Ha como eu Queria q ela Soubesse
A ciência comprova.
Há os animais racionais e inteligentes de um lado e do outro, os assintomáticos eleitores do Bolsonaro e do Lula.
Há somente quarto certezas nesta vida, seja num dia ou em todos:
Viemos de um útero, pagaremos impostos, teremos algum tipo de ex e morreremos.
Há pessoas que perdem seus entes queridos e têm dificuldade em mantê-los vivos. Elas se curam rápido, seguem suas vidas e se sentem péssimas por isso.
Pra outras, o difícil é mantê-los mortos e não as deixam em paz pelo resto da vida. É amor e luto. Às vezes, o amor se instala em momentos muito difíceis e o luto, com sorte, passa com o tempo e o amor permanece o tempo que for necessário.
Há quem troca a família pelo o palco.
Há quem troca o lar pelo os aplausos.
Há quem troca a aliança pela a fantasia.
Quem escolhe o vento voa sozinho.
O ABRAÇO DO VENTO
Há o suspirar do vento
Que acaricia meus cabelos
Me balança
Me abraça por inteiro
Desse abraço não quero sair
Com ele quero fugir
Refletir sobre o alto
E nas mais belas lembranças
Perdidamente prosseguir
E um sonho de primavera
Que navega nesse peito
Sem correntes, É livre...
E de ano em ano
Dura um ano inteiro...
Na vida, ao errar, não há mérito nenhum nisso, mas acho que a maior nobreza nesse desmérito é ser capaz de admitir
Tudo o que fazemos na vida, exige um começo, um aprendizado. Não há acertos sem falhas, não há aperfeiçoamento sem prática, não existe técnicas sem experiência e conhecimento, não existe perfeição sem antes ter sido imperfeito inúmeras vezes.
Quando há uma decisão verdadeira de melhorar de vida, disciplina inabalável em direção ao seu objetivo, o que tem de melhor será atraído para ajuda-lo nesta conquista!
Enquanto há vida, há mudança.
Ninguém permanece o mesmo desde o momento em que veio ao mundo.
Mudamos tudo.
Aprendemos a andar, falar, comunicar.
o cabeço é outro, a pele é outra.
Crescemos.
Nem sempre porque queremos,
algumas mudanças nos são impostas,
outras escolhidas.
E não existe mudança sem dor.
Ou perda.
Pois o propósito de mudar,
é ganhar.
Ganhar experiência, história, vida.
Alguns ganham até asas
E fazem vôos rasantes, turbilhando os que no chão ficam.
Se está doendo é porque a mudança está acontecendo.
Não interrompa o processo, aceite-o.
No final, mesmo que não seja aquilo que você planejou,
Você vai ver que valeu a pena.
Porque só não muda quem já não vive.
E quem vive sem mudar, já morreu e não sabe.
INCISÃO
Há uma neblina ou uma brisa...
Um apito, um latido, um miado...
madrugada e nenhum silêncio é completo.
Ela dorme como um anjo,
ele repousa como um guerreiro
E pela vidraça, a tênue luz das estrelas
Que cintilam como um aceno.
Não tente entender tanto terror,
Ninguém morre sorrindo...
Foi uma bela incisão...
Falta um dedo, uma perna, um braço,
Mas a partir de então,
o silencio é completo...
Não tem nenhum cadáver debaixo da cama...
Perdoe os fracos... perdoe palavras tão vagas,
Estrofes estrábicas
multiplicando o sentido,
o soneto tentando palavras exatas,
quando tudo o que queremos
É o sono tranqüilo dos anjos,
é o repouso do guerreiro
Sem essa sensação de que,
está faltando alguma coisa...
ETERNIDADE
A noite ouço sons de violino,
passarinhos e a brisa abre meus caminhos
há muito tempo eu fui livre...
tipo de ícaro e astronauta
tocando flauta...
um dia empunhei a espada,
peguei meu escudo, montei raio de luz,
alazão branco, romântico...
eu galopei e de tanto sonhar
eu aprendi que eternidade é esta fantasia
que só dura um instante,
então acontecem todos os nascentes
e todos os poentes,
os pássaros cantam a profusão de luzes
ao tom de tua silhueta, sons de violinos...
“OI”
Estive, já há algum tempo pensando, o que o neon tem a ver com fantasia? As luzes brincam nos nossos corpos desviam nossas atenções de mãos estendidas, de ambiguidades que de uma forma ou de outra ainda ainda chocam, porque não estão intrínsecas em tudo o que recebemos de berço. O neon brilha e tem seu fascínio, encanta a multidão e a subjetividade de cada um; e de cada solidão, engana; é o centro da cidade. A catedral imponente com suas torres, seu estilo gótico, as praças com seus artistas anônimos, as galerias com suas joias e suas lentes e cada um de nós como uma partícula única de um conjunto indecifrável de um jogo e cada gesto, cada olhar cada caminhar, cada vestir é uma linguagem, e nessa discussão do “oi, eu estou aqui” ninguém se fere ou será assassinado por absurdo que possa parecer cada presença. Até que mãos frageis de um olhar pálido de uma inanição eloquente grite por tua atenção, então a catedral badala seus sinos e o neon é como o clarão de uma bomba H arremessando seu cogumelo e estilhaçando vidraças de edifícios luxuosos, mas já nos acostumamos com esse tipo de explosões; nada que um suco e um salgado não resolva e voltamos ao fascínio do neon e ao flerte do “oi, eu estou aqui...” e mergulhamos de cabeça no consumismo que nos consome.
ROMANTISMO EGÍPCIO
Camelo é o deserto mais belo de uma solidão
Pirâmide é o que há de mais lacônico na eternidade
Sempre sonhei demais e há muito tempo atrás
quando o mundo era belo e tinha tons lilás...
Sempre haverá em algum lugar o meu desejo,
em outro rosto o teu sorriso,
a alfazema a colorir minha saudade em outras primaveras,
Essa magia que a paixão nos oferece,
nos leva assim dramática e tão suavemente,
tranquila e tão agressivamente...
um dia desses eu adolescia; a multidão de ontens,
Sorrisos e olhares, chicletes e cigarros...
Meus blue jeans que desbotavam a ritmos de desejos, sorrisos e bocejos,
e como nos perdemos assim tão fácil
se tínhamos o controle do tempo e todos os poderes
que virtualmente a juventude nos impõe...
quando algum dia os céus terão as mesmas cores,
e tardes serão promissoras de noites de amores...
agora que eu entendo que não entendo nada
e a dependência de depender de algo
é a única referência que eu tenho do que eu não tenho...
alguém me fala de aventura
com um sorriso aberto da cor do céu da minha adolescência...
eu que sempre sonhei demais, e há muito tempo atrás
quando o mundo era belo e tinha tons lilás
acreditando que a luz dos horizontes e nossas fantasias
alimentam o lado bom de nossas almas
e nos fortalecem diante das paixões...
O OLHAR DE DEUS
Dentro de um universo há milhões de universos
e nada é tão claro, nada tão complexo,
Caetano nos diria num sorriso: se não fosse tão explicito...
num olhar de uma criança,
a anta bebendo no rio
ante a ameaça de um crocodilo...
tudo é desafio nesse poema de morte,
algo que comporte a vida
e se a vida é uma estrofe
e cada um de nós somos um universo,
o que seria a poesia
o rio mata a sede da anta, a anta alimenta o rio,
e ante todos os desafios o olhar da criança
é o olhar de Deus harmonizando o universo
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