Ha como eu Queria q ela Soubesse
Não há Felicidade sem Liberdade, não há Liberdade sem Educação, não há Educação sem Igualdade, não há Igualdade sem Justiça Social.
O dito e o certo
Vento e momento
Não há tempo
Para o errado
Dito ao contrario
Parecendo certo
Coisa de momento.
Olhos cansados
Em algum lugar
há de ter
um canto
para repousar
os teus olhos
cansados
eles merecem
um tipo de sossego
que só se encontra
no amor e na morte.
Alimente a felicidade e a paz que há dentro de ti, faça o necessário que te faça bem, liberte-se da escravidão do "não pode" e viva a consciência do que deve ou não. #CJR Pr Cpl Claudio Ribeiro
Aqui neste lugar
Ponho-me a pensar:
Em meu universo particular
Há razões sensatas para reclamar?
Se até esse cenário envolvente
Guarnece em seu inconsciente
As dores e paixões emergentes
De seus transeuntes vigentes.
Quem sou eu para não experimentar
Das feridas reservadas ao desbravar
A vida que passo a contemplar
Como substrato para a fé renovar.
Um sinal
Há quem busque por sinais
Daqueles que indicam ideais
Que possam apontar sem receio
O que a mente produz em devaneio.
Fico a interpretar o seu sinal
E me pergunto: como deve ser normal
Alguém me deixar embevecido
Sem sequer ter passado pelo sentido?
Na verdade o seu sinal é natural
Fruto da combinação descomunal
Da estonteante doçura no sorriso
E sua oração singular até no improviso.
Contento-me no simples admirar
Seu sinal flagrantemente a me testar
Se serei capaz de satisfazer
Alguma forma de te obter.
•❀.•❤•.¸✿¸.•❤•.❀•
Há uma criança dentro de mim
Que nos dias de hoje me faz viver
Há também uma criança dentro de vc
e quando uma delas tenta desistir da vida
A outra a faz viver novamente
É por isso que te amo!
•❀.•❤•.¸✿¸.•❤•.❀•
A vida do homem é dual. Há o que vemos e o que não vemos. O que sabemos e o que não sabemos. O que sonhamos e o que não sonhamos. O que sentimos e o que não sentimos. O que pensamos e o que não pensamos. E assim, sempre, até o infinito.
Há em mim um pedacinho de cada ser vivente deste mundo. E há também em cada um deles um pedacinho de mim
"Arraiá da Minha Infância"
Lá no sertão da lembrança, num cantinho do meu chão,
há um arraiá danado que mora no coração.
Era fita, era bandeira, era milho na fogueira,
e o céu, todo enfeitado, de estrela e brincadeira!
Tinha cheiro de canjica, de pamonha e de baião,
e o som da sanfona velha mexia com o coração.
Menino de roupa xadrez, chapéu de palha e alegria,
corria feito passarinho, até a noite virar dia.
A quadrilha era um encanto, com noiva toda enfeitada,
e o noivo, suando bicas, com a cara atrapalhada.
"Anarriê!" — gritava o moço — "Alavantú, minha gente!",
e o povo dançava junto, todo mundo tão contente!
Tinha pau de sebo e sorteio, tinha forró no terreiro,
e um velho contando história de um santo milagreiro.
Tinha reza e tinha riso, tinha fé e brincadeira,
e o céu era um véu bordado por Deus a noite inteira!
Hoje, quando fecho os olhos, volto logo àquele lugar:
vejo meu pai com a risada, mamãe a me abraçar...
É o tempo que vai passando, mas dentro da alma alcança
o arraiá tão bonito da minha doce infância.
"Quando a Tarde Confessa Silenciosamente"
Há um instante, quando o sol se inclina e os contornos do mundo se acendem em brasa, em que a alma decide falar. Não alto. Mas em sussurros. É nesse tempo suspenso entre a luz e a escuridão que me confesso ao céu — e o céu, generoso, não me interrompe.
Ali, no exato momento em que o dia se despede sem prometer retorno, despeço-me também das culpas que nunca ousei nomear. Revelo as saudades que ainda ardem, os afetos que não soube cultivar, as palavras que morreram na garganta, as esperas que jamais se cumpriram.
Falo baixinho com a luz que se deita. E ela me entende. Há uma linguagem no pôr do sol que só se aprende com o tempo: a linguagem do não dito, do que pulsa nas entrelinhas, do que escorre por dentro, sem ruído. O céu se tinge de confissões veladas — e eu, feito parte dele, também me pinto de verdade.
No crepúsculo, tudo parece mais leve — até mesmo o que mais pesa. É como se o coração encontrasse abrigo na paleta avermelhada do entardecer. Como se o mundo, por um breve segundo, aceitasse a imperfeição como forma de beleza.
E quando o sol, por fim, desaparece, não é o fim — é o início de um entendimento. O escuro não assusta quando o coração foi ouvido. Porque ali, naquela cena de despedida que se repete todos os dias, minha alma reencontra a paz... de simplesmente ser.
"O céu, mesmo encoberto, me olha com esperança. Há uma brisa que não diz nada, mas acaricia. E é assim que quero começar: não com pressa, mas com presença."
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