Ha como eu Queria q ela Soubesse

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“Há certezas que esclarecem e certezas que só servem para impedir novas perguntas.”

“Há prisões que não precisam de grades. Basta convencer o prisioneiro a chamar a cela de verdade.”

“Há pensamentos que pensamos e pensamentos pelos quais somos pensados.”

Carlos Eduardo Balcarse

Enquanto há luta, há vida; enquanto há vida, há luta.

“A educação deseducadora: quando aprender não ensina a pensar”

Há uma educação que educa e há uma educação que, embora ensine, deseduca. Chamo de educação deseducadora aquela que acumula respostas sem ensinar a formular perguntas, que transmite conteúdos sem desenvolver critérios, que premia a repetição e chama isso de aprendizagem. É uma educação que pode formar pessoas informadas e, paradoxalmente, intelectualmente dependentes.

Durante muito tempo repetimos: leia mais. Mas talvez precisemos acrescentar: leia melhor. Porque quantidade de leitura não é sinônimo de qualidade de compreensão. É possível ler muito e compreender pouco; acumular autores e não construir autoria; saber citar e não saber perguntar.

O mesmo vale para o pensamento. Talvez não precisemos simplesmente pensar mais. Precisamos pensar melhor. Pensar melhor não é pensar como alguém manda. É aprender a examinar o que pensamos antes de conceder ao pensamento o estatuto de verdade.

Nunca tivemos tanta informação disponível e, ainda assim, talvez nunca tenha sido tão fácil confundir informação com conhecimento, opinião com verdade, convicção com evidência e repetição com compreensão. Nesse cenário, o discernimento deixa de ser um luxo e se torna uma necessidade. uma necessidade.

É nesse ponto que a Pedagogia do Discernimento se coloca, não como acréscimo de conteúdo, mas como uma mudança de ênfase: menos acumular, mais examinar; menos repetir, mais compreender; menos receber pronto, mais perguntar. Porque o problema não está apenas no que entra na nossa mente, mas no que encontra permissão para permanecer nela.

José Saramago falou sobre sair da ilha para ver a ilha. Eu acrescentaria: não basta sair da ilha para vê-la, é preciso sair da ilha e tirar a ilha de dentro de nós. Porque podemos mudar o lugar de onde olhamos sem mudar o olhar.

Carregamos conosco lembranças, afetos, medos, feridas, certezas, interpretações. E muitas vezes acreditamos estar observando o mundo quando, na verdade, estamos apenas reencontrando o que já estava dentro de nós. Não vemos apenas o que vemos. Vemos também com aquilo que somos.

Por isso, afastar-se não basta. É preciso perceber o que levamos conosco quando nos afastamos.

É nesse ponto que Metadiscern e o conceito de metadiscernimento se situam: não basta discernir o objeto observado; é preciso discernir também os critérios com os quais observamos. Não basta olhar para o objeto, é necessário perceber o observador observando o objeto.

Daí a necessidade de uma alfabetização do discernimento capaz de alcançar não só a leitura de palavras, mas a leitura das influências, das convicções e das autoridades que aceitamos quase sem perceber.

A mente produz, mas produzir não é provar. Pensar algo não torna esse algo verdadeiro. A mente produz. O discernimento depura.

Essa compreensão atravessa também o Método Protagonista. Ser protagonista da própria história não significa controlar tudo nem eliminar influências, mas reconhecer quais forças nos movem e escolher, com responsabilidade, quais merecem peso nas nossas decisões. Não existe protagonismo sem discernimento.

A educação deseducadora não falha apenas por falta de conteúdo, mas por ausência de critérios. E pode oferecer ao sujeito uma infinidade de janelas para enxergar o mundo, sem jamais lhe entregar um espelho.

Leia mais, sim, mas leia melhor. Pense mais, se for o caso, mas, sobretudo, pense melhor. E quando acreditar que aprendeu a enxergar, desconfie novamente dos seus olhos.

“A educação não tem segredo. O segredo está na educação.”

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador.

Há aprendizados que permanecem verdadeiros e precisam apenas pesar menos. Desaprender também é aprender a diferença entre conservar um conhecimento e continuar obedecendo a ele.

Carlos Eduardo Balcarse

POR QUE UMA EMOÇÃO MUITO FORTE PARECE ESTAR SEMPRE CERTA?

Há momentos em que não apenas sentimos alguma coisa. Sentimos que aquilo que sentimos prova alguma coisa.

O medo parece provar que existe perigo. A raiva parece provar que houve injustiça. A culpa parece provar que somos culpados. A ansiedade parece anunciar que algo dará errado. A paixão parece confirmar que determinada escolha é correta.

Mas uma emoção pode ser absolutamente verdadeira como experiência e insuficiente como evidência.

Esse talvez seja um dos erros mais discretos do julgamento humano: confundir intensidade psicológica com autoridade para decidir.

Quanto mais intenso é um estado emocional, maior pode ser sua capacidade de ocupar nossa atenção. E aquilo que ocupa intensamente a atenção pode adquirir uma importância desproporcional no julgamento.

O problema não está em sentir.

Está em transformar automaticamente aquilo que sentimos em autorização para agir.

Entre emoção e ação existe um espaço que frequentemente atravessamos depressa demais. Nesse espaço deveria ocorrer uma pergunta: o que esta emoção está me informando e o que estou acrescentando à informação que ela realmente oferece?

O medo pode pedir investigação sem justificar fuga. A raiva pode sinalizar uma percepção de violação sem demonstrar que nossa interpretação está correta. A tristeza pode revelar perda sem definir o futuro. A ansiedade pode indicar incerteza sem possuir qualquer capacidade de prever acontecimentos.

Isso significa que regular uma emoção não é necessariamente diminuí-la. Podemos sentir intensamente e ainda assim recusar que sua intensidade determine, sozinha, a decisão seguinte.

Essa distinção está no centro daquilo que venho denominando autorização funcional e calibração discernitiva: reconhecer um conteúdo interno sem conceder automaticamente a ele o poder correspondente à força com que aparece.

Não precisamos negar o que sentimos para pensar.

Precisamos aprender a perguntar quanto do que sentimos merece decidir.

Porque sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

Há ideias que carregamos e ideias pelas quais somos carregados; discernir é descobrir quem está levando quem.

Carlos Eduardo Balcarse

Há respostas que esclarecem e respostas que apenas CLAREIAM o erro para que ele pareça evidente.

Carlos Eduardo Balcarse

Há sentimentos que precisam ser sentidos e sentimentos que, depois de sentidos, precisam deixar de ser obedecidos.

Carlos Eduardo Balcarse

Há pessoas que defendem ideias; há ideias que se defendem usando pessoas.

Carlos Eduardo Balcarse

Você não pode mudar o seu passado, você pode mudar o seu presente e influenciar o seu futuro.

☆Haredita Angel

"Ninguém chega à terra por um cochilo de Deus.
Todos vimos com um propósito."
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☆ Haredita Angel

"É quando o sol se põe...
A noite cai...
As estrelas dormem...
Que a gente sonha!"
☆Haredita Angel

"É a noite quando dormimos, que o nosso espirito se liberta, alça voo, vai brincar.."
☆Haredita Angel

Há mundos inteiros contidos em uma única estrutura; compreendê-la verdadeiramente exige atravessar as fronteiras entre suas partes e descobrir, na diversidade que as constitui, a unidade que silenciosamente as conecta.

PENSAMENTO DE UM MERCADOR PERSA.


HÁ TANTO CAMINHO NA VIDA
PARA VOCÊ ACHAR O SEU.
NÃO DESISTA.

"Há locais e eventos aonde, espontaneamente, não vou mais. Bailes da Terceira Idade e Enterros são dois exemplos!"
Frase Minha 0034, Criada no Ano 2006


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Mais de 100 Anos depois, ainda há quem insista na bobagem de que Coca-Cola faz mal. Bobagem, sim! O que faz mal é Inconformismo, Inveja, Desdém e Insensatez!"
Minha Frase 0065, Criada no Ano 2006

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"Há aqueles que, de tão falsos humildes, aceitam ser 'apenas o máximo'. Até criarem grau superior ao máximo!"
Frase Minha 0078, Criada em 2006


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