Ha como eu Queria q ela Soubesse
“A educação deseducadora: quando aprender não ensina a pensar”
Há uma educação que educa e há uma educação que, embora ensine, deseduca. Chamo de educação deseducadora aquela que acumula respostas sem ensinar a formular perguntas, que transmite conteúdos sem desenvolver critérios, que premia a repetição e chama isso de aprendizagem. É uma educação que pode formar pessoas informadas e, paradoxalmente, intelectualmente dependentes.
Durante muito tempo repetimos: leia mais. Mas talvez precisemos acrescentar: leia melhor. Porque quantidade de leitura não é sinônimo de qualidade de compreensão. É possível ler muito e compreender pouco; acumular autores e não construir autoria; saber citar e não saber perguntar.
O mesmo vale para o pensamento. Talvez não precisemos simplesmente pensar mais. Precisamos pensar melhor. Pensar melhor não é pensar como alguém manda. É aprender a examinar o que pensamos antes de conceder ao pensamento o estatuto de verdade.
Nunca tivemos tanta informação disponível e, ainda assim, talvez nunca tenha sido tão fácil confundir informação com conhecimento, opinião com verdade, convicção com evidência e repetição com compreensão. Nesse cenário, o discernimento deixa de ser um luxo e se torna uma necessidade. uma necessidade.
É nesse ponto que a Pedagogia do Discernimento se coloca, não como acréscimo de conteúdo, mas como uma mudança de ênfase: menos acumular, mais examinar; menos repetir, mais compreender; menos receber pronto, mais perguntar. Porque o problema não está apenas no que entra na nossa mente, mas no que encontra permissão para permanecer nela.
José Saramago falou sobre sair da ilha para ver a ilha. Eu acrescentaria: não basta sair da ilha para vê-la, é preciso sair da ilha e tirar a ilha de dentro de nós. Porque podemos mudar o lugar de onde olhamos sem mudar o olhar.
Carregamos conosco lembranças, afetos, medos, feridas, certezas, interpretações. E muitas vezes acreditamos estar observando o mundo quando, na verdade, estamos apenas reencontrando o que já estava dentro de nós. Não vemos apenas o que vemos. Vemos também com aquilo que somos.
Por isso, afastar-se não basta. É preciso perceber o que levamos conosco quando nos afastamos.
É nesse ponto que Metadiscern e o conceito de metadiscernimento se situam: não basta discernir o objeto observado; é preciso discernir também os critérios com os quais observamos. Não basta olhar para o objeto, é necessário perceber o observador observando o objeto.
Daí a necessidade de uma alfabetização do discernimento capaz de alcançar não só a leitura de palavras, mas a leitura das influências, das convicções e das autoridades que aceitamos quase sem perceber.
A mente produz, mas produzir não é provar. Pensar algo não torna esse algo verdadeiro. A mente produz. O discernimento depura.
Essa compreensão atravessa também o Método Protagonista. Ser protagonista da própria história não significa controlar tudo nem eliminar influências, mas reconhecer quais forças nos movem e escolher, com responsabilidade, quais merecem peso nas nossas decisões. Não existe protagonismo sem discernimento.
A educação deseducadora não falha apenas por falta de conteúdo, mas por ausência de critérios. E pode oferecer ao sujeito uma infinidade de janelas para enxergar o mundo, sem jamais lhe entregar um espelho.
Leia mais, sim, mas leia melhor. Pense mais, se for o caso, mas, sobretudo, pense melhor. E quando acreditar que aprendeu a enxergar, desconfie novamente dos seus olhos.
“A educação não tem segredo. O segredo está na educação.”
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador.
Há aprendizados que permanecem verdadeiros e precisam apenas pesar menos. Desaprender também é aprender a diferença entre conservar um conhecimento e continuar obedecendo a ele.
Carlos Eduardo Balcarse
POR QUE UMA EMOÇÃO MUITO FORTE PARECE ESTAR SEMPRE CERTA?
Há momentos em que não apenas sentimos alguma coisa. Sentimos que aquilo que sentimos prova alguma coisa.
O medo parece provar que existe perigo. A raiva parece provar que houve injustiça. A culpa parece provar que somos culpados. A ansiedade parece anunciar que algo dará errado. A paixão parece confirmar que determinada escolha é correta.
Mas uma emoção pode ser absolutamente verdadeira como experiência e insuficiente como evidência.
Esse talvez seja um dos erros mais discretos do julgamento humano: confundir intensidade psicológica com autoridade para decidir.
Quanto mais intenso é um estado emocional, maior pode ser sua capacidade de ocupar nossa atenção. E aquilo que ocupa intensamente a atenção pode adquirir uma importância desproporcional no julgamento.
O problema não está em sentir.
Está em transformar automaticamente aquilo que sentimos em autorização para agir.
Entre emoção e ação existe um espaço que frequentemente atravessamos depressa demais. Nesse espaço deveria ocorrer uma pergunta: o que esta emoção está me informando e o que estou acrescentando à informação que ela realmente oferece?
O medo pode pedir investigação sem justificar fuga. A raiva pode sinalizar uma percepção de violação sem demonstrar que nossa interpretação está correta. A tristeza pode revelar perda sem definir o futuro. A ansiedade pode indicar incerteza sem possuir qualquer capacidade de prever acontecimentos.
Isso significa que regular uma emoção não é necessariamente diminuí-la. Podemos sentir intensamente e ainda assim recusar que sua intensidade determine, sozinha, a decisão seguinte.
Essa distinção está no centro daquilo que venho denominando autorização funcional e calibração discernitiva: reconhecer um conteúdo interno sem conceder automaticamente a ele o poder correspondente à força com que aparece.
Não precisamos negar o que sentimos para pensar.
Precisamos aprender a perguntar quanto do que sentimos merece decidir.
Porque sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Há ideias que carregamos e ideias pelas quais somos carregados; discernir é descobrir quem está levando quem.
Carlos Eduardo Balcarse
Há respostas que esclarecem e respostas que apenas CLAREIAM o erro para que ele pareça evidente.
Carlos Eduardo Balcarse
Há sentimentos que precisam ser sentidos e sentimentos que, depois de sentidos, precisam deixar de ser obedecidos.
Carlos Eduardo Balcarse
Você não pode mudar o seu passado, você pode mudar o seu presente e influenciar o seu futuro.
☆Haredita Angel
"É a noite quando dormimos, que o nosso espirito se liberta, alça voo, vai brincar.."
☆Haredita Angel
Há mundos inteiros contidos em uma única estrutura; compreendê-la verdadeiramente exige atravessar as fronteiras entre suas partes e descobrir, na diversidade que as constitui, a unidade que silenciosamente as conecta.
"Há locais e eventos aonde, espontaneamente, não vou mais. Bailes da Terceira Idade e Enterros são dois exemplos!"
Frase Minha 0034, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Mais de 100 Anos depois, ainda há quem insista na bobagem de que Coca-Cola faz mal. Bobagem, sim! O que faz mal é Inconformismo, Inveja, Desdém e Insensatez!"
Minha Frase 0065, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Há aqueles que, de tão falsos humildes, aceitam ser 'apenas o máximo'. Até criarem grau superior ao máximo!"
Frase Minha 0078, Criada em 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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