Ha como eu Queria q ela Soubesse

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Em mim há uma infinidade de recortes,
mas não sou arte que deve ser apreciada com pressa.
Sou feita de detalhes antigos que carecem de contextualizações.
Quem quiser que venha, mas antes se informe.
Sou igual aos museus.
Tenho horário para fechar.

Padre Fábio de Melo
Mulheres de Aço e de Flores

Há sempre uma razão, embora não haja nenhuma explicação.

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego…

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece…

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente…

Há pessoas que têm o dinheiro e pessoas que são ricas.

Lembremo-nos que no universo há um grande e benigno poder, que é capaz de abrir caminho onde não há caminho.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Salomão
Bíblia Sagrada. Eclesiastes 3:1-8

Nota: Tradução de João Ferreira de Almeida (Corrigida e Revisada, Fiel)

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Os sonhos tem um preço. Há sonhos caros e baratos, mas todos os sonhos tem um preço.

Não há desgraças para os corações débeis. A desgraça requer um coração forte.

Venham enfim as altas alegrias,
As ardentes auroras, as noites calmas,
Venha a paz desejada, as harmonias,
E o resgate do fruto, e a flor das almas.
Que venham, meu amor, porque estes dias
São de morte cansada,
De raiva e agonias
E nada.

Não há amor possível sem a oportunidade dos sujeitos.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).

Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança.

Não há vivos, há os que morreram e os que esperam a vez.

Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.

Machado de Assis
Ressurreição (1872).

Nos amores deste mundo, desde Eva, há sempre um que ama e outro que se deixa amar.

Eça de Queirós
Eça de Queirós entre os seus: cartas íntimas

Há sempre o momento de pedir ajuda, de se abrir, de tentar sair do buraco. Mas, antes, é imprescindível passar por uma certa reclusão. Fechar-se em si, reconhecer a dor e aprender com ela. Enfrentá-la sem atuações. Deixar ela escapar pelo nariz, pelos olhos, deixar ela vazar pelo corpo todo, sem pudores. Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger nossa infelicidade. Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada. Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco. Disfarçar a dor é dor ainda maior.

Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente - o que produz os ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.

Há na loucura um prazer que só os loucos conhecem

A verdadeira caridade só ocorre quando não há a noção de dar, de doador ou de doação.

Desconhecido

Nota: Acredita-se que a frase esteja presente na obra "O Sutra do Diamante", de autoria desconhecida.

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Há algo de podre no reino da dinamarca. (Hamlet)

Não há nada mais relapso do que a memória. Atrevo-me mesmo a dizer que a memória é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras.