Ha como eu Queria q ela Soubesse
HERÓI BANDOLEIRO
Demétrio Sena - Magé
Há um chão, mas não sinto sob o pé,
tenho ar e meus brônquios não aspiram;
nem há fé, mesmo havendo no que ter;
os instintos conspiram contra mim...
Eis o mundo, entretanto, caos e treva,
tanta vida e nenhuma em meu olhar,
porque neva em minh'alma solitária
sobre o mar onde o nada faz a onda...
Não há dor nem há gozo, e isso dói;
sou herói bandoleiro em debandada
na vertigem da própria solidão...
Levo sonhos, mas neles, pesadelos;
meus novelos tricotam mil novelas
entre as telas da minha realidade...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Há tempos em que um caminho se torna dois, e você deve escolher.
(Tom Bombadil)
Não há nada mais perto de Deus na terra do que um humano ajudando seu próximo, sem pensar em status ou recompensas, simplesmente por amor avida.
No mundo dos negócios não há pior circunstância para um vendedor, do que vender, precisando de dinheiro, neste caso, o produto oferecido valerá o quanto o cliente quiser pagar.
No amor não cabe mendicância. Onde há a necessidade constante de atenção para si, ali não existe amor.
Poder feminino.
Não há nada mais poderoso do que uma mulher que além de ser cheirosa, tem boa oratória, a voz firme e uma preparação de excelência.
"ha uma palhaça em vc..uma adolescente...uma criança... e uma força tão grande que chega a ser brutal... o problema é que todos preferem ver seu ego destruidor e ficam atormentados com ele... pq eu que vejo tudo de bom que vc tem....aah eu tenho o melhor dos seus mundos."
É ASSIM...QUEM ME CONHECE, ME DEFINE BEM..
Há quem diga que fazer o mal pode lhe fazer bem, mas o mal sempre será mal, e o bem sempre será bem...
Há centenas de milhares de infelizes sobre a Terra...Alguns atropelados pela desilusão,
outros fustigados pelo abandono e pelo descaso...
Há Tristeza na Alegria
Coração acelerado
Braços ao ar
Sorriso ingênuo
Olhos atentos
Euforia controlada
Felicidade ofende
Almas com dor
Abraça a tristeza
Com tanto amor.
O Império da Mentira
William Contraponto
O sangue traça o marco da inglória,
Não há justificativa no terror gratuito.
A mentira inaugura uma fase decisória,
Com seu império, grito e bomba dá o veredito.
O medo ergue o altar do comandante,
Que vende paz com pólvora na mão.
Se o inimigo é vago e mutante,
Cabe ao discurso moldar a razão.
A história curva-se ao protocolo,
Entre sanções, promessas e punhais.
E a verdade, enclausurada no solo,
Silencia sob escombros imorais.
Cria-se o monstro em tela e manchete,
Edita-se a fúria com precisão.
A máquina mente, projeta e repete —
E a guerra ganha nova encenação.
Com mapas falsos e dardos verbais,
Assina pactos, escolhe a invasão.
E enquanto lucros fluem dos canais,
O povo sangra sem explicação.
Em salas frias, o jogo é traçado:
Quem morre, quem lucra, quem irá cair.
E a potência, ao engano viciada,
Segue a história que insiste em mentir.
O Vício Invisível
William Contraponto
O pior vício é aquele que não se vê,
não há marcas no corpo a denunciar,
mas na mente, o jogo cresce em segredo,
e o coração se perde no não-lugar.
Não há suor, nem tremor na mão,
é o silêncio que arrasta a razão,
sem dor visível, mas um abismo profundo,
onde o ser se dissolve em pura ilusão.
A cada aposta, um pedaço da vida,
mas ninguém vê, e ninguém pode saber,
é o vício que se oculta na mente perdida,
como um fogo que consome sem aparecer.
E o pior é que não se sente a prisão,
não há correntes, nem marca a pele,
mas a alma se fecha, sem direção,
e a esperança se esvai, sem que se revele.
Boneca do Vazio
William Contraponto
Há um corpo que não respira,
com olhos fixos no não-ser.
No colo, a ausência gira
vestida de um quase-viver.
Não chora, mas comove a alma,
não cresce, mas sabe esperar.
É ternura sem ter calma,
é consolo a simular.
Boneca feita de lamento,
de desejo e de negação.
O tempo ali é fingimento,
repetição sem coração.
É culto ao que nunca sente,
fetiche do eterno imaculado.
Negar o real, tão pungente,
por um afeto embalado.
No berço, repousa o espelho
de um mundo que teme sofrer.
Prefere o falso conselho
a ver o amor perecer.
Tão real quanto uma mentira dita,
com olhos que não sabem ver.
É o retrato de uma era aflita
que troca o fato por parecer.
Apresentação de Lilo
por William Contraponto
Há dentro de mim um menino que nunca se calou. Seu nome, quase um sussurro de infância, é Lilo — apelido que as vozes tortas e apressadas das crianças deram ao “William” que ainda não sabiam pronunciar seu nome direito.
Lilo não é apenas um personagem ou uma lembrança. Ele é o princípio inquieto, a centelha primeira que ainda hoje ilumina meus passos no caminho do pensar e do sentir. Enquanto o mundo impõe certezas e verdades prontas, ele permanece com suas perguntas — simples, musicais, profundas — feitas sem pressa, com a curiosidade de quem observa o céu, a terra e os próprios pensamentos e não aceita respostas fáceis.
Ele é o contraponto das minhas convicções adultas: uma voz que canta dúvidas, que mistura o existencialismo da alma com o naturalismo dos fenômenos, e o encantamento científico pelo universo que se desdobra diante dos olhos.
Lilo pergunta como quem toca uma viola de brinquedo — uma canção que nunca termina, uma melodia feita de perguntas que atravessam o tempo, o ser e o mundo.
É por isso que apresento Lilo a vocês, meus leitores, como o guardião das “Pequenas Grandes Perguntas”. Um convite para que, juntos, nunca deixemos de perguntar, de duvidar, de cantar a infância do pensamento.
Porque, no fundo, toda poesia é uma criança que se recusa a dormir.
Há quem diga que nunca é tarde para tal.
As pessoas se perdem por pouco.
E o pouco, muitas vezes, é a falta de responsabilidade ou compromisso, que só é visível quando é tarde demais.
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