Ha como eu Queria q ela Soubesse
Misticos Cemitérios -
Tudo em torno é silêncio e solidão.
Junto às sepulturas inda há gente que s’inclina,
buscando ouvir palavras, que em surdina,
os mortos, ao ouvido, lhes dirão – é vão!
Aqui, junto às sepulturas, apenas oração
que o caminho das Almas ilumine,
numa Espiral-de-Fé que as “fulmine”,
elevando-as ao alto em mística Ascensão!
Diáfano silêncio! A Voz-de-Deus
ressoando do Além, Paz vindoura d’outros Ceus,
sombreada por ciprestes e cedros de saudade.
Naquele Espaço-Etéreo há um doce encantamento,
uma Paz Religiosa, um puro sentimento,
Portal-de-Vida que vai da Morte à Eternidade …
É o explorado conformado que influência o explorador a continuar. Não há resistência, mesmo os desfavorecidos sendo maioria, eles aceitam e dizem que é digno servir pela vida inteira.
Se você pegou o bonde andando há uma parte do trajeto que você desconhece totalmente e se desconhece uma parte não tem competência alguma para falar do todo.
Encontro desencontrado -
Não te via há tantos dias
quando tristes nos cruzámos,
passeando pela rua, noite fria,
nem tampouco nos falámos ...
Ao teu lado, outro Alguém,
acompanhava os passos teus!
E nessa hora, intensa, de desdém,
fixaste sem pudor os olhos meus ...
E abrandámos o passar ...
Em silêncio recordámos o Passado
e partimos sem falar ...
Recordei o meu tormento,
solidão que me deixaste
num falso juramento ...
Onde não há empatia não há Gratidão
E Gratidão da boca pra fora, não faz jus a sua Missão
Só atrapalha mais sua Evolução
Há momentos na vida da gente tão detalhados que parecem que foram escritos.
Não acredito em destino mas se eu tiver a oportunidade de viver mais uma vida e nessa vida eu tiver na chance de rever você por mais pequeno que esse momento for já sei que a minha nova existência valeu a pena.
Talvez eu precise de uma nova vida mesmo para tentar agradecer por ter te encontrado nessa pois uma vida apenas não é o suficiente.
Você é a razão dos meus sonhos mais loucos dos meus sorrisos bobos, do brilho no meu olhar.
Voar Errado -
Há no desespero um não sei quê de glorioso!
Algo que me intriga, eleva, dinamiza ...
Há na solidão um não sei quê de atencioso
que me envolve, adormece, sintetiza ...
Há na Alma um não sei quê de precioso!
Uma Vida de viagem mundo fora
que nos leva. Leva onde?! Onde leva?! Turva agora,
água limpa, triste ser, silencioso ...
Eterna solidão d'um Poeta intemporal,
capaz de amar, amando a negritude,
escrevendo versos em seu próprio corporal!
Meu linho, meu tecido, meu brocado,
minha capa, meu sudário, eterna juventude,
cega, possuída, asa quebrada, voar errado ...
Anjos Reprimidos...
No céu não há mais espaço
Algo que em dolo contido
Não os deixa anônimos
Pois Anjos assim reprimidos
Não viram santos, mas sim demônios
Há muito tempo minha mente não silenciava dessa forma. Alguns dias sou caos e confusão, outros calmaria e resiliência, confesso que a segunda é minha melhor versão, ainda que eu me perca de mim a maior parte do tempo. Aliás, ser resiliente tem sido uma das características mais fortes do meu ser.
Resiliência é a capacidade de se adaptar à má sorte e às mudanças, e isso é o que mais tenho feito, uma vida inteira de expande e encolhe, é como de alguma forma me sentir livre para um segundo depois voltar à mesma cela, prisioneira de mim mesma e das minhas escolhas malfeitas.
Amo você apenas porque te amo
Não há explicação apenas amo
Amo com as minhas maiores forças dentro de mim
Amo apenas por te amar
Aliás amo amar você
Amo cada detalhe, cada palavra, cada gesto
Amo cada foto, cada olhar cada sorriso
Amo com minha alma e não apenas com meu coração
Amo além de mim, além só amor, além da vida.
Não há prosperidade no caos, por isso devemos rejeitar a cartilha de qualquer autoritarismo e aqueles que colocam seus interesses políticos ideológicos acima dos interesses da maioria do país.
Horas Ociosas -
Há horas que nos vivem
de tristeza e agonia, horas ociosas
que a ilusão nos perpetua! E as Almas sentem
tristes agonias, frias ilusões em horas mortas ...
Alta vai a Alma à hora da morte,
já o tempo, afoito, se lhe esgotou,
já se foi, despedaçada a sua sorte
agoirada por um corvo que ali passou ...
Grasnou! Grasnou! Soturno, austero ...
Noite densa, esvai-se a Luz
e o negro corvo poisa na mormória cruz!
Olhou! Olhou! Sombrio em desespero ...
Tlão ... tlão - no cemitério - não viu ninguém!
E num lento restolhar levanta voo e voa além ...
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