado inocente implora
Mãos com toque de hortelã.
Valei-me a prece que rogo
Dizer-me-ia a alma, terror
Livrar-me da vitória, o jogo
Salvar-me-ia o nobre senhor.
É o peixe afogado nadando
Ave que caminha no ar
Guerra sem arma ou soldado
Dormir sem precisar levantar.
O sossego apegado ao nada
Poesia dita sem dizer
Resquício do suco amargo
Jardim guardado no ser
Ser sem saber o que será
Sendo suficiente, o bastante
Acesa na eternidade, a vela
Incendeia pra sempre seu instante.
(Júlio Raizer)
Estrada
Ela vem sem graça
Pode ser grossa
Cheia de graça
Não fica na fossa
Ela vem com graça,
Solta o sorriso
Levanta o inferno
Virou paraíso
(Júlio Raizer)
Não queira
ser estrela,
pois as estrelas cairão...
Não queira ser Flor,
pois as flores,
um dia secarão...
Seja um salvo em Cristo,
pois só os salvos,
permanecerão!
A Noite Além
A noite deseja ser a senhora da madrugada, sem saber que ela é o vácuo entre os dias.
Aflita, acolhe sua alma.
Adormece, numa estepe crua e semovente.
Voando, persegue seu trauma.
Inquieta, busca cobrir com seu manto, as lamúrias da fenda passageira.
Não celebra a paz, não celebra a guerra, não celebra.
Céu ébrio, vulto perdido.
Sombras acalentadas numa imensidão soturna.
Sabores em desmérito, cores do além. (Júlio Raizer)
Será que era?
Imaginando ser amor,
Baseado na proximidade,
No carinho, no cuidado
Com as palavras.
Caminhei na direção dele (amor),
Chegando lá, me vi só.
Éramos apenas eu e as
Minhas projeções baseadas
Em minhas crenças.
Mas, sempre desejei lá te encontrar.
Eu, você e o amor.
Ser marionete pode ser conveniente; ignorar a Constituição — como fazem alguns que claramente faltaram às aulas de Direito Administrativo e Constitucional — é no mínimo curioso. No fim, a Constituição e quem a respeita saem vencedores.
"O concreto não é apenas matéria, é a alma de quem decidiu ser fundação; é o silêncio que sustenta o peso do mundo sem curvar a espinha, provando que a verdadeira força não está em quem grita, mas em quem permanece inabalável enquanto tudo em volta oscila."
Um rei que desce do trono, é humilhado, somente para tornar outras pessoas reis, poderia ser considerado apenas mais um rei?
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
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